capítulo 11 - catástrofe

Ao puxar a maçaneta dourada, a porta rangeu suavemente, revelando um espaço que tirou meu fôlego.

Diante de mim, erguia-se uma biblioteca colossal, com estantes de madeira escura que pareciam tocar o teto abobadado, enfeitadas com detalhes dourados que refletiam o brilho suave dos lustres flutuantes. As prateleiras estavam abarrotadas de livros de todas as cores e tamanhos, alguns encadernados em couro surrado, outros reluzindo como se fossem novos. O aroma de papel envelhecido e tinta fresca pairava no ar, criando uma sensação acolhedora e misteriosa ao mesmo tempo.

No centro do salão, um longo corredor separava as fileiras de estantes e levava até um conjunto de mesas de mogno polido. As cadeiras acolchoadas em veludo escuro estavam estrategicamente posicionadas ao redor das mesas, que eram dispostas em frente a uma gigantesca janela de vidro ornamentado. A vista era algo que nunca havia presenciado antes: um céu vasto, tingido de azul e roxo, como se o pôr do sol tivesse se congelado no tempo. Pequenas luzes brilhavam ao longe, como estrelas distantes misturadas ao horizonte.

Caminhei entre as estantes, deslizando os dedos pelas lombadas dos livros, lendo os títulos que variavam desde tratados sobre magia antiga até histórias de reis e heróis caídos. Mas o que realmente me chamou a atenção foi um volume de capa escura, quase preta, com inscrições douradas desbotadas pelo tempo: Relíquias Perdidas e Suas Localizações. Meu coração disparou. Se eu iria viver nesse mundo, era melhor estar preparada.

Abri o livro e folheei suas páginas amareladas. Entre as várias relíquias descritas, uma me prendeu a atenção. Sua origem era desconhecida, mas sua localização era clara: uma mina abandonada, dada como sem valor dentro do Ducado D’Velóis, a terra da qual eu renasceria como Maryelle. Segundo o texto, essa relíquia misteriosa possuía um poder peculiar – ele lhe amplificaria sua capacidade de percepção. era capaz de revelar verdades ocultas, trazendo à tona as verdadeiras intenções de alguém.

Pensei no valor desse objeto. Saber a verdadeira intenção de alguém poderia me livrar de possiveis perigos, afinal, não sabia em que tipo de coisas eu iria passar nesse mundo. Mas sabia que essa poderia ser a chave para sobreviver nesse mundo. Eu definitivamente iria atrás dessa relíquia.

Continuei explorando, pegando outro livro cuja capa brilhava em um tom prateado suave. O título me fez hesitar: Profecias e O Fim dos Tempos. Meu estômago revirou, mas abri o livro, determinada a entender o que realmente ameaçava esse mundo. Eu lembrava apenas de um romance tóxico entre a santa e o imperador, algo que poderia causar problemas ao império, mas não destruir tudo.

Meus olhos correram pelas palavras, devorando as descrições de eventos futuros. E então, parei. Meu sangue gelou. As páginas detalhavam um desastre de proporções inimagináveis, algo muito além de um simples colapso político.

Soltei o livro e levei uma das mãos à boca, sentindo-me tonta.

Isso não era apenas sobre um romance fracassado. Não era apenas sobre política.

Era sobre o fim do mundo.

E eu não sabia como seria capaz de impedir tal desastre.

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