Gabriel beija bem

Vi que perdi a guerra e fui com os dois.

Fizemos os pedidos e sentamos. No começo, eu estava muito tensa, mas tubarão começou a conversar e contar histórias engraçadas que ele diz ter passado na estrada e, quando vejo, estamos rindo e comendo juntos.

Gabriel entra na brincadeira contando algumas coisas da vida dele e de repente viram ambos querendo saber algo de mim.

— Nós te contamos coisas nossas, agora é sua vez.

 Fala tubarão.

Gabriel concorda.

— Verdade, tubarão, só nós falamos até agora, falta você, Meg.

Tento sair de boa dos dois.

— Sou muito nova na estrada, não tenho nada para contar.

Tubarão diz:

— Fala para a gente, qual foi a primeira coisa que você lembra quando começou a viajar com seu pai.

Não posso falar para eles, porque a primeira coisa que lembro é meu fascínio pela Scania azul do Gabriel.

Fiquei nervosa e me levantei, com os dois olhando para mim, virei as costas e fui embora sem dizer nada.

Quando dou por mim, estou perto da safira e chega Maurício correndo e fala.

— Desculpa, não quis tocar em um assunto delicado, não pretendia te magoar.

— Vou te falar a primeira lembrança que tenho da estrada para ver se você consegue me entender.

Olhei para ele e, já chorando, falei:

 — A primeira lembrança que tenho é o momento em que vi uma certa Scania azul durante muito tempo. Eu não via a hora de chegar aqui no posto para ver se ela estava aqui.

-Nossa, sereia, como eu poderia saber, acho que vocês precisavam conversar e resolver este sentimento que com certeza vocês sentem um pelo outro.

— Não tem sentimento, ele só me vê como a mulher que “dá” para todos, menos para ele. Eu só machuquei o ego do macho alfa e agora ele fica tentando me levar para a boleia dele a todo custo, isso não é amor, é posse.

— Sereia, acho que você está equivocada, ele gosta de você, já apanhei dele duas vezes por este motivo.

— Não, você apanhou dele porque ele acha que você conseguiu o que ele não consegue, só por isso e não vamos falar mais neste assunto, a chave da safira está aqui e fui…

Maurício fica olhando Meg se afastando e pensa:

São dois idiotas, se gostam, mas não sabem conversar, mas acho melhor eu não me meter, se eles tiverem que ficar juntos, vão ficar.

**4 meses depois.

Estou entrando de férias da faculdade.

E vou dar férias para o Maurício, vou assumir minha safira, ainda não descobri o segredo dele, mas é alguma coisa séria e ele tem vergonha. Mas na hora certa ele me conta. Peguei o Uber e fui até o posto, cheguei cedo e fui sentar em frente ao restaurante. Vi a Scania Azul parada no pátio, mas não vi Gabriel, de repente vejo um movimento e ele está se pegando com uma mulher e vão na direção da menina, não estou acreditando que vou ter que presenciar isso.

Tento sair em silêncio, mas ele me vê e larga a mulher e vem na minha direção.

— Meg não é nada do que você está pensando.

— Vai lá com sua amiga, eu não tenho nada a ver com sua vida particular.

Ele tenta me segurar, mas fujo, para não ter que falar com ele. Vi o tubarão chegando e faço sinal, ele abre a porta e eu subi na safira já chorando.

— O que aconteceu?Meg.

— Não foi nada.

— Como não foi nada e você está chorando assim.

— Vi Gabriel com uma mulher e fiquei chateada.

— Nossa, Meg que situação chata, mas você não quer nada com ele, então não pode se doer.

— Você tem razão, mas fiquei chateada.

Aviso Maurício que estou de férias e por isso estou dando férias para ele.

E assim assumo meu caminhão de novo. Maurício vai embora e eu fiquei ali pensando se desço e vou ao restaurante ou fico aqui fechada no caminhão. Liguei a safira e fui tomar café no posto da frente. Ai, lembro da rota alternativa que meu pai fez há um tempo, procurei no porta-luvas e achei, vou fazer esta rota, não quero mais ver Gabriel.

Faz uma semana que estou nesta rota, só tem uma coisa chata, meus amigos estão todos na outra, então não vejo ninguém, não posso falar no radioamador porque ele também está lá, mas tem que ser assim.

Gabriel fala no rádio amador:

— Amigos, alguém tem notícias da sereia? Faz uma semana que não vejo nem ela e nem o tubarão.

— Predador, fica tranquilo, está tudo bem com ela. Sereia só trocou de rota.

— Obrigado, irmão, você sabe qual rota ela está fazendo?

— A rota alternativa que o pai dela fez, lembra?

— Agradecido, câmbio, desligo.

Vamos, menina, para a rota alternativa, vamos achar nossa Sereia.

Vou para a rota, mas como não sei se ela está indo ou voltando, fiquei parado no posto. Já ganhei bastante este mês, posso parar e esperar. Se ela estiver indo só amanhã, se ela estiver voltando, chega para o jantar, enfio meu caminhão de um jeito que fica escondido e espero. Perto de 18:00, vejo a safira, chegando ela para e desce com a roupa na mão para ir tomar banho, está sozinha. Esperei até ela sair do banheiro, venho de mansinho e peguei na cintura dela, que dá um grito.

— Sou eu. Sereia.

— Gabriel, me solta, cadê sua amiga?

— Quero você, Meg, ela foi só uma distração porque não tenho você, eu precisava relaxar, mas se você me aceitar nunca mais vai ter outra.

— Gabriel, eu não posso, me solta, por favor.

Mas Gabriel desce a mão pelo meu quadril e me faz sentir o tanto que mexo com ele, se aproxima e beija meu ombro.

— Sereia, você cheira bem demais.

Passa a mão no meu cabelo e me puxa mais perto, desce a mão acariciando meu rosto e me dá um beijo na testa.

— Abre os olhos, sereia, me deixa ver esses olhos lindos me olhando, vou te beijar, não foge de mim.

— Gabriel, para, nós não vamos dar certo.

Mas ele se aproxima e me beija, eu não consigo impedir, me entrego ao beijo dele, sonhei tantas vezes com este beijo que é como se já tivesse acontecido, passo as mãos nos cabelos dele e estou quase perdida, aí me lembro dele se pegando com

a puta no posto e eu estou fazendo o mesmo, me afasto dele e fujo.

“Gabriel”

Fico olhando ela fugir de mim, mas desta vez foi diferente, ela me beijou.

Comecei a rir sozinho, este mês promete, vem passando um caminhoneiro e me vê rindo sozinho.

Me pergunta.

— Você está bem?

— Estou ótimo, estou no céu.

Dou uma risada para ele e vou para meu caminhão.

De onde estou estacionado, vejo o caminhão dela, então sei que Meg não saiu jantar, vou levar a janta para comer com ela.

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