Depois que estavam vestidos e prontos para o jantar o marido a chama para descer juntos e de mãos dadas. Um teatro mal incenado, ja que em seu gesto frio não se percebia um fio de carinho, evitando olhar‐lhe nos olhos. Até sentiu um leve tremor ao reconhecer que o tal marido, na verdade não lhe suportava, esforçaria‐se para não se importar, e para seu orgulho feminino, começou a ter dúvidas, da masculinidade dele.
" Que desperdício, Deus "
Pensou quando ele solta sua mão e senta a sua frente na mesa grande.
Alguns dos membros da família estavam presente, além deles, o cunhado e suas esposas, a jovem estrangeira nota curiosa o lugar do sogro vazio, ele não havia descido para jantar, e não o vira em nem um momento o dia todo.
Mais tarde quando todos se retiraram da mesa após uma refeição silênciosa com um clima tenso entre eles, o marido a acompanha ate a entrada da suíte.
— Preciso sair um pouco, peço que me espere acordada, precisamos conversar.
— Não vou dormir. — na verdade esperava que seu Hadid lhe desse um pouco de atenção, sentia‐se sozinha sem alguém para conversar. Mais depois do jeito estúpido que ele lhe tratara no incidente mais cedo, não ousava pedir nada. E pelo jeito sério que ele falou e o clima que fizeram a refeição, não parecia que teriam assunto agradável para falar, tinha que se preparar para alguma queixa, fizera algo errado? Ou ele iria revelar‐se?
Despediram‐se com um até logo.
[....]
Cansada de ficar no completo silêncio do quarto, veste seu véu e sai para caminhar pelo palacio, havia tanto para admirar e explorar ainda.
O luxo e requinte era estonteante, podia ficar horas sem cansar de olhar cada detalhe, muitos eram extremamente extravagantes mais de beleza sem igual. Do terraço desce ao jardim pelo elevador principal, caminha devagar perto da piscina, lá fora o vento gelado faz lhe estremecer a espinha abraçando‐se arrepiada. Durante o dia, a área externa era quente, sentira a alta temperatura quando tomava chá à tarde, quando o vento soprava era sensação de frescor no rosto, já a noite, era completamente gelado ali fora, mais não se atrevia a piscar olhando a escultura das imersa terras que cercava ao longe aquele lugar cheio de mistério e maguinetismo.
— Pedir que me esperasse!
A moça vira‐se para dar de encontro com seu marido que se aproxima furtivo. Ela não tivera tempo de acostumar ‐se com a voz e a aura forte da presença dele, tinha a impressão que quando o Zain estava por perto, preenchia todo o ambiente, com seu ar de poder e beleza.
— E, esperei por quarenta minutos sentada olhando para as paredes sem nada para fazer! Que tédio! — aquela frase sairá com uma forte exclamação de monotonia, já estava cansada de não ter nada para fazer. Em seu pensamento antes de está ali, imaginou que visitaria toda a cidade como turista, aproveitando cada momento, mais nada daquilo acontecia, era mais como prisioneira, até para andar no jardim os seguranças a seguia em todo lugar, não saberia nunca viver assim, sem privacidade.
— Me desculpe. — fala tirando seu casaco e deposita em volta dos ombros da mulher gelada, que não reclama segurando para se aquecer. — Vamos sentar em volta da fogueira e tomar chá para nós aquecer.
Ela o segue até a tenda de chá, onde o fogo já crepitava ardente na fogueira. Eles sentam perto o suficiente para se ouvirem bem. Ela escuta o homem começar a falar depois que são servido de chá e deixados a sós.
— Estava em uma ligação importante que durou mais do que o previsto. — diz tomando um pouco do líquido — Depois fui pedir a benção ao meu pai!
A esposa nota algo triste no timbre de voz baixa e vagarosa. Levanta o olhar para ele que parece distante a olhar para as chamas que dançavam quando o vento soprava com mais força.
— Ele quer que me torne um homem como ele.
