Ela estreitou os olhos.
— Se você não entregar, juro que jogo terra nos seus olhos.
Ele começou a rir e divertindo-se, entregou a sacola lentamente dando "uma generosa olhada" em todo o corpo dela.
Na mesma hora, ela pegou uma toalha de dentro da sacola e antes de se enxugar, disse com voz firme:
— Pare de me olhar assim, que não sou pra o seu bico!
Ao ouvir isso, ele disse, com o canto da boca esticado num sorriso malicioso.
— É você que está mostrando... Não vou tirar os olhos.
Ela não se importou.
— Bem... Seria estranho se você se comportasse como um cavalheiro. Esqueci que você não passa de um selvagem.
Miguel sorriu, divertido.
O volume crescendo dentro da calça, pegou-o desprevenido, mas queria que ela soubesse da reação que provocou nele.
Jane até aquele instante não estava dando a mínima por ser observada.
No íntimo estava até lisonjeada, mas vendo a excitação dele, não deixou de ficar também.
Para evitar a sensação de desejo, cobriu-se de forma abrupta e saiu de perto dele e foi se abrigar em um lugar na mata.
Ele a procurou com os olhos e ao localizá-la continuou a espiá-la, atraído pelo corpo tentador de Jane.
Suspirando, observou-a colocar peça por peça. Ao terminar, ouviu-a dizer.
— Vamos logo, que tô com fome!
Esse período todo que Jane estava morando na sua casa, ela comia feito um leão e Miguel se perguntava como conseguia manter o corpo em forma.
Um mistério. A mulher exibia um belo corpo.
— Claro!
Meio desapontado, Miguel pegou a espingarda e fez sinal para Jane andar um pouco mais à frente.
Jane tinha consciência do impacto que causara em Miguel, no entanto agia com naturalidade como se nada estivesse acontecendo.
Ela, com seu andar sensual, seguia quando de repente notou um grande barulho e logo em seguida, um monte de mato se balançando.
Na sua cabeça, o primeiro pensamento foi de uma onça naquele lugar e sem pensar duas vezes, jogou- se pra cima de Miguel, que procurando se equilibrar, puxou-a para si e cobriu-a com o seu corpo, enquanto se encostava numa árvore para protegê-la.
— É uma onça! — Ela sussurrou, trêmula, apertando-o sobre o seu corpo.
Miguel apontou a espingarda e fixamente procurava saber se realmente era o animal que ela mencionara.
Mais uma vez um barulho na moita.
Jane se grudou mais a ele.
Miguel ficou à espreita. O corpo dele se excitava novamente, no entanto, por mais que os pensamentos se deslocassem para uma direção "mais atrativa", precisava logo identificar o bicho.
De lá saiu, um tatu que tranquilamente se afastava para outro lugar na mata. Miguel esboçou um sorriso irônico e de forma maldosa falou sussurrante.
— Fique quieta! A onça tá olhando na nossa direção! — Jane se tremeu mais ainda de medo.
Aproveitando-se do momento de fragilidade dela, Miguel apertou a cintura dela.
Sentiu o seu membro enrijecido e contendo um gemido, permitiu-se ao contato íntimo e sem se conter deixou escorregar a espingarda para o lado, enquanto, ao mesmo tempo, apalpava com precisão a bunda dela.
Jane sentiu o sexo de Miguel junto ao seu e mais por instinto que vontade, deu-lhe um tapa com força.
Ele levou a mão ao rosto, enquanto soltou um grito abafado de dor!
— Merda! Você é pior que uma onça, sua louca!
Mesmo com medo, Jane revidou:
— Seu tarado repugnante! Não tem vergonha, não?
— Quem manda se agarrar em mim? Sou homem e se vier, eu ataco!
— Idiota, pervertido, se pôr a mão em mim de novo, faço pior! — Ela virou-se e viu que não tinha bicho nenhum ali
— Vai ver nem tinha onça!
— Claro que tinha! — Ele mentiu.
Jane , tomada de coragem, disse:
— Vamos embora daqui! Pra mim acabou o passeio!
Minutos depois os dois voltavam em silêncio. Jane tentava não lembrar da sensação deliciosa que sentiu antes do tapa. Enquanto isso, Miguel preocupava-se com o que ia dizer para os parceiros ao notarem que o rosto dele estava com a marca dos dedos de Jane.
De vez em quando os olhos deles se cruzavam, mas rapidamente viravam os rostos.
Ao chegarem, cada um procurou ficar o mais distante possível um do outro.
Os rumos desta história estava tomando proporções incompreensíveis para os dois.
Miguel se perguntava, enquanto tomava banho como podia trair o pai daquele jeito. Não podia jamais se interessar por uma mulher que era capaz de qualquer coisa por dinheiro.
Jane também, tomando banho, refletia sobre sua idiotice em ficar toda derretida toda vez que era tocada por Miguel, um homem que desconfiava até da sombra dela.
Tinha que arranjar uma maneira de sair dali ou acabaria sofrendo por alguém incapaz de gostar dela.
O tempo no vilarejo foi passando e as noites na casa se tornavam mais difíceis.
Era o momento de ficarem os dois sozinhos. O silêncio só era quebrado quando Miguel estava conversando com alguém no celular.
Jane ligava uma pequena tv que ficava na sala para se distrair ou sentava num banquinho para admirar a noite cheia de estrelas.
Os cachorros eram suas companhias constantes.
Juca e Manoel ainda a vigiavam, mas até eles, aos poucos, já questionavam se Jane era mesmo uma golpista.
Ela tinha facilidade de conquistar as pessoas e em pouco tempo, apenas Miguel resistia em aceitar a verdade.
No fundo, ele estava mesmo era se prevenindo de uma possível paixão com a perigosa Jane.
Certo dia, no entanto, o destino resolvera dá uma ajuda e unir os dois por uma noite.
Jane estava dormindo profundamente.
Até sonhava estar na casa dos pais, brincando com os seus irmãos, quando de repente algo estranho passou sobre a sua perna.
— Aaaaaaahhhh!— O grito dela foi inevitável.
Ela pulou da cama e depois de correr e fechar a porta com violência, correu em direção ao quarto de Miguel, assustada.
Ele estava roncando, quando ouviu o rangido da cama velha e alguém se agarrar a ele com força e tremendo. Pelo perfume, já sabia quem era.
— Meu Deus! Mulher, não me mata de susto! — Ele falou, com o coração descompassado. —Miguel, tem uma coisa no meu quarto!
— O que pode ser?
— Acho que é uma cobra... Tenho pavor de cobra!
Ele estranhou que uma cobra tivesse chegado até ali, mas em todo caso, não quis questionar. Ainda meio sonolento disse:
— Vou lá ver.
— Tá... leva uma arma.
Ela pegou o lençol de Miguel e cobriu-se dos pés a cabeça.
Pouco tempo depois, ele voltou.
— Não encontrei nada. Pegue a rede que tá na sala e traz pra você dormir.
— Vai você! Não saio daqui nem com reza!
Miguel suspirou, vencido pelo desejo.
— Bem, você é que sabe... Estou na minha cama. Se você vai ficar aqui, fique sabendo que não vamos só dormir.
Ele não apenas falou.
Juntou-se a ela debaixo dos lençóis e puxou-a para si, muito excitado.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 92
Comments
Euridice Neta
Esses dois são uma comédia kkkkk
2024-09-18
1
Nicole Rossales
kkkkkkkk
2024-08-20
3
Marilena Silva
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-08-17
1