Capítulo 19

Anderson:

O dia do chá de revelação finalmente chegou, e eu nunca tinha me sentido tão ansioso na minha vida. Júlia estava radiante, mesmo insistindo que estava enorme e inchada. Para mim, ela estava mais linda do que nunca.

Nossa casa estava cheia de amigos e familiares, todos animados e curiosos para descobrir o sexo dos nossos bebês. Balões em tons de azul e rosa estavam espalhados pelo jardim, e a mesa estava decorada com doces e bolos temáticos.

Eu mantinha uma mão na cintura de Júlia enquanto ela sorria para as fotos, mesmo que de vez em quando me lançasse um olhar de "me tira daqui". Ela nunca foi fã de ser o centro das atenções, mas hoje era um dia especial.

— Prontos para descobrir? — Mariana, minha irmã e melhor amiga de Júlia, perguntou com um sorriso animado, segurando um grande balão preto que tinha "menino ou menina?" escrito em dourado.

Eu olhei para Júlia e segurei sua mão, sentindo seu nervosismo.

— Preparada, amor? — perguntei baixinho, e ela assentiu.

— Mais do que nunca.

Pegamos juntos o alfinete dourado que Mariana nos entregou. Fizemos uma contagem regressiva junto com os convidados e, no "três", estouramos o balão.

Confetes azuis e rosas voaram para todos os lados.

Um casal.

Um menino e uma menina.

A multidão explodiu em gritos de comemoração, e eu senti meu coração acelerar de pura emoção. Olhei para Júlia, que tinha lágrimas escorrendo pelo rosto, e beijei sua testa com carinho.

— Um casal, meu amor. Temos um casal! — minha voz saiu embargada, porque a verdade era que eu nunca havia sentido tanta felicidade antes.

— Anderson, eu não acredito! — ela riu em meio às lágrimas, me abraçando apertado.

Nossos pais vieram nos abraçar, nossos amigos comemoravam e Mariana já gritava que ia mimar os dois até não poder mais.

Olhei ao redor e percebi que esse era o momento mais feliz da minha vida. Júlia estava nos meus braços, carregando nossos filhos, e nós éramos cercados por pessoas que nos amavam.

Nada no mundo poderia ser melhor do que isso.

Depois da explosão de confetes e da euforia geral, Mariana pegou o microfone para organizar o momento do nosso discurso. A essa altura, eu já tinha perdido a conta de quantos abraços e parabéns recebemos.

Peguei a mão de Júlia e a levei até o centro do jardim, onde todos esperavam. Ela ainda tinha os olhos brilhando de emoção, e eu sabia que, se eu começasse a falar demais, não seguraria a emoção também. Respirei fundo e olhei para todos ao nosso redor.

— Antes de qualquer coisa, quero agradecer a cada um de vocês por estarem aqui conosco nesse momento. Júlia e eu passamos por muita coisa até chegarmos aqui, e poder dividir essa felicidade com as pessoas que mais amamos é um privilégio.

Parei por um momento, sentindo o aperto da mão de Júlia na minha.

— Quem nos conhece sabe que esse sonho não foi fácil. Foram anos de tentativas frustradas, medos, inseguranças e momentos em que achamos que não conseguiríamos. Mas Júlia... — olhei para ela, sentindo meu peito transbordar de amor — ... minha mulher incrível, minha guerreira, nunca desistiu. Ela enfrentou tudo com uma força que eu nunca vi igual.

Ela fungou baixinho, limpando uma lágrima que escorreu, e eu sorri antes de continuar.

— Hoje, estamos esperando nossos dois pequenos milagres. Nossa luz, nossa esperança, nosso presente mais precioso.

As pessoas aplaudiram, e Júlia apertou minha mão antes de pegar o microfone.

— Bom... — ela riu baixinho, visivelmente emocionada. — Eu queria dizer que Anderson exagera quando diz que eu sou forte. Porque se eu sou, é porque ele esteve comigo o tempo inteiro. Ele nunca me deixou desistir, mesmo quando eu queria.

Ela olhou para mim, e naquele momento, só existíamos nós dois.

— E é por isso que nossos filhos se chamarão Íris e Ravi. Porque ambos os nomes significam luz, e é isso que eles são para nós.

Um coro de "own" e mais aplausos tomou conta do jardim. Minha sogra enxugava os olhos, Mariana sorria emocionada, e eu... eu só podia sentir meu coração bater descompassado, porque eu nunca tinha amado tanto uma mulher como amava Júlia naquele momento.

Beijei sua testa demoradamente, sentindo a verdade das palavras dela. Sim, Íris e Ravi eram nossa luz. Mas Júlia sempre seria o meu sol.

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Comments

Ana Lucia Jambeiro Alves

Ana Lucia Jambeiro Alves

Maravilhoso

2025-02-10

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