— Bom dia Zain!
Soraya havia acordado a meia hora atrás, mais não se levanta de imediato, o sonho ruim viera em sua mente, e a fez questionar o que estaria prestes a acontecer. Lembrou das vezes que inguinorou os seus sonhos e algo acontecia. Quando sonhou que o namorado sofria um acidente terrível de carro, e dias depois realmente aconteceu, mais com seu pai, na época os médicos disseram que o pai ficaria em cadeira de rodas para sempre, mais ela se esforçara tanto estudando uma forma de reverter o diagnóstico que desenvolveu gosto pela fisioterapia e massoterapia até tratamento chinês com artes da acupuntura, no tratamento do seu pai funcionou, e a força dele em se pôr de pé novamente foi o mais louvável, quando meses depois ele retorna ao hospital para fazer as últimas avaliações, o médico não acreditava, e deu a boa notícia, ele estava pronto para voltar a ativa. Impaciente para ir aí trabalho naquela semana mesmo ele vestira o seu uniforme e colocara o apito no pescoço, tinha orgulho de ser um guarda de trânsito. Seu pai era seu herói, nada poderia derrubar‐lo.
Entre outros sonhos com aviso, soube que iria acontecer algo naquela semana da sua demissão, quando o gerente a chamou no escritório e a mandou passar no RH porque estavam insatisfeitos com o seu trabalho.
" Como assim? — indagou pega desprevenida, porque recebia elogios de todos por ser muito dedicada e pontual, entrara na sala sorrindo acreditou que receberia um aumento e aquilo? Não era justo.
" Sou apenas um insubordinado, que precisa obedecer os que vem de cima"
O gerente dissera calmo sentado na sua poltrona confortável, sem importar com todas as suas dívidas.
"Não, deve haver algum engano"
Não teve conversa, e a mandou que saísse da sala e o deixasse trabalhar. Sentiu vontade de dar na cara do homem que muitas vezes lhe fora gentil em segurar o elevador para ela, até lançava olhares insinuantes. O homem com seus quarentão era até bonito mais não deu incentivo algum da sua parte, porque fazia questão de falar para todos do seu amor pelo namorado, que a buscava todos os dias depois do trabalho.
" Vai se ferrar, seu desgraçado, pau-mandado" — quis gritar, mais saiu correndo para se trancar no banheiro e chorar.
Aquele mês sonhara o mesmo sonho duas vezes. Como sempre nunca tinha a clareza do resultado, mais quando recebeu a proposta tentadora feito pelo "Zain" lembrou do sonho. No seu sonho de meses antes, enquanto limpava e organizava a cozinha de onde trabalhava havia encontrado uma joia de grande valor de um cliente, não soube como fora parar ali, ficando encantada com o objeto que valeria uma fortuna, pensou em usurpar, já que ninguém estava procurando. Na vida real nunca agiria daquele jeito, era honesta, mas ao colocar o objeto no bolso grande do avental, tivera uma grande dor na consciência e fora até o saguão do ambiente luxuoso, onde tivera a surpresa, o dono era um agente da polícia disfarçado que fizera de propósito a mando do dono do lugar para pegar os funcionários de má índole que estava usando mão de gato. Recebera voz de prisão e algemada, tentou argumentar e espernear sendo arrastada para fora. Acordara naquela manhã suada de tanto espernear no sonho, as sensações eram sempre realistas, era assim que sabia quando era um aviso.
— Bom dia! — o marido responde seco sem da importância a mulher que aparece na sala, continua concentrado sem tirar os olhos da tela em sua frente.
Soraya puxa uma cadeira da mesa que ele está e senta‐se, estranhando o fato dele ainda está lá, pois ele dissera que iria sair cedo, mais da forma seca que lhe deu bom dia, devia esta de mau humor por ter feito aquela cena na madrugada.
Tenta não dar importância e sente falta de está conectada ao mundo lá fora.
Nostalgica lembra‐se do como o namorado era atencioso por sempre lhe mandar mensagens carinhosa de bom dia antes de ir ao trabalho. Aquele tempo sem vê ‐lo fizera toda a diferença, agora tinha certeza que o amava e queria casar‐se com o Lionel. — ela respira profundamente, desejando muito falar com os pais também...
— Posso falar com você um minuto? — diz baixo para não distra‐lo.
— Estou ocupado. Melhor pedir seu café da manhã primeiro.
— Não tenho fome!
O homem afasta os olhos da tela para olha‐la por um tempo. Soraya sustenta seu olhar, e o ouve falar algo em árabe mas não entende, logo ele se levanta a pegar o telefone preso a parede, fala rápido com alguém na outra linha, ao desligar ele retorna ao mesmo lugar continuando o que fazia.
— Pode devolver meu telefone? — já que não teria sua atenção, decidi falar assim mesmo.