— Isso seria ruim? — Indaga gentil, dando corda, já que ele queria abri‐se, era um bom sinal. Alegra internamente por ver que estão finalmente tendo um diálogo bom.
— Não seria. Mais não quero isso, tenho outra visão para o meu futuro.
— Não sei o que dizer, mais a um meio termo para quase tudo, talvez possa fazer os dois...
— Impossível um escravo servir bem, a dois senhores!
— Não entendo...
— Não, você não entende mesmo. — ele respira interrompendo outra vez, mudando a expressão e a voz agora firme.
— Tenho um presente para você. — diz tirando uma caderneta do bolso, levanta para lhe entregar.
— Está em árabe!? — estranha porque ele sabe que ela não entende seu idioma, mais pode perfeitamente advinhar pela sua imagem estampada na parte de dentro, tratava‐se de algum documento, já que seu passaporte estava sobre o poder dele, assim como tudo que trouxe do Brasil.
— Sim. É seu novo documento, com ele vai poder ir e vir quando quiser passear pelo país, e começar o intercâmbio que deseja!
Ela não sabe se é bom ou ruim, e procura seu nome no papel, e não consegui distinguir as palavras.
— Thurayyia! — Diz após ler o suposto nome — Pensava que independente do idioma o nome continuaria o mesmo!
— Bom, sim. Thurayyia é em árabe, na sua língua é Soraya, que significa...
— Este não é meu nome!
Deixa o documento cair bruscamente no sofá que estavam, levantando ‐se.
— Agora será!— fala sério, dando a notificação final
A mulher anda de um lado para outro, negativa.
"Eles não haviam falado sobre aquilo, ele estava abusando do seu poder, dificultando seu trabalho."
— Não vou aceitar ser chamada por um nome qualquer, me recuso!— cruza os braços e o encara desafiadora
— Entendo sua indiguinaçao, mais tem explicação! — também se levanta ficando de frente para seus olhos inquietos que julgava ser penetrante — É por segurança, já emitir um documento me responsabilizando pela veracidade desse papel, e a troca de nomes é para despistar os fofoqueiros de plantão, caso eles queiram investigar de que família você pertence, bom eles não vão encontrar nada com o nome falso, e não saberão onde te encontrar quando o casamento acabar. Não quer que suas vidas se tornem um pesadelo não é? E... — faz um leve suspense com um pequeno formular de sorriso. — ...Tenho um cartão sem limite nesse nome para você usar como quiser!
— Está bem! — Ela para de andar e volta a pegar o documento balançando no ar — Não é pelo cartão, e sim, pela minha segurança, não quero mesmo que esse circo chegue até minha família. E sua família? Não vai estranhar?
— Não, eu já te apresentei na festa de casamento como THURAYYIA você que não entendeu. — ele não dar sinal de ter ficado chateado por seu comportamento desafiador. Apesar de ser notável que uma sombra de preocupação ainda ronda seu olhar.— Tuudo bem!, E não sera pelo cartão! — levanta uma das mãos em gesto de paz e balança o ombro no tanto faz.
— Ao menos, me diga o porquê desse nome.
— Quer dizer "Bela Princesa, estrela brilhante " — responde a pergunta, e observa o olhar da mulher ficar mais sereno. — Quando voltar ao seu país, tudo será como antes, eu prometo, não se preocupe.
"Quem esta na chuva é para se molhar! E por coincidência tinha mesmo uma marca de nascença bem visível do lado esquerdo das nádegas, tinha cinco pontas em forma de estrela".
Pensa sem questionar novamente, perdendo até o direito de ouvi o seu próprio nome de nascimento ser pronunciado, agora era a Soraya que ouvindo dos lábio dele soava até bem.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Lyu Lima
"Dúvidas da masculinidade"
Essa foi boa /Facepalm/
2024-01-05
5
Rita Silva
Danou-se!!! Até o nome mudou!!! /Slight//Slight//Slight/
2023-12-20
1
Maria Izabel
Nada é por acaso 💕💕❤️🤔
2023-10-16
2