Luziel ficou esperando Ava acordar, o tempo urgia e logo o infiel sairia de sua toca para atacar. Ele foi até a entrada da caverna e viu seis irmãos voando ao redor, alguns guardando o lugar, outros trazendo alimento para suas companheiras e ainda havia aqueles que ensinavam aos mais novos, a utilizarem suas asas recém crescidas.
Ficou imaginando como Ava deve ter sofrido, para aprender sozinha a sustentar o peso das asas e para aprender a voar. Ela foi uma heroína e nem sabe de todo o seu potencial.
Avistou um dos mesclados, nascido da mistura de um celestial com um guardião, com suas penas pretas e brancas, trazendo um humano ainda vivo, que gritava e esperneava. Todos ali seguiam um código de ética, não matavam humanos que não merecesse. Só traziam aqueles com defeito de caráter, que foram julgados e condenados e sua pena foi a extinção.
Não teve pena daquele humano, mas de quem se alimentava da carne contaminada.
Voltou para sua fêmea e a encontrou sentada no leito.
— Oi, como se sente? — perguntou.
— Um pouco fraca. — respondeu ela, pondo a mão na testa.
Ele foi até ela, furou seu próprio pulso e levou a sua boca.
— Beba, se sentirá melhor.
Ela obedeceu, estava sem forças para discutir e precisava do rico alimento. Parou quando sentiu que era o suficiente, fechou a ferida e perguntou:
— Onde estamos?
— Em nossa morada.
— Como assim?
— Todo o povo recebeu um lugar próprio para sua espécie e esse é o da nossa. Quando saí pelo mundo, encontrei meus irmãos e vim com eles para cá. Escolhi uma caverna e preparei tudo para nós.
— Então todos moram aqui?
— Sim, cada um tem sua própria caverna e sua família. Aqui você aprenderá sobre nossa própria espécie e treinaremos nossos poderes para o ataque do infiel.
— Infiel, quem é esse?
— Aquele com quem eu lutava quando me prenderam, mas conseguiu fugir e agora, parece que recuperou suas forças e quer completar seu intento.
— É pior que o mago velho?
— Muito pior e ninguém me tira da cabeça, que estão mancomunados.
— Então você quer que fiquemos aqui? Mas e o povo?
— Eles já estão organizados em seus lugares e não deixaremos de ir lá.
— Fiz um esquema de aulas.
— Então seguiremos ele e no tempo livre, treinaremos, mas antes — ele fez uma pausa para lhe fazer um carinho, amenizando o que iria falar — , precisamos acasalar e liberar toda sua real essência.
Ela abaixou a cabeça, mais sentida do que complacente.
— Sei que você foi violada quando era muito nova. Mas aquilo foi errado e extremamente violento, não será daquele jeito.
— Como você sabe o que passei?
— Apesar do sangue que me alimentava estar sempre misturado e contaminado, senti, imediatamente, quando o seu veio pela primeira vez. O sangue de minha companheira e esse sangue fez a primeira ligação, embora unilateral, eu podia ir até você e quando houve a violação, tentei absorver ao máximo, sua dor.
— Então, você estava na minha cabeça desde aquela época? Foi você que me deu a ideia de fugir e quando eu saí, me disse para descer.
— Sim, fui eu. Estive contigo durante todos esses anos, jamais lhe faria mal, você é minha destinada, só você amarei e só com você terei filhos.
— Mas você já tem uma filha, que os magos fizeram no laboratório, Zeruia.
— Impossível, só posso ter filhos com você.
— Mas ela disse que era filha do que estava preso…
— Ela é filha do infiel. Eu vi uma pesquisa assim, na mente daquele que bebi o sangue.
— Então é por isso que ela não pode se expor a luz do sol?
— Eu não sabia disso. Será que ele ficou com sequelas da batalha?
— Será que o povo corre risco com ela lá? Pobre Trash, não deu sorte.
— Talvez ele consiga controlar a parte negra nela. Acaso ela sabe quem era sua mãe?
— Creio que não. Ela bebe sangue, dorme de dia, não tem asas e a encontrei bebendo o sangue do povo enquanto dormiam.
— Parece que herdou a índole do pai.
— Teremos que verificar isso o mais rápido possível.
— Não, Ava. Avise Trash pela ligação, o mais importante agora é nossa união.
Ele evitou falar em acasalamento, para suavizar a força da palavra e não criar temor novamente. Mesmo assim, ela se encolheu. Ele se aproximou devagar e levantou seu rosto, para que fitasse seus olhos.
— Não tema, apenas se solte e sinta.
Ava, mesmo com receio, pesou a necessidade versus seu medo e resolveu ceder em prol da humanidade, mal entendendo tudo que aquele ato iria fazê-la sentir. Deixou que ele se aproximasse e a deitasse na cama, apoiada nos travesseiros. Tocou seu rosto com a ponta dos dedos, em carícias suaves e experimentou seus lábios, em apenas um roçar, pedindo permissão.
Ela passou a ponta da lingua para umedecê-los e retribuiu. Já haviam se beijado e ela gostou e assim deixou que ele tomasse posse de sua boca e a fizesse arder em chamas de prazer. Um único beijo era capaz de deixá-la sedenta por mais, mas além da língua acariciando a sua haviam as mãos, que passeavam por todo o seu corpo, fazendo ela descobrir sensações extremas, em lugares que ela nunca imaginou sentir.
Aos poucos, com os carinhos e sensações provocadas por ele em seu corpo, ela foi relaxando e correspondendo. Nem percebeu quando ele retirou suas roupas, só que amou sentir o contato de pele com pele e a sucção gostosa da boca carnuda dele em seus mamilos. Ele sentiu a entrega dela e percebeu que por serem destinados, as emoções se intensificam, unidas ao prazer carnal e os fez experimentar algo nunca dantes sentido por nenhum dos dois.
Suas mentes se uniram assim como seu sangue, quando ele, mais uma vez, compartilhou o sangue dos dois através de suas línguas. Um sentia o que o outro sentia e compartilhar as sensações do outro fez aumentar o prazer e logo pareciam não estar mais ali, mas passeando no prazer do outro, flutuando em nuvens de algodão e aquecidos pelo sangue fervente que passou a correr por suas veias.
Era um transbordar de sensações inesquecíveis de prazer.
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Atualizado até capítulo 47
Comments
Jailda Brandao
lindo maravilhoso perfeito
2023-08-29
1
Cecilia geralda Geralda ramos
lindooo
2023-08-22
1
Cecilia geralda Geralda ramos
foi lindo o amor deles
2023-08-22
1