Miguel olhou a hora no seu relógio, enquanto aguardava os seus homens de confiança chegarem com "a golpista". O porto da ilha estava tranquilo, sem movimento de passageiros, ideal para não se preocupar em dar satisfação dos seus atos.
Meio impaciente, saiu da caminhonete e ficou a contemplar a maré em contraste ao céu iluminado.
Por mais que quisesse se manter calmo, desejava humilhar de todas as formas a pilantra que enganou e foi responsável pela morte do seu pai.
Avistou algumas mulheres que trabalhavam na vida noturna conversando com alguns barqueiros.
Uma delas, encarava-o e depois de alguns minutos veio na sua direção.
Normalmente não sentia atrativo algum em ficar com mulheres desconhecidas, mas chegou a conclusão que seria bom "distrair" a cabeça.
Muito melhor do que ficar ansioso.
A moça era bem jovem e tinha traços indígenas. Com um sorriso atraente, falou:
— Oi, bonitão! Está esperando por mim?
Ele avaliou a moça dos pés a cabeça com malícia. Até que ela tinha boa aparência e era bem cheirosa.
— Você é uma gracinha! Tá disponível?
— Sim… Toda sua!
— Bom, estou esperando uns amigos que estão pra chegar… Enquanto isso podemos nos conhecer melhor, né?
— Com certeza… O que quiser!
— Melhor ainda! — Ele continuou, sedutor.
— Onde vai ser? — Ela perguntou, mas os olhos no veículo já indicava a deduzir onde seria.
— Aqui na minha caminhonete mesmo!
— Beleza, vamos!
Ela enlaçou o braço nele e entraram no carro.
Não demorou muito, Miguel se envolvia num embalo frenético com a moça que estava ali dando o prazer que ele necessitava.
O sexo, sem preliminares, foi rápido o suficiente para ele esquecer um pouco os seus problemas.
Sem demora, estremeceu, sentindo um alívio, após o desejo momentâneo.
Impressionado, percebeu que a mulher, também havia chegado ao ápice. Ela tinha um sorriso de satisfação, enquanto se arrumava. Miguel se livrou do preservativo, fechou a calça e pegou a carteira, dando uma nota alta de dinheiro para a moça, que ficou muito grata. — Você, além de bonito e gostoso, é do tipo generoso… —Disse, guardando o dinheiro no bolso da minúscula saia Jeans. — Aparece mais vezes!
Ele também gostara dela. Não sabia se foi por ser inusitado ou, porque estava tenso, mas foi uma experiência agradável.
— Apareço, sim, boneca!
Ela deu um sorriso irradiante e se foi. Miguel, mais calmo, resolveu tirar um cochilo.
Jane, por outro lado, na lancha, não conseguia parar de pensar o quanto era azarada!
Primeiro perdeu o emprego, depois a ameaça do despejo e agora estava prestes a casar com um velho rabugento à força!
O que dissera que poderia acontecer com a prima estava se tornando a mais temível realidade para ela.
Arriscava que viraria escrava sexual até o tal do Monteiro bater as botas.
Com o coração batendo a mil, percebeu o motor da lancha ir parando gradualmente. Indicação que já iam desembarcar.
Os homens aproximaram-se e um deles a desamarrou. Ela nem hesitou, foi logo afirmando:
— Não caso de jeito nenhum!
O da pizza, estava com um revólver e tirou da cintura. O olhar dele era frio, mirando na sua direção:
— Isso vamos ver!
No susto, ela deu um passo para trás de medo e com olhos fechados, choramingou.
— Moço, não aponta isso pra mim, não! Tenho família!
Os homens se entreolharam surpresos com o comentário e não seguraram a risada.
Ela abriu os olhos devagar, com medo.
Eles riram mais ainda.
— Vamos, medrosa, que o chefe está esperando. Se fizer algum movimento brusco ou gritar, morre!
