"Que gostoso!"
Jane não teve como evitar um suspiro abafado.
Nem lembrava como de repente estava na cama se deixando levar por um momento de tesão.
Por mais que detestasse, tinha que admitir que o seu inimigo beijava muito bem.
Num desejo escondido sobre a fina camada do ódio, Jane permitia a língua ousada e incansável de Miguel explorar a sua boca.
Ele, percebendo isso, afrouxou os braços dela e se rendeu aos lábios de Jane que o convidavam a ir mais fundo.
Já esquecera da discussão que precedeu aquele momento de "distração" da sua armadura de frieza.
Estava apenas focado no fogo que crescia no seu corpo ao aproveitar a oportunidade de tê-la lânguida em seus braços.
Afugentando todos os alertas que se manifestaram na mente dele, resolveu investir em outras partes daquele corpo macio.
Ele foi descendo, com beijos provocantes até o seu pescoço.
Jane estava excitada e os lábios dele a confundiam num redemoinho de prazer, mas não podia esquecer por que estava ali e muito menos quem era o responsável por isso.
Não podia "dar mole" para o homem que a acusava de golpista.
Enquanto ele explorava o seu pescoço, Jane virou a cabeça e deparou-se com a vasilha de barro, próxima à cabeceira da cama.
Esticou o braço, pegou o objeto e rapidamente quebrou-o com toda força na cabeça dele.
Miguel urrou, afastando-se atordoado. Em seguida pôs a mão na ferida próxima à testa, que sangrava sem parar. Jane afastou-se dele e então caiu em si.
" Acertei o homem de jeito e ele pode sangrar até morrer."
— Ai, meu pai, o que foi que eu fiz? — Ela estava muito assustada e não sabia se ajudava ou saía de perto, pois Miguel estava irritadíssimo.
— Você está tentando me matar, é?!
— Quem morre com uma feridinha dessa, seu louco? — Ela disse, tentando amenizar a situação, mas sentia as pernas tremeram com essa possibilidade.
— Ah, você diz isso, porque não foi com você, sua assassina! — Ele pegou o lençol dela para estancar o sangue.
— Olha, você me assustou, invadindo o meu quarto! — Queria se explicar. — Agora deixa eu cuidar disso!
Ele levantou da cama e afastou-se dela bruscamente.
— Não! Afaste-se de mim! Sei me virar sozinho!
Jane ficou imóvel, com os olhos arregalados, enquanto ele a fitava raivoso.
– Nossa conversa ainda não acabou! — Jogando o lençol no chão, falou com rispidez. — Trate de lavar isso!
Ele saiu furioso.
Jane fechou a porta devagar. Juntou o lençol e colocou-o de molho. Logo em seguida, sentou-se na cama e lembrou a cena tensa do sangue na mão de Miguel.
Não sabia se era por nervosismo ou por sentir-se vingada, mas inexplicavelmente começou a rir.
Riu tanto que a barriga doía-lhe.
Porém, depois, lembrou dos lábios de Miguel e o sorriso deu lugar a preocupação.
"Por que deixei ele me beijar daquela forma? Como esquecer aqueles lábios sedutores e o seu corpo roçando no meu? Que droga! O tiro saiu pela culatra!"
De manhã quando Manoel e Juca chegaram, o patrão estava observando os cachorros que corriam atrás das galinhas, divertindo-se.
Na verdade, ele nem estava prestando atenção, pois os seus pensamentos estavam na mulher de pele macia e convidativa que o estava tirando do sério.
Os homens se aproximaram e perceberam o curativo na testa de Miguel, mas mantiveram-se quietos.
— Rapazes, preciso ter uma prosa com vocês.
Os homens concordaram com a cabeça, ainda envergonhados sobre a cena do rio.
— Essa Jane é muito mais perigosa do que eu pensava! Ela tem a intenção de nos desistabilizar geral... – Ele baixou a voz. – Acreditam que além de tudo o que provocou, ainda teve a ousadia de atacar-me?
Ele pousou a mão sobre o curativo. Os parceiros entreolharam-se e admirados balançavam a cabeça, numa atitude de concordar com o chefe.
Juca disse:
— Você tem que tomar cuidado, Monteiro! Ela pode te envenenar e acabar ficando com toda a sua fortuna.
Miguel ficou pensativo. Não pensara nisso antes. Era possível, afinal era uma golpista.
— Vamos ficar de olho! Ela não pode tocar em comida! Nunca se sabe o que se passa na cabeça de gente que nem ela.
— E agora, chefe, o que vamos fazer? — Manoel perguntou, preocupado.
Ele suspirou.
— Prometi levá-la a uma loja para comprar roupas. Se ela for ao rio, vai ter que estar totalmente vestida! E não se preocupem, daqui em diante, eu a levo. Vigiem ela só por aqui mesmo ou quando eu mandar.
Os homens suspiraram aliviados.
— Ainda bem! Eu já tinha conversado com Manoel sobre essa história de rio...Essa mulher é perturbada do juízo.
— Pois não é isso, Juca? Se a minha mulher menos sonhar... — Manoel continuou.
Miguel, incomodado com o fatos de os homens terem visto a esposa nua, interrompeu:
— Estamos resolvidos sobre isso. Ponto final. Se ela teimar, vai ficar presa no quarto.
— Assim é que se fala chefe! Não podemos esquecer que tipo de mulher ela é.
— Jamais, Juca! — Miguel respondeu, com inquietação no corpo. Ainda podia ouvir os suspiros dela no seu ouvido e o sabor dos seus lábios. De qualquer forma, não podia deixar que o enfeitiçasse.
Nesse meio tempo, Jane os espiava da janela. Sabia exatamente do que falavam e não pôde conter um sorriso de satisfação, no entanto, ia até lá para fingir arrependimento. Eles bem que mereceram a pequena vingança.
Saiu do quarto e foi até eles. Os cachorros, ao olhá-la, balançavam os rabos e com a língua para fora, esperavam o carinho dela.
( Imagem meramente ilustrativa. )
Jane fez uma vozinha infantil, enquanto se abaixava para abraçá-los.
— Oh, meus bebezinhos!
Miguel e os homens se olharam cúmplices. A mulher era "tão bandida" que conquistara até os "pobres" cães.
Ela foi caminhando até eles, com os cachorros festejando.
— Bom dia, meninos!
Os três só acenaram com a cabeça.
— Eu quero pedir desculpas a vocês... Não sei o que deu em mim, mas juro que não vai mais acontecer.
Miguel franziu a testa, desconfiado. Seria mais uma estratégia dela para confundi-los?
— Não sei se acredito em você.
— Pois pode acreditar. Nem dormir direito, lembrando do mal que fiz a vocês... – E completou com um sorriso de falsa inocência. — Bem, é isso! Agora vou tomar café! Vocês me acompanham?
Os três homens foram unânimes.
— Não!
Ela se conteve para não cair na gargalhada!
— Então tá...
E saiu, balançando os quadris e jogando o cabelo para trás, com charme.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Rita Cassia
Miguel já está se apaixonando por ela
2024-12-04
1
Elisabete Penela
ķkkkkkkkkkkk
2025-02-13
0
Cibele Wan Der Maas Moreira
Tô até imaginando a cena. kkkk
2024-10-19
1