Eu acordo ainda são 5h 30.
Perco o sono e resolvo esperar Olum no escritório.
Eu me sento em um sofá de dois lugares que havia em um dos cantos do escritório.
Era tudo muito moderno. Tinha uma mesa de madeira maciça, a cadeira de chefe de couro branco, duas poltronas de couro branco,na frente da mesa. Uma estante cheia de livros ao lado da mesa, uma prateleira com caixas de arquivos e uma outra mesa atrás da cadeira dele com um computador super moderno. E acima na parede uma espada muito bonita.
Uma televisão moderna em uma das paredes laterais e o sofá do outro lado de frente.
E próximo a porta um aquário com cavalos marinhos.
Eu pego um livro na estante e começo a ler.
Vejo a porta abrir e Olum entra. Ao me ver ele puxa a arma. Uma pistola automática.
Thor entra na sequencia também com a arma na mão.
- Qual o seu problema Carolina?
Pergunta Olum.
- Até agora nenhum. Eu estava lendo.
- Nos dê licença Thor.
- Sim, Sr.
- Espero que tenha uma resposta para mim.
Diz ele
- Na verdade, eu vim fazer perguntas.
- Comece.
Diz ele enquanto se sentava.
- Eu sou sua prisioneira aqui?
- Não! Pode sair quando quizer. Desde que eu autorize. Quero saber onde vai, com quem vai e o que vai fazer.
Eu reviro os olhos.
- Não aceito ser afrontado, desrespeitado, desobedecido, eu não perdou. Sempre tem consequências.
- Você já pensou em procurar um psiquiatra?
- Como é?
Diz ele irritado.
- Quanto tempo vou precisar trabalhar para você?
- O tempo que eu precisar dos seus serviços. Um ano, dois ou dez não sei.
Eu respiro fundo.
- O que eu realmente vou fazer?
- O que um psicólogo faz? Ajudar os meus homens e lidar com emoções e sentimentos. A encara essa pressão do nosso cotidiano. Preciso deles bem para lidar com o que vier.
- Então farei terapia com eles?
- Sim.
- Vou poder manter a ética e respeitar a confiança do meu paciente?
- Sim.
- Não vai me cobrar depois querendo saber o que foi conversado?
- Já disse que sim.
- Terei um escritório?
- Escolha onde você quizer. Me diga tudo que vai precisar eu providêncio.
- Eu trabalho em quais dias e horários?
Ele ri.
- Você vai viver aqui Carolina.
- Que? Não!
- Com todo respeito Carolina, eu não sei o que você pensa, ou planeja. Vai saber de tudo que fazemos. Como vou ter certeza que não é policial ou vai contar tudo para as autoridades?
- Para um traficante você é muito diferente.
- Traficante? É isso que pensa que eu sou? Não fico vendendo drogas. Não sou burro.
- Dono da boca?
- Eu sou o homem mais procurado pela Interpol, FBI, CIA, Policia Civil entre outros.
- Não trabalho com droguinha que nóia usa. Eu trabalho com sintéticos, drogas potentes, discretas e bem caras.
- Forneço drogas para ricos e milionários.
- Tenho meus homens que vendem e gerenciam as vendas.
- Aqui eu sou o Dono do Morro!
- Como você ainda não foi preso ou não vimos você ser procurado nos jornais?
- Porque ninguém sabe quem eu dou, não tem meu nome, minha foto, nem um retrato falado. Eu sou um fantasma Carolina. E pretendo me manter assim.
- Porque te chamam de Olum?
- A tradução de Olum é morte. Acho que é óbvio porque "morte".
- Qualquer um que tenta impedir ou atrapalhar os meus planos é morto...por mim! É claro!
Ele fala com orgulho.
- Eu arranco a cabeça e deixo visível aos inimigos para saberem que não se mexe com OLUM.
- Para cada morte eu tatuo um número. Os número vão de 0 a 9 e representam a minha satisfação.
- E nunca conseguiram te pegar? Nem chegaram perto.
- Não! Como eu disse eu sou um fantasma. E muitos tem medo de mim. Além de assassino eu sou bilionário, poderoso e cheio de digamos...amigos!
- Consigo qualquer informação e acesso qualquer sistema com a ajuda dos meus homens.
- Posso faculmente manipular os dados e informações. O que impede de saberem quem realmente sou.
- E porque invadiu o morro?
- Precisava de um lugar para viver tranquilo. áE aqui é o ideal. Não a punição e a corrupção me mantem tranquilo.
- Você não é brasileiro? Ou é?
- Não falo sobre mim para você. Somente sobre os meus negócios. Qualquer informação exige confiança o que eu não tenho no momento.
- Quero deixar uma coisa clara. Vou te tratar bem e com respeito. Mas não somos amigos.
Ele diz com total frieza.
- A tradução de Olum é Morte! Em qual idioma?
- Turco.
- Ah! Então você é dá Turquia. Sabia que não era brasileiro.
Digo sorrindo.
- Inteligente Carolina. Sei valorizar isso.
- Para mim todos são descartáveis. Vacilou é adeus. Não tem perdão, não tem desculpa.
- O que você espera de mim?
Eu pergunto
- Respeito, Lealdade e confiança. Sem falar que você é uma loira lindissima. É agradavél olhar para você.
Eu reviro os olhos, ele sorri.
- Todos moram aqui?
- Claro que não! Apenas eu e Thor! E agora você!
- Thor é bem próximo de você.
Eu digo.
- Digamos que Thor é como um irmão. O meu braço direito.
- Mais alguma dúvida Srta?
- Não! Eu preciso buscar as minhas coisas na casa da Kel.
- Amanhã Thor irá com você.
- Faça uma lista do que vai precisar para montar seu consultório. Que eu mando comprar.
- Eu recebo algum salário?
- Ha Ha Ha! A Srta. é engraçada. Você me deve 600 mil e ainda quer salário.
Eu abaixo a cabeça calada.
- O que precisar comprar me avise que eu compro. Ok?
- Ok!
- Mais alguma coisa?
- Acho que não. Se eu lembrar depois pergunto.
- Vou para o meu quarto descansar um pouco. Até depois.
- Peça ao Thor para entrar por gentileza.
- Sim!
Eu saí do escritório encontro Thor conversando com um dos homens de Olum.
- Thor?
- Sim Carolina.
- Você poderia ir comigo em casa para buscar as minhas coisas.
- Claro! Vou falar com Olum.
- Eu já avisei. Mas pode reforçar se preferir.
- Ele pediu para avisar que ele está te chamando no escritório. Quando tiver livre me avise para irmos. Não precisa ter pressa, quando puder.
Digo sorrindo.
E vou para meu quarto, me deitar um pouco.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Tânia Campos
Ela é ótima,
Se não receber nada, como vai comprar suas coisas necessárias?
2025-01-31
2
Dulce Tavares
isso é pra ela ficar mesmo aí de vez só pode VC nunca vai saí daí Carol
2025-02-06
0
Dulce Tavares
se ela não tem salário como vai pagar a dívida
2025-02-06
0