Ela não teve tempo de concordar. Empurrando-a de leve, o rapaz magro e preto, chamado Manoel, fez sinal para que o seguisse.
(Imagem meramente ilustrativa. Manoel.)
O outro, chamado Juca, era pardo. Ele foi o que entregou a pizza.
(Imagem meramente ilustrativa. Juca)
— Vocês estão cometendo um erro. A pessoa que devia casar com esse… "Monteiro" era minha prima! Não tenho nada a ver com isso.
— O nome dela também é Jane? — Juca perguntou, com impaciência.
— Não… O nome dela é Vivian.
— Então pronto! A pessoa que falava com o patrão era você.
O seu nome estava nas conversas assim como o endereço, então você está mentindo!
Jane se revoltou ao lembrar do momento em que provavelmente a prima digitava seus dados no celular.
Esperta, a trapaceira da sua prima passou-se por ela e ainda colocou a vida dela em risco, pois assim que entraram no apartamento podiam fazer qualquer coisa com ela, até mesmo matar.
— Não sou mentirosa! Posso provar! — Cala a boca! Já disse… Sem fazer show.
Jane calou-se. Os homens eram ameaçadores e ela foi longe demais. Acompanhou-os.
— Por aqui!
Jane observou rapidamente o lugar. Estava meio escuro. Não tinha como registrar o ambiente naquele estado de tensão.
O momento de olhar "o namorado" da prima chegou. Tinha certeza que assim que ele a visse o mal-entendido seria desfeito e ela retornaria para casa.
Foram seguindo até uma caminhonete. Havia um homem lá dentro, adormecido. Não dava para ver direito quem era.
Juca bateu no vidro semiaberto.
— Patrão! Chegamos!
O homem se moveu e alguns segundos depois despertou totalmente, passando a mão no rosto.
Jane estava aflita com o seu destino nas mãos "do idoso" que abria a porta da caminhonete.
Foi um choque, entretanto, ver que diante dela foi surgindo um homem bem alto, com aproximadamente uns trinta anos ou mais e era belíssimo.
Agora mesmo que não entendia mais nada!
Ele a encarou com uma raiva tão grande que baixou os olhos, preocupada.
Havia algo errado.
Miguel olhou para aquela mulher com um ódio irracional. A vontade que tinha era de colocá-la na cadeia e desistir dos seus planos.
Realmente o seu pai tinha razão.
Era uma mulher bem jovem e pela fisionomia dela dava para ver que fingia não saber o que estava acontecendo.
Contudo, ele não ia se deixar enganar.
— Pois bem… Então é você que é a golpista responsável pela morte do meu pai? — Ele acusou com os dentes cerrados, contendo-se para não fazer nada pior.
A mulher arregalou os olhos. Ela balançava a cabeça em negativa.
— Seu pai morreu? Oh, meu Deus! Olha, sou inocente! Vocês pegaram a pessoa errada!
— Você pode ter enganado o meu pai, mas não a mim!
— Foi a maldita da minha prima! Não tenho nada a ver com…
— Cala a boca, sua golpista! Vamos, entra!
Ela ficou tão assustada, que obedeceu imediatamente.
Depois que todos entraram, ele deu a partida e o carro entrou em movimento.
— Prepare-se que hoje mesmo vai casar comigo e eu coloco você na linha!
Jane nem acreditava que ouvia palavras tão terríveis.
" Oh, Deus! Será que tudo isso não passava de um pesadelo?"
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Soraia Cardoso de Jesus
nãa seria moreno ao inves de preto?
2024-06-01
8
joana Almeida lima
Miguel não viu nenhuma foto da namorada do pai no telefone não? Se comparar a foto com pessoa que pegaram , por mais parecidas que sejam , não são gêmeas pra serem iguais e confundir as pessoas.
2024-05-02
3
ana lucia oliveira
COITADA DE JANE. MAS VIVIAN TEM QUE PAGAR PELO QUE FEZ, POIS ELA PREMEDITOU TUDO.
2024-03-16
4