Nossos caminhões estão parados lado a lado, eu fui no meu e peguei uma camiseta limpa, resolvi ir devagar, vou deixar ela me ver sem camisa primeiro e com o zíper aberto.
Vai dar a impressão de que estou trocando a camiseta e pondo por dentro da calça, na hora que ela sair do banheiro começo me trocar.
Esperei e lá vem ela, quando vira para ir à porta do caminhão, lá estou eu.
Tirei a camisa e abri o zíper da calça. Vejo-a por um espelho que coloquei pendurado no caminhão, está paralisada me olhando, resolvi tirar a calça e trocar por um short.
Tirei a calça e agora estou só de cueca, olhei no espelho e Meg está arfando, e não se mexeu, eu virei como se fosse ao caminhão, peguei meu short e fiquei de frente com ela.
Meg me mede de cima embaixo, está vermelha como um pimentão, mas não sai do lugar, resolvi me aproximar. Sei que jurei ir devagar, mas ela toda vermelha me deixa louco e não consigo pensar direito.
— Meg, você está bem?
Ela só balança a cabeça em concordância e continua me olhando de cima embaixo. Me aproximei como se fosse normal eu estar só de cueca no pátio do posto, mesmo para mim sendo normal. Peguei a mão dela e coloquei no meu peito, senti-a tremer, mas não saiu do lugar. Peguei a outra mão dela, dei um beijo e coloquei com a outra.
Ela ergue o olhar, eu consegui ver o desejo, mas vi medo também, minha Sereia é virgem, minha nossa, vou ter que ter cuidado.
Mas no momento a única coisa que vejo é ela lambendo os lábios e me abaixei e beijei no começo com cuidado, mas quando senti ela subir as mãos e passar no meu cabelo, me perdi e aprofundei o beijo. Senti meu corpo reagindo a ela e sei que ela também deve ter sentido, mas não me afastou, até que ela me empurrou e se afastou de mim.
— Gabriel, precisamos parar, isso não vai dar certo.
— Tudo bem, minha sereia, eu espero você estar pronta para mim.
— Gabriel, entenda bem, eu tenho mais três anos de faculdade e não vou me envolver com ninguém, minha vida já está cheia demais, não quero mais complicação.
— Meg vou esperar, você se abrir para mim, vou estar sempre por perto, você é minha e de mais ninguém.
— Eu não sou de ninguém, sinto uma atração por você, mas até eu me formar vou fazer o possível para ser só isso. E não sei se depois vou ficar com você, tem muita coisa em vice que não gosto.
— Fala o que você não gosta que vou mudar.
— Você é um homem que não fica com uma mulher só, não faça essa cara, estou na estrada há muito tempo e te conheço bem.
— Sou um homem fogoso, preciso me satisfazer, senão meu amigo aqui fica dolorido. Mas se você ficar comigo, ele não vai precisar de outra.
— Você é grosso, não respeita minhas amizades e vive tentando me humilhar na frente deles.
— Tenho ciúmes e isso eu não consigo mudar, mas te prometo que vou me controlar.
— Eu não sei, ainda acho que não vai dar certo, e dá para você colocar uma roupa?
— Vamos jantar, Meg, mas não pense que vou desistir de você, e não vou abrir mão da sua companhia todos os dias que estivermos juntos.
— Vamos viver um dia de cada vez, certo?
— Sim, vamos, minha sereia.
O resto da semana estava indo bem, jantamos junto, trocamos uns beijos e depois ia dormir cada um no seu caminhão.
Mas na sexta-feira, quando cheguei no posto, meus amigos estavam todos lá, comecei a ver os caminhões estacionados desde a entrada do posto, por que será que estão todos aqui? Parei a safira e fui ao encontro deles, uns me abraçando e outros me dando a mão.
Perguntei:
— O que vocês estão fazendo aqui?
O linguiça me responde:
— Você acha mesmo que a gente ia deixar você sozinha no dia do seu aniversário?
