Agora estava recomposta de banho tomado, maquiada e bem vestida, pega a bolsa tira colo e se prepara para sair. Tinha planos para aqueles dias.
— Onde vai? — o marido a interrompe quando segura a maçaneta para abrir a porta, ela nem fazia ideia que ainda o encontraria ali. Quase uma hora atrás quando ele mesmo entregou-lhe o chá, avisando que iria sair para resolver algo. Imaginou que só o veria a noite durante o jantar, como antes.
— Começar as minhas aulas, tenho uma agenda cheia...
Tem a fala interrompida por ele.
— Creio que isso possa esperar até voltarmos.
— Pois creio que seu pai me aceitaria melhor se eu aprender a falar o idioma e entendesse o Alcorão, aos olhos dos homens desse país uma esposa precisa submeter‐se aos seus egos caprichosos e ser uma temente a Alá, ficaria mais fácil para mim, tentar buscar a aprovação de todos...
— Nunca faça nada só para buscar a aprovação de alguém, se for algo que te deixaria infeliz, isso tiraria toda sua essência.
Seus olhares se encontram no mesmo instante.
— Achei que preferisse uma mulher submissa... — diz devagar, está surpresa pelo que ouve do Zain.
Ele fecha o computador prestando atenção na esposa.
— Nunca disse isso. Quer saber porque entre todos escolhi uma brasileira?
Fica calada e o ver se levantar e caminhar até onde ela está.
— Vocês são um povo cheio de vida, felizes espontâneas, gosto dessa vibração que vem de você. Parecem coelhinhos assustados mais na verdade se revelam leões ferozes si provocados. As mulheres daqui, são contidas, parecem frias de emoções, depende demais da proteção masculina isso não é totalmente ruim para as pessoas tradicionais, eu sou a exceção, não queria algo tão monótono ao meu lado, e alguém como você, tinha certeza que nada seria tedioso, — ele sorri — Eu estava certo.
Soraya também sorrir achando parte de tudo uma piada.
— Leões? Eu?
— Nunca mais se diminua dessa forma, e sim, é mais forte que pensa Sol. — ele toca o dedo em seu nariz, hipnotizada pelos seus olhos seguro de si, fica imóvel — Gosto do seus cabelos, então não precisa cobri‐lo quando estivermos a sós. — ele puxa o lenço que cobria os cabelos e parte do colo, revelando o peteado e o comprimento longo.
Ouvir o chamar‐lhe de Sol pela primeira vez de forma afetiva, foi como um estalo, e a fez lembrar do sonho.
— Você falou Sol? Sonhei que, que, — aquilo era besteira, porque ele se interessaria por seus sonhos — Pensa desistindo de falar sobre.
— Se não gostar posso para.
— Eu gosto, por favor, só fiquei um pouco inibida.
Ouvindo falar com essa certeza toda, posso acreditar que sou tudo isso. — fala insegura com um sorriso forçado nos lábios. Sentia o calor que emanava daquele corpo, queria ter motivos para conversar e conhecer‐lo melhor, mais ele parecia sempre dar algum jeito de tocar‐lhe, e não percebia o quanto a aproximação era enbaraçante.
Recusava-se a encherga‐lo com outros olhos que não fosse o de um chefe e empregado, porque era isso que realmente eram na verdade.
— Aceite o que é!
— Lembrarei disso, mais eu preciso ir, tenho aula de dança, e preciso chegar na hora...
— Dança? — finge surpresa, ela não desconfia que sabe todos os seus passos. — Dança sensual para um homem? — arquea uma sombracelha fingindo interence, até preocupação.
Não era algo sensual, mas aquela palavra a fez criar uma cena em sua mente em que dançaria para ele, " como assim ele? obrigou a mente a desacelerar e recriou o pensamento, agora com o namorado, mas sentiu que algo não encaixava, o namorado gostava de outro estilo de música e dança.
— Devo me preocupar?
A voz baixa do marido perto do seu rosto à fez volta dos pensamentos confusos.
— Como é?
— Esquece!
Ele afasta‐se.
— Vou te levar para conhecer o deserto, gostaria de ir?
— Ah! Tenho escolha? — parecia que ele gostava de tomar as decisões sem lhe consultar, era tudo em cima da hora. Estava morrendo de medo do deserto, mas se ele a queria por perto, iria, estava sendo paga para agradar ‐lo.
— Sim, você tem.
— Quanto a sua viagem?
— Tive que adiar. Um parafuso do jatinho que costumo usar se perdeu durante a manutenção na madrugada, e por sorte ou azar era o único que tínhamos, não á outro no estoque, não tem aqui no país, mas já foi feito o pedido e o mecânico responsável deu certeza que no máximo estará tudo pronto em três dias, então aproveitando o treiler, que está aqui, decidir de imediato que preciso de um pouco de paz, olha que foi impensado ao escolher esse veículo, porque era o único que estava fora da garagem e não chamaria tanto a atenção quanto um de luxo, veio bem a calhar.
— Entendi. — diz sem animação.
E ele percebeu
— Quero que conheça o pedaço do meu paraíso particular. Tenho certeza que irar surpreender‐se.
— Apenas nos dois? ou os seguranças...
— Apenas eu e você! Mas não se preocupe não haverá nada a temer, caso precise, uma ligação e eles estarão lá muito rápido. Sem falar que tenho um falcão bem treinado e cães de Caça que podem ser bem perigosos.
Sorri mais sem graça ainda, sua real preocupação era ficar três dias a sós no deserto com ele, será que daria certo?
Suas mãos começaram a suar de ansiedade.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Marcia Silva
Bota um foguinho autora 💖❤️🩹
2025-01-28
0
Lidiane Cristine
desculpa autora, mais quando vai começar a agitação
2024-08-28
0
Milene Souza
desculpe autora ,mas tô achando a sua personagem principal muito sem personalidade.
2024-01-31
4