Danton já havia ultrapassado o terreno que esquadrinhou nos dias anteriores e se aventurou pela área seguinte, marcando o chão por onde passava e usando a varinha para clarear o lugar e revelar o que estava oculto.
— O que procura, bruxo?
Ele deu um pulo, com o susto e se voltou, amedrontado, na direção de onde veio a voz e se deparou com Zeruia, encostada em uma árvore, de lado, olhando para ele.
— Quer me matar do coração, noturnica!
— Vejo que se lembra de mim.
— Como não lem bra ri a… — parou de falar ao lembrar da época da infância da vampirinha — é isso! Como não pensei nisso antes? Você deve saber.
— Saber o que, bruxo?
— Onde fica a tumba de sua mãe.
— Tumba? O que é tumba?
— É o lugar da morada eterna, onde colocam o corpo da pessoa morta.
— Entendi, mas não conheci minha mãe e não faço a mínima ideia de onde está seu corpo.
— Talvez você não se lembre, mas com certeza esteve lá. Eu sei, pois estivemos lá, juntos.
— Então, você é igual a eles, não merece minha consideração.
— Espere, não se vá, eu cuidava de você e impedi que lhe fizessem várias maldades, só quero ajudar.
— Ajudar de que forma, se quer encontrar a tumba de uma pessoa morta? — perguntou ela, desconfiada.
Agora que estava livre e não queria mais contato com aqueles magos, porquê iria de encontro ao passado, novamente? Danton percebeu a desconfiança dela e resolveu contar a verdade:
— Você tem irmãos e irmãs, que devem estar em algum lugar, próximo de sua mãe. Sua mãe só dorme o sobo eterno dos vampiros, precisamos resgatar todos.
— Precisamos, não! Você, precisa. Já pensou o que pode acontecer com vários vampiros soltos por aqui?
— É justamente isso que quero evitar. Os magos não têm estoque de sangue para mantê-los presos, preciso cuidar disso.
— Tudo bem então. Eu sempre venho andar por aqui, porque me lembro de passar por aqui, quando fugi, mas também não consigo encontrar o local.
— Deve estar oculto por magia ou talvez seja no subsolo.
— Então faz alguma magia de revelação, pra que ter uma varinha, se não usa.
— Eu estou usando, mas você está certa, vou usar outro feitiço.as vamos andaraos um pouco, de onde você lembra que veio.
— Por alí. — apontou para a direita do bruxo.
Seguiram pela direita e depois de andarem uns 100 metros, avançando para dentro da floresta, encontraram carcaças de pequenos animais exsanguinados.
— Foi sobre isso que falei. Eles já começaram a sair, para se alimentar.
Dalton brandiu a varinha, depois de observar bem o lugar e perceber algumas discrepâncias na aparência das plantas.
— Revelate!
Um raio de luz azul, fino, saiu da varinha e envolveu uma estrutura encoberta pelas folhagens e a tumba apareceu, com um mausoléu dos antigos cemitérios.
— Aí está, o local de sepultamento da rainha.
— Mas é uma casinha, não cabe muita gente aí.
— Você não viu nada, vamos entrar.
Havia uma porta de ferro trabalhado, carcomida pelo tempo e pela ferrugem, com a tranca quebrada e abriu rangendo. Danton estranhou a facilidade e brandiu sua varinha, conjurando um contra feitiço e linhas vermelhas, como teias de aranha, apareceram e logo caíram no chão, desfazendo-se.
— O que isso faria em nós?
— Nos cortaria.
— Então, como os meus supostos irmãos, saíram?
— Isso, só eles podem nos revelar, talvez o mago os deixa sair para se alimentarem. Vamos.
Entraram, devagar, olhando para todos ps lados, prontos para se defenderem, caso fossem atacados, até que pararam no centro da sala quadrada, que media no maximo seis metros quadrados.
— Não tem nada aqui!
— Você que pensa. Procure reentrâncias, marcas no chão, wue indique uma abertura ou atraste de algo.
Ele foi batendo o pé no chão, procurando um lugar oco e ela esquadrinhou tudo com sua visão noturna. Os dois encontraram ao mesmo tempo, um orifício que entrava um dedo, no chão e ela não esperou por ele, enfiou o dedo e puxou a porta do que parecia um alçapão e um jato de cal jorrou da abertura e teria atingido Zeruia, se Danton não estivesse atento e a puxasse, tirando-a da frente.
— Queimaria seus olhos se tivesse pego e quer saber, isso está parecendo brincadeira de criança. — disse Danton.
— Esses pestinhas, quando eu pegar eles, vão se arrepender.
Danton riu da irritação dela e sugeriu:
— Que tal chamá-los e se apresentar, a essa altura, eles já devem saber que estamos aqui.
— Será?
— Esperimenta.
Ela se abaixou e gritou pela abertura:
— Ei, pestinhas, sou sua irmã mais velha, venha aqui.
Demorou dois segundos e logo a sala estava cheia, com crianças e adolescentes, uma verdadeira escadinha, alguns parecendo ter a mesma idade, o que indicava que inseminaram a rainha, o máximo que puderam e como sua gestação é mais rápida, ela deve ter tido filho todo ano. Ele fez uns cálculos e devem ter começado o processo de fecundação, há uns vinte anos.
— Oi, sou Peter, o mais velho daqui e lembro de você, fugiu e prometeu voltar — então ele sorriu — e voltou!
Todos correram para ela, em um abraço coletivo. Ainda tinham crianças pela escada que levava ao subsolo. Ela abraçou e beijou os pequenos acariciou a cabeça dos mais velhos e aconteceu uma coisa que não se via em vampiros, ela chorou.
— Este é o bruxo que me ajudou a achar o lugar de volta, Danton.
— Me lembro.de você — disse Peter com a cara amarrada. — Era o capacho do mago.
— Sim,as não souais e estava atrás de vocês, quando encontrei Zeruia.
— Vocês sabem onde está mamãe e o mago?
— Sim, vem, vamos descer e te mostro. Nós expulsamos o mago e escondemos o lugar para ele não encontrar novamente. — contou Peter.
— Por isso foi tão difícil encontrar, só conseguimos com os feitiços de Danton.
— Também com as carcaças de animais, foram descuidados. Ainda bem para nós, mas e se fosse outro? Vou proteger a entrada enquanto descem.
Peter foi na frente e ao chegar no primeiro piso, Zeruia viu que deviam ter umas cinquenta crianças e adolescentes.
— Vocês são muitos. Precisarei de um lugar só para nós. Como conseguiu reunir todos aqui, não conheci quase ninguém.
— Depois que você conseguiu fugir e não voltou, aconteceu a explosão e ficamos sozinhos, então descobri tido que havia aqui em baixo e libertei todos. Vamos ver a mamãe e te contarei tudo.
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Atualizado até capítulo 47
Comments
Elenita Ferreira
Será que Ava se esqueceu???🤔🤔🤔
2025-03-31
0
Maria Helena Macedo e Silva
e a Ava não estar seguindo os passos da vampirinha do Trash.🤔🌪⏳
2024-10-24
0
Joselia Freitas
É vampiros que não acaba nunca😁😁😂😂😂👏👏👏💋❤️🌺🌺
2024-05-18
1