— Você não precisa dele. Tem o que te dei. — diz sem se distrair mexendo no teclado.
— Gosto do meu! — o que ele lhe dera não conseguira concluir a ligação para fora, o único número disponível era o dele mesmo, Rakel e da emergência. Desconfiava que ele não queria que fizesse contato com o Brasil, para não vazar qualquer informação sobre o acordo. Começava a se questionar se não era exagero, estaria sendo como prisioneira? E se nunca mais pudesse voltar para casa?
Ficou apreensiva com os pensamentos.
— Terá quando voltar, não se preocupe.
— Tenho saudades da minha família...
— Entendo. Mais eles estão bem, e logo estará com eles, foca só no valor que irá embolsar quando tudo acabar. — diz interrompendo‐a.
Ele passava em sua cara que estava abrindo mão da liberdade por dinheiro. Quando aceitou o acordo ele jurou que não lhe julgaria, ela deixara claro que não era uma prostituta e que não dormiria com ele, e ele concordara dizendo que não era preciso e só aconteceria se ambos concordassem de livre espontânea vontade.
" Seu crétino! Fique com seu dinheiro e devolva minha liberdade!"
Pensou em dizer, mais até em pensamentos era proibido dirigir‐se a um homem naquele lugar, daquela forma, engoliu o seu orgulho, apoiando as duas mãos na mesa se prepara para levantar. Alguém dar duas batidinhas de leve na porta e fala:
— Serviço de quarto.
Soraya olha para o homem que nem se move do lugar, então vai abrir a porta. Uma fucionaria lhe cumprimenta educadamente com bom dia.
— Bom dia! — responde com simpatia dando espaço para a mulher entrar com o carrinho de café da manhã.
— Uau! — aponta para mesa quando já esta posta — Deve estar com bastante fome para pedir tudo isso! — entendeu que ele queria lhe forçar a comer.
— Sente‐ se! — Zain fala autoritário, enquanto a funcionaria o serve com uma xícara de chá e esfihas, depois ela aguarda em posição ereta perto da parede por segunda ordem.
— Obrigada querida! Já pode se retirar! — Soraya a dispensa, não via necessidade dela ficar ali parada, aquilo lhe incomodava, eles poderiam servi‐se com as próprias mãos, e se precisar poderia servir o marido, não via problema nisso.
A mulher continua parada.
— Ah tá! — a esposa sorrir para Zain — Querido, poderia dar uma recompensa pelos bons serviços prestados?
Dessa vez ela tem sua atenção
— Não está no Brasil, não é assim que funciona aqui. Não costumo da gorjeta.
Soraya tira o par de brinco de diamante que ganhou dele, caminha até a mulher e coloca em suas mãos.
Recusando a receber a mulher fica cabisbaixa possivelmente constrangida.
— Pega! Você merece pelos serviços prestados, hotel ou restaurante algum seria nada sem a dedicação leal dos funcionários...
Zain está encomodado com a atitude da esposa e pigarrea, a empregada do hotel fica tensa e deixa a joia cair da sua mão que está trêmula.
— Pegue e saia! — ele fala dirigindo‐se a mulher que obedeceu no mesmo instante e corre até a porta.
Agora com uma expressão interrogativa olha sério para a esposa que chega mais perto dele, agora a sós podia falar. Mas antes de abrir a boca ele quem fala:
— O que foi isso?
Ela dar de ombros
— Os funcionários são todos bem remunerados em seus serviços prestados, não fez certo presenteando ela com uma joia daquela!
— Pensa que ela não merece? — alfinetou na intenção de irrita‐lo mais. Só assim poderia conversar.
— Não é isso, mais já pensou na confusão que isso vai virar? Com certeza a mulher vai falar sobre seu comportamento inapropriado e o presente. Espero não ter que da explicação pessoalmente sobre isso! — fecha o computador parecendo realmente preocupado. — Não entende que tudo é motivo para especulações...
Novamente sem querer causava problemas, sentiu se uma tola agindo com infantilidade, só porque ele agira autoritário, lhe mandando sentar para comer quando dissera que não queria.
Não adiantaria pedir desculpas. Mas estava arrependida.
Senta, servindo-se de chá e trufas, come calada como uma criança mal criada de castigo.
Sente Zain lhe observando pelo canto dos olhos, mas evita lhe encarar de volta, enquanto come sem freio, não porque sentia fome, mas pra esta fazendo algo que não fosse conversar.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Lyu Lima
agridoce esse moço, eu hein
2024-01-08
4
Lyu Lima
Me deu uma agonia agora, me vi vivendo essa situação... meu Deus, acho que entraria em crise não suporta ser controlada ou me sentir indefesa
2024-01-08
1
Lyu Lima
Eu tenho MTS avisos em sonhos
2024-01-08
1