...Fábio...
— Oi, amor. — Beatriz se inclinou, roubando-me um beijo. Estremeci de imediato. Um comichão incômodo se instalou na boca do meu estômago assim que retribuí. Eu tinha que retribuir. — Eu estava com saudades. — Seu nariz encostou no meu e forcei um sorriso.
— Eu também. — Minha voz falhou miseravelmente, então pigarreei para disfarçar.
Christopher mordeu o lábio inferior. Parecia estar se esforçando para não cair na gargalhada. Incrível como ele conseguia ser escroto em noventa por cento do tempo.
Foquei em Beatriz na esperança de não acabar enlouquecendo. Eu conseguia ver um pouco de você nela, Daniel. Isso me assustou porque eu queria que vocês dois fizessem parte de mundos diferentes que nunca se chocariam. Eu me recusava a pensar na sua reação caso descobrisse que eu podia ser seu padrasto. Você me odiaria, não é?
Torci para que as coisas não se complicassem a esse ponto.
— Vou ao banheiro e depois vamos a um restaurante descente, ok? — murmurou ela, oferecendo-me um sorriso que eu não merecia.
Apenas concordei com a cabeça, sentindo-me incapaz de dizer qualquer coisa que pudesse confortá-la. Eu não seria verdadeiro se o fizesse e isso me deixou ainda pior.
— Não vai me cumprimentar? — Christopher intrometeu-se.
Beatriz encarou-o com total indiferença e isso pareceu agradar Christopher. Ele já estava acostumado a ser detestado por pessoas que não concordavam com sua filosofia macabra.
— Oi, Christopher. — O tom veio carregado de ironia. — Por que não vai para o inferno?
— Quanto ranço! — Ele gargalhou, bebericando um pouco do refrigerante. Pelo menos, ele estava um pouco mais sóbrio.
Beatriz apenas revirou os olhos e partiu para o banheiro sem olhar para trás. O barulho dos saltos batendo contra o piso me deixavam um tanto desconcertado por alguma razão.
Christopher só se manifestou quando a porta se fechou atrás dela.
— A casa caiu pra você — cochichou o presidente como se me torturar com palavras fosse prazeroso.
— O que sugere que eu faça? — Apoiei meu rosto entre as mãos enquanto suspirava. Eu levava em consideração a opinião dele. Christopher tinha sempre as soluções para me tirar de possíveis enrascadas.
Ele era bondoso e prestativo comigo quando queria. Fui expulso de casa sem absolutamente nada. Christopher me deu um apartamento na cobertura de um dos melhores edifícios da Ilha Angely, além de um carro incrível e rápido na garagem.
Christopher me deu um emprego quando minha vida desmoronou. Quando fui parar atrás das grades por um crime que não cometi, foi ele quem me tirou de lá mexendo uns pauzinhos.
Em outras palavras, eu era grato e o respeitava acima de tudo.
Ele era uma das poucas pessoas cuja opinião ainda importava para mim
— Não pode terminar com ela — disse como se tal coisa fosse óbvia. — É importante ter uma mulher ao seu lado.
— A típica fachada de hétero — falei, sacudindo a cabeça com descrença. — Pelo que eu sei, você não tem uma namorada.
— Tenho a Aline — respondeu de imediato, medindo-me de cima a baixo. — Ainda não a apresentei publicamente, mas logo farei isso. Ninguém pode saber quem eu realmente sou. Ninguém, Fábio. — Seu olhar ficou mais duro, quase impenetrável.
— Como o Ben reagiu a isso? — questionei, tendo em mente que aquele anãozinho deve ter morrido de ciúmes.
— Ele tem uma namorada. — A raiva com a qual disse aquilo deixou mais do que na cara que a fonte inesgotável de ciúmes vinha dele.
— E isso te enfurece. — Dei risada, sabendo que isso só ampliaria ainda mais sua raiva.
— Ela não merece o Ben — pontuou com convicção. — Ninguém é bom o suficiente para ele, nem mesmo eu. — Sua raiva transformou-se em tristeza em questão de segundos. — Sou sujo, sujo demais para ele. Sinto que se eu tocá-lo, posso acabar apagando todo o brilho que ele tem. — Engoliu em seco. — Eu sou um monstro, mas ele ainda não sabe disso.
