Procurei Pietra em quase todos os lugares do colégio e a encontrei na quadra, jogando uma bola contra a parede, repetidas vezes. Respirei fundo antes de caminhar devagar para não ser notada, até parar ao lado dela que jogou a bola uma última vez e ao notar minha presença, virou para me olhar e a bola voltou batendo com toda força em seu rosto.
— Au! — Ambas levamos um baita susto. Ela fez uma careta de dor, colocando a mão no rosto.
— Desculpa, eu te distrai. — Devagar ela sentou no chão, possivelmente se sentindo zonza.
— Não, tudo bem.
Percebi que estava muito vermelho o local.
— Espera! — Corri saindo da quadra, indo até a sala do treinador que naquela hora estava vazia. Eu já sabia ter um frigobar ali que quando o abri me surpreendi ao ver que as únicas coisa que tinha lá eta cervejas. — Que atrevido — murmurei pegando uma, em seguida voltei para a quadra onde sentei ao lado de Pietra.
— Pretende tomar cerveja enquanto me observa sentir dor?
— Claro que não! — Retirei meu casaco e coloquei em volta da bebida que estava muito gelada, em seguida encostei no rosto dela. — Para evitar ficar muito inchado.
Ela segurou a garrafa e soltei.
— Obrigada. — Pietra ficou me olhando e baixei a cabeça. — Você chorou?
— Não! Eu vim pedir desculpa.
— Sério? Por quê? Desde que te conheci você é uma idiota comigo, mas nunca pediu desculpas por isso.
Revirei os olhos.
— Para de falar, você está machucada.
— Minha língua está em perfeitas condições.
Observei seus lábios e consequentemente fiquei sem jeito ao lembrar de nosso beijo.
— Para! — Ela permaneceu sem dizer mais nada, apenas me olhando a espera que continuasse. — Bem, eu vim dizer que pensei em falar com você a semana inteira, mas não sabia o que dizer.
— Então agora você sabe?
Neguei.
— Na verdade eu não faço idéia de como dizer. — Ficamos em silêncio por um momento e eu tentei esquecer tudo que ela me disse minutos atrás na sala de aula e tudo que eu disse na sorveteria.
— Dizer o quê? — perguntou colocando a bebida de lado, mantendo seus olhos em mim.
— Que eu sinto vontade de estar com você. — Por incrível que pareça não estava tão nervosa quanti imaginei que ficaria. — Todas as bobagens que falei foi porquê morro de ciúme! Eu não parei de pensar em você desde o início. — Baixei a cabeça. — Acho que isso significa que estou… apaixonada.
— Acha? — Confirmei com a cabeça. — Apaixonada? — Um sorriso brincou em seus lábios.
A Pietra que eu conhecia estava novamente ali. A que correria atrás de mim caso necessário, não aquela que falou comigo antes. E constatar aquilo me fazia sentir um tremendo alívio.
— Eu gosto muito de você. — Seus olhos pareciam brilhar enquanto me encarava. — Não quero que desista de mim.
Fui surpreendida por sua mão em minha nuca e logo também sua boca que grudou na minha. A princípio arregalei os olhos, mas logo em seguida relaxei, movenfo os lábios, permitindo que sua língua invadidsr minha boca. Ela aproximou-se um pouco mais e segurou meu rosto entre as mãos, enquanto nossas bocas se encaixam perfeitamente naquele que era sem duvidas o segundo melhor beijo da minha vida.
Nossas respiraçõ esestavam descompassadas quando nossas bocas se separam e ela manttevd a testa colada a minha.
— Promete que não vai sair correndo?
— Eu não posso mais fugir do que sinto.
— Finalmente confessou, sua cabeça dura! — Senti vontade de bater nela e ao mesmo tempo beijá-la. — Eu não desistiria. E agora mais que nunca! — Ela sorriu apertando meu rosto entre as mãos dando, vários selinhos e lentamente nos fazendo deitar no chão, me fazendo rir de seu desespero.
— Ei casalzinho feliz, a aula já começou e tem uma turma vindo fazer educação física — falou Natasha nos assustando, em seguida saiu, voltando a ficar na porta como havíamos combinado.
— Então você tem uma cúmplice nesse crime? — Pietra riu divertida enquanto voltávamos a sentar.
— E você vai ter que se resolver com ela caso não cumpra a cláusula no contrato onde diz que não vai desistir.
— Contrato? — Ela rir alto e eu sorri boba olhando-a. — Eu prometo que vou te fazer a patricinha idiota mais feliz do mundo.
Bati levemente em seu braço e sorrindo ela selou nossos lábios novamente, mas fomos interrompidas por Nath gritando.
Nos levantamos em um salto. Pietra me puxou e deu um selinho antes que eu corressr para a porta. Mas antes de sair olhei novamente para ela que estava mais descabelada que de costume e acabei rindo.
— Esconde a bebida! — gritei e ela fez sinal de ok com o polegar e mandou beijos no ar, me fazendo sorrir feito idiota, me perguntando como conseguia ser tão fofa.
Sai encontrando Natasha que me recebeu sorrindo e olhando como se eu estivesse fazendo algo demais. Arrumei os cabelos e corri para longe da quadra, sendo seguida por ela que beliscou minha cintura quando paramos.
— O que era aquilo? Mal se acertaram e ela já estava praticamente encima de você — falou me fazendo corar violentamente. — Eu vou querer detalhes desse sexo lésbico.
— Natasha! — Olhei para ela horrorizada.
— Somos amigas e você não é mais nenhuma virgem.
— Mas estamos começando agora e além do mais que isso é muito novo para mim.
— Eu quero saber de tudo seja, quando for. E acho que não vai demorar muito pois a Pietra tem cara de safada. — Sorri, confimando mentalmente. — E aquele sorriso torto é muito sedutor. — Ela beliscou minha cintura novamente e bati em sua mão.
— Para!
— Quando ela chegou ficava olhando para as garotas tipo desejando possui-las, nossa! Garotas com aquele estilo são quentes. — Ela se abanou rindo ao notar minha expressão encarando-a.
— Eu não ouvi isso! — Paro cruzando os braços. — De onde tirou isso? Conhece muitas?
— Redes sociais, Emmy! Tem cada uma mais linda que a outra.
— Por que nunca falou sobre isso antes? Eu achava que você não havia notado a existência de Pietra até outro dia, quando na verdade analisava até a forma dela olhar para as garotas. E acha ela safada e quente! Estou horrorrizada.
— Eu apenas acho bonitas não sei se ficaria com uma garota, sem contar que estou tão bem com George que nem consigo cogitar qualquer hipótese sobre isso. E te conheço o suficiente para saber que esse não era assunto para ser tratado com você ou acabaríamos brigando por pensarmos diferente. Claro que iria me mandar calar a boca.
— Eu realmente quero que cale a boca, está falando sobre a minha ... — Fiquei em dúvidas.
— Namorada? peguete? ficante? — Rimos e voltei a caminhar em direção ao meu armário.
— Sério que ela olhava daquela forma para as garotas? — perguntei e Natasha riu.
— Calma, só falei para te ver pirando. — peguei minhas coisas e fechei o armário novamente.
— Adoro quando tentam me ver estressada. Sorte sua que hoje eu sou só amor.
Caminhrj para a sala, sabendo que a professora ia me fuzilar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 54
Comments
YmnxFanfics
amo a natasha
2023-01-30
7
daniele cleffs da silva
Até que em fim Emmy
2023-01-30
2
Nataly Lopes
Também quero saber todos os detalhes Natasha kkkkkk
2023-01-29
4