— Vocês lembraram?
— E já que você não estava lá, nós viemos até você e trouxemos a festa junto.
Olhei procurando Gabriel, não achei, deve ter se atrasado, mais tarde falo com ele. Respondi:
— Me aguardem, então, vou tomar um banho e já encontro vocês.
Corri para o banheiro e tomei banho. Quando saí, Gabriel está em pé na porta.
Fui até ele e toda animada porque meus amigos lembraram de meu aniversário, falei:
— Você viu! Meus amigos estão todos aqui? Vieram...
Não consegui completar a frase, porque pelo jeito ele não lembrou e já começou a ser o velho Gabriel.
— Vi que vieram todos atrás de você? Qual deles vai para sua boleia esta noite, ou você ainda não resolveu? Porque deve ter um motivo para que eles te sigam assim, ou minha atenção é pouca e você chamou todos aqui. Precisa desse bando à sua volta, eu só sou mais um, nunca serei o suficiente.
— Gabriel, você é nojento, me julga pelas suas atitudes, você é o cara que não consegue ficar sem atenção. Se você não sabe ter amigos, o problema é seu, eu tenho e vou me divertir com eles.
— Meg eu não vou admitir que você fique no meio de um bando de homens, você agora me deve respeito.
— Gabriel, quem você pensa que é? Nem meu pai conseguiu me controlar. E nem se estivéssemos mesmo juntos, coisa que já vi que foi um erro, não te deveria respeito, porque em nenhum momento te desrespeitei e, se for para estragar minha noite, fique longe, eu vou me divertir com meus amigos.
E respondendo sua pergunta, vou fazer um sorteio para ver com qual deles vou dormir esta noite, tchau.
Deixei ele lá falando sozinho e fui com meus amigos, até um bolo trouxeram.
Foi uma festa animada, era de madrugada quando voltei para o safira, Gabriel estava lá encostado no caminhão me esperando, cheguei perto.
E disse:
— Quer me revistar para ver se tem alguém dentro do meu bolso?
— Por que você não me disse ser seu aniversário?
— Porque, como sempre, você já vem me agredindo e não me dando tempo de falar, então prefiro deixar você pensar o que quiser.
Em poucos passos, ele chega onde estou e me abraça.
— Fiquei louco de ciúmes e falei o que vem na cabeça, não consigo aceitar que vou ter que dividir você com este bando de homens.
— Eles são meus amigos, ou você aceita, ou me deixa em paz, porque não vou me afastar de nenhum deles, demorei demais para conquistar meu espaço e nem você, nem ninguém vai me tirar isso agora.
Gabriel continua abraçado comigo, não o afastei porque, por mais louco que possa parecer.
Eu até queria acreditar que um dia ele vai mudar e vai me aceitar como sou, não vou mudar meu jeito de viver por ninguém, se ele quiser estar comigo, vai ter que aprender a me respeitar.
Gabriel resolve falar:
— Vou fazer o que puder para aceitar esta situação, mas sou homem e não gosto de dividir o que é meu com ninguém.
— Vou falar de novo, não sou sua, se a gente ficar junto, vamos ser parceiros, eu não sou sua dona e nem você é meu dono. E isso não quer dizer que aceite traição, porque não aceito. Só quero respeito e confiança, vai ter que confiar que não vou sair com cada amigo meu, entendeu ou vou ter que explicar melhor?
— Quer dizer, não vou transar com você e também não posso fazer isso com outra?
— Basicamente isso, Gabriel, e ainda vai ter que confiar que não estou saindo com o pátio inteiro.
— Juro me comportar e te respeitar, posso te dar um beijo agora.
— Pode, assim vou dormir com seu gosto na minha boca, predador.
Nos beijamos e Gabriel foi para o caminhão dele, sei que isso não vai dar certo, ele é o que é e não vai mudar, mas assim mesmo vou tentar, só para não me sentir frustrada por não tentar.
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Atualizado até capítulo 38
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