— Você não é um monstro. — Dei-lhe uma cotovelada na esperança de abrandar aquele clima tenso. Eu odiava a forma como ele se autodepreciava o tempo todo. Parecia que Ben era um tipo de deus para ele. Era extremamente perturbadora a fixação quase doentia que ele tinha nesse garoto.
— Diz isso porque só conhece o lado que eu permito que você conheça — sussurrou, mal movendo os lábios. — Se me conhecesse de verdade, jamais diria uma coisa dessas.
— Ben mora com você, é impossível ele não conhecer esse lado seu.
— Eu sou um ótimo ator, Fábio. — Ajeitou a echarpe vermelha, que só então me dei conta de que pertencia ao Ben. Já o vi inúmeras vezes desfilando com uma daquelas ao redor de seu pescoço fino.
— Você reprime seu amor por ele porque acredita que não o merece? — questionei, esforçando-me ao máximo para desvendar a complexidade daquela mente perturbada.
— Amor. — Riu como se eu tivesse contado a piada do século. — É tão lindo nos filmes, não é? Ben enlouquece com eles. — Mordeu com força o lábio inferior, abrindo uma ferida. — Mas acredito que alguém como eu não pode amar. O que sinto por ele não é amor. É uma versão muito deturpada disso. Então é por isso que prefiro ficar com caras que parecem com o Ben do que tentar algo com ele.
— Então, eu devo reprimir o que sinto pelo Daniel e ficar com a Beatriz? — Eu tentava a todo custo tirar alguma lição daquela loucura toda. Torci para que aquilo me desse alguma luz no fim do túnel. Porém, a mera hipótese teve o efeito de uma faca perfurando meu coração. Acho que eu nunca conseguiria me desfazer de você, nem reunir forças para me desprender desse sentimento. — Não posso fazer isso. — Fechei os olhos com força, sentindo-me mais perdido e deslocado do que nunca.
— Faça o que você quiser. — Deu um tapinha nas minhas costas que pouco me reconfortou. — Só não reclame quando for descoberto. Pode usar outros caras parecidos com ele para se aliviar. Acredite, funciona. Caso contrário, ele vai se apaixonar por você e na hora de cortar os laços vai ser pior e vou ter que intervir. — Senti sua boca encostando no meu ouvido. Seus lábios se moviam contra minha cartilagem de modo torturante. — Sabe qual é a pena para homossexuais, não é?
— Pena de morte. — Minha espinha gelou ao afirmar.
— Como ele é um Pavlova e eu tenho um contrato com eles, já que quase todos os membros servem a mim, então não posso matá-lo. — Torci para que ele não visse o quão aliviado isso me deixou. Era como tirar um peso insuportável do meu peito. — Por isso não pude intervir com Otávio. Fiquei de mãos atadas por conta daquele maldito contrato. Ele noivou com um cara, acredita? — Revirou os olhos, deixando explícita sua fúria. — Ainda bem que aprovei a lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, caso contrário, ele poderia ir adiante nessa loucura.
— Você não vai fazer nada com nenhum Pavlova, certo? — insisti porque queria ter certeza de que ele não iria machucar você mesmo que se apaixonasse por mim. Eu não suportaria te ver nas mãos de Christopher, nem lidando com aquela terapia de reversão sexual. Você tinha que estar bem longe de toda a dor que o governo infligia.
— As penas para os Pavlovas são mais brandas, mas não posso fazer muita coisa. Preciso da autorização dos pais e do condenado para aplicar a pena de castração.
Encolhi-me, pois me lembrei dos garotos presos na terapia e que concordaram com a castração apenas para se manterem vivos e livres da pena de morte. Muitos deles se matavam em seguida. Era um assunto delicado e muito doloroso. Me surpreendia a forma quase suave com a qual Christopher despejava tudo aquilo.
— Os pais do Otávio não aprovaram e ele muito menos. A cada dia me arrependo de ter assinado esse acordo com os Pavlovas, mas não posso negar que muitos deles foram bem úteis. — Pareceu perdido em pensamentos assim como eu. — Thiago é um ótimo médico e além de me ajudar com os pacientes da terapia, também colabora com o tratamento do seu irmão.
