OLUM
Tinha se passado cerca de 48 horas que Osman havia sido morto.
Eu estava tão obstinado em encontrar o assassino que me esqueci de Carolina.
Tom ia passando na porta do escritório.
- Tom?
- Sim chefe?
- Como Carolina está?
- Chefe eu não vi mais a Carolina. Eu levei ela até o quarto e não voltei mais. Achei que estivesse acompanhando ela, chefe.
- Tom ninguém está levando comida para ela?
Ele dá um sorriso sem graça.
- Que Porra! Eu tenho que pensar em tudo.
Eu corro e abro a porta do quarto de Carolina.
Ela estava deitada, seus cabelos cobriam o rosto.
- Carolina.
Eu me aproximo e me sento na beira da cama.
Afasto os cabelos que cobriam o seu rosto.
Ela desperta e fica me olhando.
- Carolina.
- Como você está?
- Mal Olum.
Ela diz e desaba a chorar.
Eu a abraço.
- Eu não matei o Osman. Eu o amo. Nunca faria algo assim Olum.
Ela diz chorando inconsolada.
- Eu sei Carolina.
Ela permanece me abraçando.
- Tome um banho, enquanto eu preparo algo para você comer.
- Baba e Anne logo vão chegar. E vão querer falar com você.
- Eu já volto!
Eu demoro um pouco para Carolina ter tempo de tomar um banho.
Quando entro no quarto levando os alimentos, Carolina estava deitada enrolada na toalha, chorando.
Eu coloco a bandeja em cima da cômoda.
- Carolina você nem se trocou.
- Eu te ajudo!
Eu abro a gaveta da cômoda procurando alguma roupa.
Encontro uma camiseta e uma calça de moletom.
Abro outra gaveta era apenas de lingerie.
Só havia calcinha sexy.
"Se concentra Olum, se concentra, eu penso"
Pego qualquer calcinha e um sutiã.
Coloco ao lado dela.
- Aqui Carolina. Se troque. Vou virar de costas.
Eu me viro.
Ouço ela se mexer.
- Pronto!
Ela diz.
Eu me viro novamente. Ela já havia se trocado.
Eu pego a bandeja e entrego a ela.
E saiu.
Tom vinha no corredor.
- Chefe!
- Sim
- Estou indo buscar Baba e Anne.
- Ok! Obrigado.
Peço para prepararem o quarto para Baba e Anne.
Eu verifico se há novas informações sobre os assassinos de Osman.
"Toc, Toc"
- Entre.
- Anne, Baba!
- Precisamos conversar filho.
Diz Baba
- Sim.
Eu fecho as portas do escritório.
- Filho não vou fazer rodeios, nós queremos que você cumpra a Lei do Levirato.
- Não Baba. Isso eu não posso e nem quero fazer. Eu gosto dá vida que eu levo.
"Pah"
A minha Anne me dá um tapa no rosto.
- Como tem coragem de negar um pedido desse. O seu irmão se envolveu nessa vida por sua causa. Ele se espelhava em você. E era mais fiel a você, que á seu Baba. E agora você não quer honrar a memória dele.
- Não é isso Anne.
Eu digo com certa tristeza.
- É sim. Não seja egoista. Eu não posso nem te chamar pelo nome que eu escolhi para você. Pois você precisa viver como um fantasma. É um simples pedido, e você faz isso.
Diz Anne chorando.
- Olum se negar o pedido de seus pais. Esquece que você tem uma família.
Diz Baba com seriedade.
- Baba não depende apenas de mim. Carolina precisa concordar.
- Deixe que eu converso com Carolina.
Diz Anne.
Eu não queria. Minha vida mudaria totalmente.
Mas eu vi que não tinha escolha.
- Ok Baba. Eu aceito cumprir a lei.
Anne me abraça.
- Chame a Carolina, vamos falar com ela.
Eu vou até o quarto.
Dou um toque na porta e abro.
- Carolina meus pais chegaram. Querem falar com você.
Ela ainda estava chorando.
Ela se levanta, bem abatida e apática.
Entramos no escritório.
- Carolina esses são meus pais.
- Oi querida.
Diz Anne, lhe abraçando.
Carolina cumprimenta Baba. Levando a mão direita ao coração e acenando com a cabeça.
- Sr e Sra Kaya eu sinto muito pelo que aconteceu. Me sinto culpada. Eu deveria ter olhado tudo antes de irmos. Assim não precisariamos voltar. E Osman ainda estaria aqui conosco.
