“Gabriel”
Na segunda-feira, estou em frente ao refeitório e vem na minha direção o tubarão, continuo com meu ego ferido. Meg deu a toalha dela para limpar o corte da testa dele e foi embora com ele, tento sair, mas.
Tubarão me chama:
— Predador espera.
— O que você quer?
— Calma, não quero brigar, só vou te dizer uma coisa.
— O que você vai me dizer? Que você vai ficar com minha mulher?
— Que você é um idiota, você vai perder a sereia, mas não é para mim, é para você mesmo.
— Como assim? Como posso perder para mim mesmo?
— Poise deveria ser difícil, mas é o que vai acontecer, se você não enxergar a mulher que a sereia é e parar de ser estúpido, pensa no que estou te dizendo e vê se sábado age diferente com ela.
Começo a pensar no que tubarão me disse e me prometo agir diferente com minha mulher, ela é minha e ninguém vai me tirar, vou lutar até o fim por ela.
Mas chega sábado e ela não aparece, fico parado perto do caminhão da Meg e vai ficando tarde e nada, começo a ter ideias tortas.
“Ela deve estar com os amigos de faculdade, na esbornia”
Será que está transando com algum deles? Vou matar qualquer um que se atrever a tocar nela. Será que aconteceu alguma coisa pior? Acho que vou ligar para o João, quando pego o celular para ligar, vejo ela chegando.
Fico tão aliviado, que atravessei o pátio e abracei ela. Meg se debate e pede para eu soltar, soltei e aí abri minha boca grande e nervoso, falei um monte de besteira. E consegui afastar Meg de mim mais um pouco, estou com vontade de me bater porque agora entendi o que tubarão falou, vou perder minha mulher para mim mesmo, sou realmente idiota. Ela toma o café e passa por mim, vai embora sem me olhar na cara, eu estou merecendo, mas vou consertar. À noite estarei aqui te esperando e vou consertar tudo.
“Meg”
Faço minha entrega e marquei um almoço com meus amigos estradeiros.
No posto 53, cheguei e, quando vi meus amigos, abri um sorriso e esqueci minha canseira, almoçamos.
E ficamos jogando conversa fora porque, de sábado à tarde, está todo mundo parando, quando voltei para
a safira já eram quase 14:00, resolvi dormir um pouco, porque estou virada.
Quando acordei e olhei para fora, já é noite, e fiquei onde estou, fui tomar meu banho, fui jantar e voltei a dormir.
Perto das 02:00, meu celular despertou e peguei a estrada, porque tenho que ir carregar e ainda voltar para entregar.
Passei pelo posto de costume perto das 05:00, mas não parei, na volta tomo meu café, fui direto carregar e perto das 07:00 parei no posto para tomar um café rápido, já estou atrasada.
Vejo Gabriel vindo na minha direção.
Está descabelado e fora de si.
— Onde você estava? Achei que tinha sofrido algum acidente, nem seus amigos conseguiram me dizer onde você estava.
— Gabriel, para de me vigiar não, preciso de babá.
Tentei passar por ele e ir comer, porque já estou ficando atrasada.
— Meg eu me preocupo com você.
— Sei me cuidar, se você se preocupasse comigo, não ficava só pensando com quem estou transando, que só com você que não vou para a cama, vê se não enche meu saco, estou cheia das suas desconfianças sem fundamento.
Virei as costas e fui embora antes que começasse a chorar na frente dele.
Deu tudo certo, consegui fazer a entrega e estou chegando de volta no posto onde devo passar o caminhão para Maurício. Fui almoçar e descansar porque ele chega bem de tardinha.
Parei a safira e, quando desci, até dou um suspiro, lá está Gabriel de novo, cheguei perto dele, abre um sorriso que por uns momentos me perco naqueles olhos negros que quase consigo me ver refletida.
— Oi, Gabriel, por favor, não estou a fim de brigar.
— Oi, Meg, você está linda.
— Nossa! Você conseguiu me elogiar, sem me ofender.
— Estou tentando, não estraga tudo.
— Eu que estrago tudo? Você que vive me acusando de coisas sem sentido. E outra coisa, você não trabalha mais, ou virou sócio deste posto?
— Estou organizando meu tempo para poder estar perto de você, porque quero que você me conheça melhor.
— Tenho que te conhecer melhor? E, por um acaso, você acha que me conhece?
Vejo o tubarão chegando e vou ao encontro dele.
— Chegou cedo, está tudo bem?
— Sim, sereia, tudo bem? Oi, Gabriel.
— Oi, tubarão, Gabriel responde de má vontade.
— Maurício estava indo comer alguma coisa, por que não tive tempo de almoçar, me acompanha?
Tubarão olha para mim e para o Gabriel e fala:
— Claro, sereia, vem conosco, Gabriel?
Respondo antes dele:
— Acho que o Gabriel tem mais o que fazer, não é mesmo Gabriel?
— Vou com vocês, já acabei meu dia por hoje, é bom conversar um pouco e conhecer as pessoas melhor
não é tubarão?
— Claro, Gabriel, se a gente não conhece as pessoas, pode ter uma impressão errada delas, vamos.
Eu tentei fugir:
— Vão vocês dois, então que perdi a fome.
Eles respondem junto:
— De jeito nenhum.
Olhei de um para o outro, acho que tem um complô.
Tubarão fala:
— Você quem disse que está sem almoço. Nós só vamos te acompanhar, não é Gabriel?
— Claro, não podemos deixar uma moça tão bonita comer sozinha.
— Vamos antes que Gabriel abra a boca dele e me tire o resto do apetite.
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Atualizado até capítulo 38
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