Esbocei um pequeno sorriso ao me lembrar do médico loiro que tratava meu irmão como um príncipe.
— Bruno é um gênio da química e os sedativos não seriam os mesmos sem ele. — Fiz uma careta assim que ouvi o nome dele.
Eu não era muito fã do Bruno por mais que trabalhássemos juntos. Ele era um pouco drástico demais em suas escolhas.
— Félix toma conta de todas as papeladas importantes e sei que posso confiar minha vida à ele.
Não tive muito contato com o Félix, mas sabia que seus filhos Henrique e Isaac estudavam na mesma faculdade em que eu lecionava. Henrique parecia um garoto meio mal-humorado, já o Isaac era mais alegre e vivia grudado com o garoto com o qual te flagrei numa cena íntima.
Pensar nisso fez meu sangue ferver de imediato.
— Douglas julga todos os condenados dando a pena que eu mesmo daria. Já o Edgar... — Ele se interrompeu, as bochechas assumindo uma vermelhidão esquisita.
— O Edgar? — Pisquei, querendo que ele prosseguisse porque nunca ouvi falar desse homem.
— Ele é um ótimo ator. — Abaixou a cabeça, ficando constrangido por alguma razão que não pude identificar.
Simplesmente dei de ombros e foi nesse exato momento que Beatriz voltou, desculpando-se pela demora. O celular de Christopher vibrou na mesa e ele atendeu sem pensar duas vezes.
— Ben? — Os músculos tensos e rígidos relaxaram assim que ouviu a voz fina do outro lado da linha. — Onde você está, darling? — Nem me esforcei para esconder o quão ridículo eu achava aquele apelido. — Estou indo agora. Não saia daí.
Christopher saiu feito um furacão sem nem se despedir. Soltei um suspiro pesado e segurei minha namorada pela cintura, fazendo o possível para demonstrar todo o afeto e carinho que ela merecia.
— Vamos? — Ela pressionou a testa na minha e consegui sentir o cheiro do perfume. Era o seu perfume, Daniel. Por que diabos ela tinha o mesmo cheiro que o seu? Era um castigo por eu ser tão egoísta ao ponto de te querer também?
— Vamos — concordei, tentando ao máximo resistir ao impulso de chorar.
***
— O que vai querer? — Beatriz perguntou, atentando-se ao cardápio ao qual eu ignorava completamente.
— O que você quiser — respondi de forma automática. A culpa pesando em meus ombros ao ponto de me sufocar. — Você tem filhos, não é? — introduzi a pergunta torcendo para que tudo aquilo fosse apenas uma piada de mau gosto do presidente. A família Pavlova era enorme, então era possível ele ter se confundido, não é?
— Tenho dois. — Ela sorriu. Era nítido o quanto os amava e a mão invisível que parecia esmagar meu coração, apertou-o um pouco mais. — O Daniel e a Raissa. Eles são incríveis, tenho certeza de que vai adorá-los. Daniel está louco para te conhecer. — Fechou o cardápio para me encarar.
— Daniel — repeti o nome sem conseguir esconder o incômodo que se instalou dentro de mim ao ouvir seu nome saindo dos lábios dela. Não parecia certo. Nada disso parecia certo. — Estou louco para conhecê-lo também. — Esforcei-me para soar o mais normal possível.
— Ele estuda na faculdade em que você dá aula — disse fazendo meu corpo inteiro paralisar. — Talvez o conheça. É meio difícil não conhecer. Ele chama atenção por onde passa. — Ela disse aquilo de um modo diferente. Não havia raiva nem desprezo, apenas amor.
É, ela amava muito você. Isso me deixou com uma certa inveja porque minha mãe apesar de ter me aceitado, acabou morrendo antes que pudesse ver o homem que eu me tornei.
— Devo ter visto ele por aí — tentei desconversar e chamei o garçom. Deixei que Beatriz tomasse as rédeas e fizesse o pedido, visto que eu não estava com fome. Havia um buraco profundo em meu estômago que comida nenhuma preencheria.
