No final, Ramon nocauteou os quatro homens e imobilizou a mulher desconhecida.
Nestor e eu ainda chocados fomos acordados pela voz de Ramon.
— Nestor, Lara, vão chamar os guardas.
— Eu vou! — Nestor falou e correu para fora do beco.
Olhei ao redor e resolvi investigar os homens caídos, mas não achei nada que pudesse identificar quem eles eram, então apenas peguei nossas coisas de volta e aguardei Nestor voltar com os guardas.
— Ainda vamos almoçar? — Perguntei assim que Nestor voltou.
— Vou precisar ir com os guardas para relatar. — Ramon falou. — Podem ir almoçar, nos encontramos de novo na hora de voltar para casa.
— Certo. — Eu e Nestor falamos em uníssono.
Como o combinado, eu e Nestor comemos e nós encontramos novamente com Ramon quando estávamos nos preparando para ir para casa.
— Descobriu quem aqueles bandidos eram? — Nestor perguntou.
— Sim, eram só alguns bandidos de uma gangue pequena da cidade.
— Então, não eram pessoas perigosas? — Perguntei.
— Não, só saqueadores locais.
Depois de conversamos um pouco mais entramos na carruagem e fomos para casa.
O tempo passou rápido e tranquilo e o dia de voltar para capital chegou. Nem um pouco ansiosa, esperava os pais de Lara saírem para que toda a família possa viajar.
Era um alívio que não teria que ir sozinha, ter a companhia de Nestor seria de grande ajuda. Além do apoio que o marquês, a marquesa e Ramon me dariam.
A cerimônia que vai ser realizada no templo é daqui a quatro dias, tudo já está pronto, excerto pela oração. O problema é simples: eu não sei rezar. Nestor já falou que só preciso falar qualquer coisa e pedir por proteção ou coisas assim.
Não deve ser tão difícil... Sim?
Será que será bom para mim o suficiente para deixar passar uma oração mal feita? Não tinha algo sobre o que importa é a intenção?
Se Deus existe, será que vale apenas dizer: "Oh, meu senhor todo poderoso que tudo sabes, conhece bem o meu coração, então é isso que eu desejo. Até a próxima, amém"
Ou será que ele me desprezaria pela pobreza da minha oração? Quem será o Deus desse mundo?
— Pensado em Bianca? — Nestor se aproximou.
— Não, pensando em Deus.
— Não tenho ideia se você está sendo sarcástica ou não. — Ele balançou a cabeça. — Mas de todas as coisas, não devia ter algo que você devia estar mais curiosa em saber?
— O quê? — Não consegui pensar em nada que devia estar curiosa.
— A princesa! Ela é um bebê, mas se parece muito com Daniel. Ela deve ser muito fofa. — Nestor apertou as mãos como se estivesse apertando as bochechas da pequena princesa.
— Ela tem um ano? Dois? Qual a idade dela?
— Não lembro direito, mas acho que dois? Ah! Eu sei o nome da princesa!
— As vezes me pergunto se foi você mesmo quem escreveu esta história. — Revirei os olhos, mas esperei Nestor revelar o nome da princesa.
— Haha — Ele riu. — O nome dela é Diana.
— Diana? Princesa Diana... É, é um nome legal.
— Eu sei. — Ele falou sorrindo e me empurrou pelos ombros para dentro da carruagem. — Nossos pais chegaram, hora de ir.
A viagem de volta para capital não foi diferente da viagem que fiz da última vez, mas de alguma forma o tempo pareceu passar mais depressa e quando percebi, estava em frente ao templo.
Algumas mulheres do templo vieram e me receber e me levaram para dentro, enquanto o resto da família foram para a mansão da família do marquês na capital. A cerimônia no templo é fechada, então só encontraria com Nestor no baile que aconteceria a noite.
Vesti o vestido branco que era leve para a minha surpresa, o estilo grego era muito mais confortável do que os que eu estava acostumada.
As mulheres me guiaram para uma sala grande e lá encontramos um outro grupo de mulheres, só que essas estavam acompanhando a pequena princesa Diana.
Ao olhar a figura da criança, era impossível não notar a semelhança com seu pai e irmão. A genética da família real não poderia ser mais forte.
A criança que estava distraída, virou a cabeça e nossos olhos se encontraram, A pequena Diana não esboçou reação quando as mulheres que me acompanhavam se curvaram em um cumprimento formal.
A princesa já devia ter se acostumado apesar da terna idade, imitei os movimentos daquelas mulheres e cumprimentei a princesa.
— É um prazer conhecer a vossa Alteza, Princesa Diana.
Nada poderia me fazer sentir mais estranha do que falar dessa maneira com um bebê. A princesa Diana obviamente não respondeu e apenas me encarou com aqueles olhos grandes e azuis.
Percebi um leve receio no olhar da pequena Diana, então sorri para acalma-la, mas meu ego foi ferido quando o receio virou medo e a menina se escondeu atrás de uma da mulheres que a estavam acompanhando.
Jorge estava certo? Meu rosto é tão assustador para crianças?
Estava pensando no que fazer para ganhar a princesa, quando sem dor ou piedade a mulher que estava sendo usada como escudo pela princesa Diana, pegou a criança e a jogou em meus braços.
Diana se assustou ainda mais e começou a chorar histericamente. Segurando Diana da melhor maneira possível para não deixa-la cair enquanto ela esperneia, tentei o meu melhor para acalmar ela.
— Eeeh calma, calma. — Fiquei repetindo e acariciando as costas de Diana. Quando notei ela finalmente se acalmar, eu a coloquei no chão.
Diana continuou chorando e tentou se gastar de mim. Então, uma das mulheres a pegou novamente.
Quando eu estava prestes a falar, a mulher falou antes.
— A senhorita deve segurar a princesa.
Mas ela claramente não quer nem ficar perto de mim?! Como vou segurar ela nos braços?
— Hum, sim, eu sei. — Falei. — Mas primeiro coloque-a no chão.
As mulheres me obedeceram e colocaram a princesa no chão. Diana se escondeu atrás das moças e eu me abaixei para ficar na mesma altura que ela.
— Oi, princesa. — Comecei. — Meu nome é Lara, a partir de hoje eu vou ser sua madrinha.
Falei sorrindo, era o melhor que eu conseguia fazer. Olhei ao redor, mas não encontrei nada. Então usei algumas pulseiras para fazer barulhos.
Funcionou, Diana finalmente olhou na minha direção.
Sorri e continuei brincando com as pulseiras e esperei ela se aproximar primeiro. Diana tentou pegar as pulseiras e não a deixei pegar de primeira.
Ela levantou o olhar para me encarar nos olhos.
— Você gosta? — Perguntei e ela afirmou com a cabeça.
— Me dá. — Diana falou pela primeira vez.
Ela fala! Se bem que ela tem dois anos, é normal falar nessa idade.
Entreguei a pulseira para ela e a peguei no colo, dessa vez ela não esperneou e seu choro também parou.
As mulheres do templo pareceram maravilhadas e bateram palmas. Envergonhada por ser aplaudida por algo bobo, segui para outra sala onde ocorreria a oração.
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Atualizado até capítulo 58
Comments
Ruby
bom que ela é professora
2025-02-09
0
LiLiz
Ainda bem que a protagonista era professora de criança, isso vai ser mamão com açúcar para ela, tirando a parte mais importante que são os modos de um nobre, história.... Talvez não seja tão mamão com açúcar /Sweat/
2024-08-02
1
LiLiz
Pera, é? Vaila, nunca vi uma bebê de 2 anos falando
2024-08-02
0