- Não querida. Tudo é permissão de Allah. Osman agora está em um lugar feliz.
- Você amava muito Osman?
- Sim Sra. Mais do que já amei em toda a minha vida.
- Querida eu percebi que você já segue as tradições muçulmanas. E sabe se portar. Queriamos muito que você aceitasse cumprir a Lei do Levirato.
- Perdão, não sei o que é?
- Quando uma mulher muçulmana fica viúva e não tem filhos homem. Ela se casa com o irmão do marido. Para manter a sua memória. É uma forma de homenagem e respeito.
- Espera á Sra. quer que eu me case com Olum?
- Isso mesmo.
Diz Anne
Carolina tem uma crise de risos.
- Ha Ha Ha.
Meus pais ficam irritados.
- Carolina
Eu digo.
- Carolina.
Ela continua rindo.
- Carolinaaaaa!
Eu grito
Ela para de rir e me olha.
- Olha o desrepeito com Baba e minha Anne.
- Desculpa Dono.
Ela diz com ironia.
- Não foi de proposito.
- Embora isso seja um absurdo.
- Sra. Samia eu respeito a sua cultura e opinião. Mas aqui no ocidente. Ao fazer isso, eu estarei desrespeitando a memória de Osman. Eu serei taxada de mulher da vida fácil, vão dizer que eu era amanta de Olum.
Sinto muito. Não posso!
Ela diz e saí.
- Ahhhhh Por Allah.
- Que vergonha.
- Que desonra. Eu me enganei com ela.
Anne chorava inconsolada.
- Vou conversar com ela Anne.
Eu saiu e vou direto para o quarto de Carolina.
Abro a porta gritando.
- Carolinaaaa.
Ela estava deitada, virada de costas para a porta.
E nem olhou para mim.
- Carolina.
Estou falando com você.
- Vai embora Olum. Me deixe em paz!
- Não mesmo.
Eu puxo o braço dela.
- Ai! Está me machucando.
- Minha Anne está chorando por sua desfeita.
- Não se preocupe. Uma hora passa.
Ela diz e se vira denovo.
- Carolina. Você está me devendo muito dinheiro.
Não tem opção de escolher.
Ela se vira, nervosa.
- Agora vai ser sempre isso. Essa droga de divida.
Ela não sabia que não existia mais divida. Que Osman havia pago. Ele não teve tempo de contar.
"Isso é perfeito para mim, eu penso"
- Você só quer me manter aqui. Não fará nada.
Diz ela sorrindo.
- Você está duvidando?
Ela se vira novamente. Eu saiu.
Faço uma ligação e 10 minutos depois entro no quarto dela com um tablet na mão.
E mostro a ela.
- Olum seu desgraçado.
- Que merda é essa!
- Eu vou contar até 5. Se não concordar você vai ver se estou ou não blefando.
Ela começa a chorar.
- Um
- Dois
- Três.
- Olum pelo amor de Deus. Não faz isso.
- Quatro.
- Está bem. Eu...caso!
Saiu do quarto satisfeito e conto aos meus pais.
Tom leva minha Anne para cuidar do corpo de Osman. Ele pega a certidão de óbito que dizia "causas naturais".
Leva no cartório junto com meus documentos e de Carolina.
Pago bem para o escrivão.
Ele faz a certidão do nosso casamento. Sem precisar de irmos até lá.
Simples e rápido.
Tom retorna com a certidão de casamento pronta.
Vou até o quarto de Carolina.
Abro e a porta e entro.
Coloco a certidão em cima da cama.
- Aqui está querida esposa!
Estamos casados!
- Quê? Como?
- O dinheiro compra tudo Carolina. Já devia saber disso.
- O enterro será daqui á uma hora.Você quer ir?
- Sim. Por favor.
- Tom, vai te acompanhar.
E eu ia saindo quando me lembro.
- Ah já ia esquecer. Hoje as 21 horas quero você no meu quarto e nua. Para consumarmos o casamento. Sem atrasos.
- Olum...mas eu...
Eu saiu sem olhar para trás.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
nela Iombo
Para quem diz que gosta dela está muito escroto.
So espero que um dia ele se arrependa
2025-02-01
0
Dulce Tavares
agora gerou tudo
2025-02-06
0
Fernanda Figueiroa
deixando de ler ridículo
2025-02-01
0