— De qualquer forma, vou marcar um dia para você jantar lá em casa. — Pareceu tão feliz em dizer aquilo que nem me atrevi a discordar. — E vai conhecer os dois. Aposto que vai amá-los também.
— Pode ter certeza disso — murmurei, incapaz de revelar a verdade por trás daquela afirmação.
***
Após nosso desconcertante jantar, conduzi Beatriz para o outro lado da rua. Era irônico que aquele fosse o parque onde me encontrei com você horas antes.
Dei um beijo longo e demorado em Beatriz do jeito que ela gostava. Já me acostumei a fingir. O packer dentro das minhas calças ajudava a manter o volume em minha cueca. O problema era conseguir disfarçar a ereção inexistente. Ela não sabia da minha transexualidade e eu fazia o possível para desconversar sempre que o assunto sexo entrava em pauta.
Era normal casais transarem e me esquivar disso tem sido um pesadelo. Como eu explicaria os hormônios? Como detalharia minha condição de modo que não a fizesse me olhar diferente?
— Não quer mesmo dar outro passeio? — perguntou e foi impossível não associar o sorriso dela com o seu. Deveria ser o contrário, não é? Eu a conheci primeiro, então ela quem deveria ser minha fonte de comparação e não você.
— É melhor não. — Cocei a cabeça meio sem jeito. — Preciso voltar para o Aidan. Thiago já deve estar enlouquecendo com ele — menti, pois eu sabia que se eu pedisse para o médico passar uma semana inteira com meu irmão, ele iria sorridente e nem cobraria hora extra.
— Espero que seu irmão melhore — disse de um jeito tão doce que só ampliou a culpa que me rasgava de dentro pra fora. — E que eu possa conhecê-lo um dia.
Ao invés de responder, fundi meus lábios nos dela mais uma vez. Senti ela se derretendo em meus braços, desmanchando-se com meus toques. Coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da orelha assim que o beijo terminou.
— Quer que eu te deixe em casa? — Era educado oferecer. Namorados legais faziam isso, certo?
— Não precisa. — Ela apenas meneou a cabeça e desprendeu seus dedos dos meus. — Até amanhã, amor.
— Até — sussurrei, sentindo-me cada vez mais perdido conforme ela se distanciava.
***
Acabei vagando pelas ruas sem rumo. As mãos nos bolsos, costas curvadas e o sentimento constante de estar ferrado me perseguindo. Parei de andar assim que vi duas silhuetas em um dos becos. Era impossível não reconhecer o porte atlético de Christopher, então nem hesitei em ir até lá em busca de mais um de seus conselhos.
Sustei o passo ao notar que a outra pessoa não era um prostituto qualquer como de costume e sim Benjamin e ao contrário do que pensei, eles não estavam numa cena épica e apaixonada. Eles estavam discutindo algo que eu não conseguia ouvir naquela distância, então me aproximei mais porque eu já estava acostumado a ouvir aqueles dois trocando farpas por nada.
— Não vou sair daqui enquanto não me disser. — Christopher o pressionou um pouco mais na parede. Temi que estivesse machucando o pobre garoto, só que seus olhos verdes de gato furioso me disseram em silêncio que ele mesmo daria conta do recado caso Christopher ousasse machucá-lo.
— Você está paranoico! — Ben revirou os olhos, passando a mão pequena pelos cachinhos cor de mel como se soubesse o quanto aquilo atiçava ainda mais o presidente, que acabou relaxando.
— Eu conheço seu cheiro — rosnou, me deixando ainda mais perdido naquela discussão. — E não tem nada a ver com hortelã. De quem é esse cheiro impregnado em você, Benjamin?
— Tem ideia do quão ridículo você está soando? — A indiferença dele me divertiu. Ele era uma das poucas pessoas que podiam tirar sarro do presidente e sair impune. — Você tem ciúmes até da sua própria sombra.
— Não tem nada a ver com ciúmes! — Christopher finalmente o soltou, bufando de raiva.
— Parece que estou preso num pesadelo — choramingou Ben, fazendo Christopher contrair. Era estranho ver aquele cara fragilizado. Eu quase acreditava que havia um coração no lugar de uma pedra de gelo em seu peito. — Já não basta esses cartazes nojentos da cura gay, você ainda tem a cara de pau de ficar me importunando com um maldito rastreador? Quantas vezes tenho que dizer que não sou uma propriedade sua?
