Enquanto ouve as vozes dos três homens que conversavam distraídos do lado de fora, tentava se recompor assimilando o acontecimento de minutos atrás, mesmo com o ar-condicionado ligado, a temperatura do seu corpo ainda era quente. Fechara os olhos assoprando o ar dos pulmões para fora, mas o único pensamento que vinha era a imagem do rosto do Zain, e o gosto do beijo fresco em sua boca, as mãos apertando seu corpo... acariciou o próprio pescoço e sentiu a veia pulsante assim como a fenda entre suas pernas latejante, fazendo seu corpo superaquecer.
— Aí Zain, olha só o que fez comigo. Acordou meu vulcão interno.
Assustou‐se com o som baixo e cheio de desejo que saiu da boca, parecia uma felina no cio. Abriu os olhos, consciente que não poderia sequer se tocar íntimamente para se satisfazer, já que ele ou outro homem poderia entrar a qualquer momento. Era do tipo que não esperava precisar de um homem dentro de si, para se satisfazer. Gostava de se tocar e conhecer seu corpo, si, dar prazer. Era moderna de mente aberta, colecionadora de vários briquedinhos sexuais, naquele momento sentiu a necessidade de um (Bredy Pinto) como dizia a querida sexóloga Catita. Para seu desalento, por medo de ser revistada no aeroporto, deixou seus queridinhos no Brasil, onde poderia usar e se satisfazer livremente.
Voltou a suspirar lamentavelmente, pondo-se de pé andou até a janela, afastou a cortina blackout, com o vidro fechado observa o que acontece lá fora. É instintivo, quando descansa o olhar longamente no marido, ele segura a ave de rapina no pulso, e aponta algo ao longe, mais um dos homens faz gesto com a cabeça na outra direção, o gesto faz com que ele olhe para o outro carro que ainda está com os vidros escuros fechados.
Soraya segue o olhar do marido, se perguntando qual segurança estaria lá e o porque não veio cumprimentar o Zain.
Não demorou e viu o marido se aproximar do veículo, parando em um lado da janela, quando o vidro foi abaixado não conseguia ver o rosto de quem falava de dentro. A troca de palavras fora rápido, mas pelo olhar do marido que se virou para olhar na direção de onde ela estava, teve o pressentimento que estavam falando dela, naquele momento sentiu uma inquietação e viu o pelos ralos dos braços arrepiar‐se.
" E quem seria? Alguém importante da família? " preocupou-se.
Agora seria vista como uma mulher vulgar, rechaçada pelos membros do castelo, só esperava que não fosse o sogro, se viu toda a cena, aí sim, como poderia está na presença dele sem sentir-se imoral e como uma vadia?
Foi entregue uma pasta, e o vidro foi fechado novamente. Zain faz o caminho de volta entrando no trailer. Ver a mulher na janela, após deixar a pasta sobre a mesa, vira‐se pra sair mais ela o faz parar.
— Quem esta lá?
— Sairei para treinar as aves agora que o sol está baixando, quer vir conosco? — ele faz uma pergunta em vez da resposta.
— Nos? — vai até ele, parando um degrau acima — Achei que disse que seria eu e você! — não estava com raiva, mais frustrada, por ter o seu momento interrompido, e ele mostrava‐se tranquilo, o que a fez pensar no que aconteceu e que para ele não passou de um instante levado ao vento, algo sem importância. Devia sentir magoas em descobrir aquilo? Não, nem pensar. — responde a si mesma mentalmente.
— Não posso controlar duas aves sozinho, caso uma delas se perder, precisarei sair pelo deserto para rastrear, ainda mais com você...
— Não, não quero, podem ir. — ótimo! Então agora era um peso morto? — pensou, ao falar decidida arqueando a sombracelha bem-feita.
— Está bem! Deixarei o Saléh para te fazer companhia, provavelmente só retornaremos ao escurecer. — diz lá de fora. Evitou olhar‐lhe, caso fizesse, seria difícil não imaginar‐la com a boca colada a sua, e o corpo... "Se não estivessem nos interrompidos, por Alá, só ele saberia o que teria acontecido..."
Respirou fundo e seguiu em frente, afastando a imagem perturbadora dela agarrada ao seu corpo.
— Não precisa. — volta bicuda para seu posto na janela, observa pouco depois os homens sumirem a pé atrás das dunas de areia. Então lança um olhar desconfiada para o veículo, a luz do sol bate no veículo que reflete forte ofuscado seus olhos, não distinguir imagem alguma da pessoa la dentro. Mas tem a sensação de esta sendo demoradamente também observada. Depois de alguns minutos parados as pessoas do outro carro decidem fazer o caminho de volta de onde vieram.
Aliviada procura por algo, que possa entreter-lhe além de assistir na TV, por sorte o satélite enviava um bom sinal, e as placas solares no teto do veículo gerava energia de qualidade.
"Ao menos isso."
Liga o aparelho, ver um vídeo curto sem dar atenção ao conteúdo, volta para a janela para ver se estão a retornar. E nada. Ouve apenas o som da TV atrás das suas costas.
Agradece aos céus por ter algo para distrair‐se pelas sabe se lá quantas horas a fio sozinha. Mesmo sabendo que um dos homens estava plantado lá fora, sentia ser a mesma coisa, ele não era o seu marido, quem preferia mil vezes que estivesse, assim poderiam conversar e... quem sabe voltar fazer outras coisas...
A mente parece está poluída, enfeitiçada por apenas um breve momento de fraqueza.
— Ora Sol! — ralhou consigo mesma por ainda alimentar o desejo de que pudesse vir acontecer algo entre eles. — Com certeza ele é uma pessoa centrada, e chegou a razão, isso não faz parte do acordo. — decidiu encerrar aquele assunto para o seu próprio bem. — Preciso manter o raciocínio lógico e sensato! — bate o pé decidida a não pensar no amasso quente — Não perderei o freio, nunca fui assim, de levar-me pela beleza, nem se fosse o último homem do deserto! — ela sorrir, consertando a fala. — Quero dizer do, da terra!
Lança os olhos curiosos na pasta, lutou para não ceder a tentação de ler, depois de uma rápida excitação pegou e folheou, mais logo abandonou as folhas com desânimo, infelizmente não entendia aquele idioma. E a fez reforçar o seu objetivo de aprender tudo que conseguisse com o pouco tempo que restava naquele lugar.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Cida Archangelo
é tá muito devagar
2024-12-21
0
Nana
enrolado demais
2024-07-09
0
Rita Silva
Tá complicado a coisa!!! Bora desenrolar!!/Tongue//Tongue//Tongue/
2024-01-11
4