Maria o amor da minha vida

Pego na mão dele e vamos ver o show, ele me abraça por trás e assim fica o show inteiro. Eu não consigo me concentrar em outra coisa que não no corpo quente dele encostado nas minhas costas.

Na hora em que o show acabou, ele me dá um beijo na nuca e diz:

— Você quer conhecer minha boleia?

Comecei a tremer, consegui e agora? Vou ou não vou… Penso alguns segundos e lembro da minha irmã falando que eu não dou conta, balanço a cabeça confirmando, não falo para ele não perceber o tanto que estou nervosa.

Me abraça e vamos até o caminhão dele, chegando lá, me beija e me deixo envolver pelo calor que ele emana para mim. Me diz:

 — Você realmente quer isso?

Olho para ele e penso em desistir. Mas não vou, hoje deixo de ser virgem, levei as mãos na camisa dele e comecei a abrir os botões. Como se eu tivesse dado um sinal verde, ele abre a porta do caminhão e me põe lá dentro, sobe em seguida e me leva para dentro. 

Tira minha blusa e toca meus seios com suavidade. Começa me beijando e vai descendo até chegar no meu seio e chupa me deixando em chamas parece que as mãos dele se multiplicam, sinto elas por todo meu corpo.

De repente, ele senta e me põe a cavalo no colo dele. Sinto o pau dele no meio das minhas pernas e ele direciona e começa a me penetrar. Sinto uma dor.

Ele para e começa me beijar de novo, eu fico excitada e ele acaba me penetrando. Depois disso, não sinto mais dor, só uma vontade louca de me balançar em cima dele.

— Vai, minha deusa, cavalga em mim.

Eu só escuto e continuo em um frenesi absurdo, de repente meu corpo começa a tremer e eu derreto nos braços dele.

Quando tudo passa, ele continua abraçado comigo e começa me beijar e fazemos de novo.

Amanhece e eu continuo nos braços dele, não sei exatamente o que fazer.

— Por que você não me disse que era sua primeira vez, Maria?

— Fiquei com medo de você desistir.

— Me senti honrado por você ter me escolhido, só tem um problema, acho que não vou conseguir ficar sem você.

— Vamos deixar assim, João, mais um pouco.

— Quantos anos você tem?

— 17, faço 18 no fim do ano.

— Fica tranquila que vou voltar, me espera.

Me visto e saio da boleia dele e fui direto para o serviço, vejo ele ligando o caminhão e seguindo seu caminho.

Ele ficou quase um mês sem passar de novo, achei que tinha me esquecido, mas eu não consegui esquecer João, e tem outra coisa, namorei ele sem proteção e estou grávida, não contei para minha irmã ainda, mas vou ter que contar.

Quando olho para fora e vejo o caminhão dele parando, me dá até taquicardia, será que ele vem falar comigo ou sou só uma transa? Ele desce e vem quase correndo na minha direção, nem me cumprimenta, atravessa o restaurante, me abraça e tasca um beijo.

— Desculpa a demora, Maria, me enrolei com algumas entregas, mas vim para te buscar, não posso ficar longe de você.

— João, vou com você para qualquer lugar, estou grávida.

— Agora que não te deixo aqui de jeito nenhum.

Daí por diante, avisei minha irmã e fui com ele, só parei os três meses para esperar minha filha crescer um pouco e voltei para o interior do caminhão.

**Nos dias atuais

“Ema”

Estou em casa esperando a ligação do João Ricardo, ele acha que todo mundo tem que esperar ele ter tempo.

O celular toca:

— Alô, João Ricardo.

João Ricardo, 40 anos, olhos verdes, 1.80, caminhoneiro de perecíveis.

— Fala Ema, o que está acontecendo?

— Você precisa vir conversar com sua filha, ela está com a ideia fixa de virar caminhoneira, eu não consigo fazê-la ver que isso é uma besteira sem tamanho.

— Ela só tem 15 anos, você não acha que está exagerando?

— Quando você vem para nossa região? Passa aqui e tenta falar com ela.

Eu não contei para elas, mas estou fazendo uma linha que passa perto da cidade delas toda semana.

— Vou estar passando por aí semana que vem, tenho uma carga aí perto. Assim que estiver chegando, te aviso.

— Ok, te aguardo, mas vem mesmo. Esta menina parece demais com você, não vou conseguir segurá-la aqui.

— Você fala como se tivesse tido tempo de me conhecer, me viu umas três vezes.

— Te vi cinco vezes e foi o suficiente para ver que minha irmã havia entrado numa fria.

— Tchau, Ema, descanse em paz.

Desliguei o celular e sinto vontade de gritar. Sinto tanto sua falta, amor.

 Vou ter que ir lá, encarar sua irmã e ver o que faço com nossa filha, ela me lembra tanto você que chega a doer e sua irmã diz que ela parece comigo.

“Ema”

Estou aqui esperando o meu cunhado me ligar e começo a lembrar o dia do acidente. Naquele dia, o telefone tocou, eu ainda estava dormindo, atendi sonolenta e é o João.

— Ema, preciso te contar uma coisa.

— João Ricardo, o que aconteceu? Cadê Maria?

Parece que ouço ele chorando, fico desesperada, comecei a gritar com ele.

— Fala comigo, João, o que aconteceu, cadê a Maria e a Meg?

— Vou te dar uma localização, vem para cá. Ema, por favor.

Pego a localização, é uma cidade no interior de Minas, três dias de viagem.

Mas vou de avião, para chegar rápido.

Cheguei e fui direto ao hospital. Vejo João sentado em um banco em frente, me aproximo e chamo:

— João, me fale o que aconteceu.

Ele me olha, mas parece não me ver, dou um empurrão nele, e falo de novo.

— João, o que você fez com minha irmã e minha sobrinha?

Ele levanta, me braça e chora e começa a falar.

— Foi culpa minha. Ema, matei minha mulher.

— Como assim? Me explica.

— A pista estava molhada, perdi a direção e descemos o barranco. Consegui controlar o caminhão, mas Maria e Meg estavam dormindo na cama e, nas pancadas que deu, Maria quebrou o pescoço e Meg está na UTI com várias fraturas.

— O que você quer de mim? Perdão? Você acaba de matar minha irmã. 

— Quero que você cuide da Meg, eu não consigo, não posso enterrar Maria. 

— Tá bom, faço qualquer coisa pela minha sobrinha.

A partir desse dia, eu cuidei e criei Meg como se fosse minha filha. Agora ela quer ir com o pai, quer seguir o destino da ingrata da mãe dela, simplesmente quer me abandonar como a mãe dela fez. Espero que João Ricardo tenha juízo e me auxilie a convencê-la a ficar aqui e estudar, a estrada não é lugar para mulher.

Liguei para João em um sábado, já estamos chegando no outro sem notícias, será que ele vem? Não falei nada para a Meg, de repente ele não vem e ela vai ficar mais revoltada ainda. Ouço parar um caminhão, será que é João?

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