— O que a cura gay tem a ver com você? — A mera menção à terapia pareceu paralisar as expressões faciais do presidente.
— Nada. — Ben cruzou os braços. — Só acho absurdo ela existir. Se eu fosse gay...
— Você não é. — Christopher o interrompeu antes que ele tivesse a chance de continuar. — Não pode ser.
— Acabaria comigo se eu fosse, não é? — Os olhos esverdeados ficaram maiores, repletos de uma tristeza que eu conhecia melhor do que ninguém.
— Eu nunca machucaria você, Ben — sussurrou mal movendo os lábios e Ben se afastou antes que a mão dele pudesse alcançá-lo.
— Quando você finalmente vai entender que tudo o que você faz me machuca, anjinho? — Tive uma vontade absurda de vomitar ao ouvir aquele apelido que conseguia ser pior do que o de Christopher.
— Ben... — Christopher esticou o braço, mas Ben fugiu antes que ele pudesse sequer encostar nele. — Mas que merda! — Deu um soco na parede com tanta força que os nós de seus dedos ralaram.
— Não vai atrás dele? — perguntei, tomando certa distância de seu pequeno surto.
— Não. — Suspirou profundamente. — Vou acabar me irritando ainda mais e fazendo alguma besteira. — Focou em mim, enfim estranhando minha presença. — O que está fazendo aqui, afinal? Pensei que teria um encontro com sua namorada.
— Já acabou. — Fiz um gesto indicando que eu não queria me estender naquilo. Senti meu celular vibrando no bolso e o atendi antes que Christopher se manifestasse. — Oi.
— Está chegando? — Arregalei os olhos ao ouvir a voz de Valentino do outro lado da linha. Que merda! Esqueci o compromisso na casa dos Costas. — O jantar já está quase pronto.
— É melhor a gente marcar para outro dia... — comecei a falar, mas pausei a fim de dar tempo para articular alguma desculpa coerente. Meu coração disparou dentro do peito ao ouvir uma risada. A sua risada. — Quem está aí com você? — Aproximei o fone ainda mais da minha orelha.
— O Daniel. — Ouvi mais risadinhas e fiquei me perguntando qual era a relação exata entre vocês. — Ele está me ajudando com a lasanha. Ei! Não pode colocar a mão aí, Dani! — Escutei uma série de palavrões antes de Valentino voltar a se concentrar em mim. — O que estava dizendo?
— Que eu já estou chegando — falei, desligando o telefone sem me despedir.
— Qual é a programação de hoje? — quis saber Christopher assim que coloquei o celular de volta no bolso. — Boate gay? Preciso transar. Estou muito estressado, ainda mais depois dessa briga com o Benjamin. Tem um dançarino na boate que faz um boquete...
— Isso você pode resolver depois. — Revirei os olhos, cortando sua frase antes que ele detalhasse demais coisas que eu não queria saber. Esse era o lado negativo de ser a única pessoa que sabia da condição do presidente, ele acabava despejando até o que não devia. — Que tal um jantar na casa dos Costas?
— Pera, a casa do Valentino Costa? — Christopher semicerrou os olhos.
— Ele mesmo. — Nem me atrevi a perguntar de onde ele conhecia meu primo. Era comum o presidente conhecer as pessoas, não é?
— Isso vai ser bem divertido. — Um sorriso assustador brotou em seus lábios e algo me dizia que aquele jantar seria bem longo.
●●●●●●○○○○○●●●●●
Só eu que sou apaixonada pelo Christopher? Fala sério ele é um fofo kkkkkkk
Espero que tenham gostado do capítulo e até mais doces ♥︎
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 44
Comments
Isa
Christopher é tóxico.
2023-02-24
1
Ana Júlia ◇
Você tá bem autora? É um pedido de socorro e só falar, a gente te apoia kkkkkkkk
2023-01-07
2
Ana Júlia ◇
Anjinho? Que tal demônio, capeta, aborto do Satan, capiroto, acho que combina mais com a personalidade kkkkkkkkk
2023-01-07
1