Anderson:
Hoje, o trânsito em Florianópolis estava caótico, o que resultou em eu chegar em casa somente às sete da noite, ao invés das cinco. Estacionei na garagem ao lado do carro da Júlia e entrei, mas não a vi na sala. A TV estava ligada exibindo um desenho feito para cachorros, e a Flora estava lá assistindo.
— E aí, garotona. — acariciei seu pelo macio, que estava assim porque ela havia ido ao pet shop. — Onde está sua mãe?
Ela balançou o rabo e latiu. Subi as escadas e me dirigi à segunda porta à direita, que dava no nosso quarto. Notei que a porta do banheiro estava entreaberta e decidi entrar.
Encontrei Júlia relaxando na banheira, com os olhos fechados.
— Oi, meu amor. — ela me cumprimentou já sabendo que era eu.
— Oi, meu bem.
Tirei a roupa e deixei minha carteira sobre a pia, preparando-me para me juntar a ela. Entrei na banheira e a puxei para mais perto de mim. Ela ficou de costas, e ao beijar seu ombro, senti sua pele arrepiar. Ficamos um tempo assim.
— Sei o que você está tentando fazer. — murmurei, mordiscando o lóbulo da sua orelha ao perceber que ela se encolheu.
Júlia soltou uma risada baixa, inclinando a cabeça de leve para o lado, me dando mais acesso ao seu pescoço.
— E o que eu estou tentando fazer? - A voz dela saiu manhosa, cheia de provocação.
Deslizei minhas mãos por sua cintura, segurando-a firme contra mim, sentindo o calor do seu corpo contrastar com a água morna da banheira.
— Tá querendo me deixar louco. – sussurrei contra sua pele, deixando um beijo demorado na curva do seu ombro.
Ela riu de novo, mas dessa vez foi um riso carregado de desejo.
— E se eu estiver?
Virei seu rosto de leve para poder encará-la. Seus olhos estavam brilhando, e sua boca entreaberta parecia um convite.
— Então você conseguiu.
Minhas mãos deslizaram automaticamente para sua cintura, segurando-a firme enquanto ela se movimentava devagar, provocando ainda mais minha excitação. O contato quente e escorregadio da água só tornava tudo mais intenso, e o jeito que Júlia mordia o lábio, olhando para mim com aquele brilho nos olhos, me deixava completamente insano.
— Você tá brincando com fogo, meu amor — murmurei contra sua boca, deslizando os dedos molhados pelas suas costas até apertar sua bunda.
— E se eu quiser me queimar? — Ela provocou, rebolando devagar sobre mim, me arrancando um gemido baixo.
Segurei seu rosto entre as mãos, aprofundando o beijo com ainda mais intensidade. Meu pau pulsava entre nós, e cada movimento dela tornava a espera ainda mais torturante.
— Então eu vou fazer questão de incendiar você inteira.
Entrei nela de forma intensa, fazendo-a gemer e revirar os olhos. Como minha mulher era gostosa, puta que pariu! Com todo o cuidado, a peguei no colo e a levei para o quarto, colocando-a delicadamente na cama, onde a penetrei ainda mais fundo.
Movimentei-me rapidamente, segurando sua cintura enquanto me aprofundava. Seus gemidos eram como música para mim. Sempre foram.
Até que, de repente, ela gritou. Saí de dentro dela, preocupado, enquanto a via se encolher na cama, segurando a barriga.
— Eu te machuquei, amor?
— Eu… — Júlia tentou falar, mas fechou os olhos com força, o rosto contorcido de dor.
Meu coração disparou. Ela segurava o estômago com ambas as mãos, os dedos pressionando a pele como se tentasse conter algo.
— Júlia, fala comigo! O que tá acontecendo? — Toquei seu rosto, mas ela mal conseguia responder.
— Amor … tá doendo. Tá doendo muito! — A voz dela saiu embargada, e eu vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto.
Pulei da cama e vesti rapidamente minha calça de moletom. Meu peito estava apertado, o pânico crescendo conforme via Júlia se contorcer ainda mais.
— Vou te levar pro hospital agora!
Ela tentou protestar, mas outro gemido de dor tomou conta dela. Não esperei mais um segundo. Corri para pegar uma vestido no closet e depois peguei-a nos braços, ignorando qualquer resistência, e saí às pressas do quarto.
— Aguenta firme, meu amor. Tô aqui com você. — sussurrei, tentando esconder o desespero na minha voz enquanto corria para o carro.
Dirigi feito um louco, mas ainda assim tentando manter o controle para não causar um acidente. Meu coração martelava no peito a cada gemido de dor que Júlia soltava ao meu lado.
— Aguenta só mais um pouco, amor. Já estamos chegando.
Assim que parei o carro na frente do hospital, desci e corri para o lado dela, abrindo a porta e a pegando nos braços. Júlia tremia, os olhos apertados pela dor, a testa suada.
— Alguém me ajuda aqui! — gritei ao entrar pelas portas do pronto-socorro.
Uma enfermeira veio rapidamente com uma maca, e eu deitei Júlia ali, segurando sua mão enquanto ela arfava.
— O que aconteceu? — a enfermeira perguntou, já a empurrando para dentro.
— Ela estava bem, e de repente começou a sentir uma dor insuportável no estômago!
— Vamos levá-la para exames. O senhor pode esperar na recepção.
— Eu quero ir com ela!
— Assim que tivermos informações, chamaremos o senhor.
Minhas mãos estavam suando enquanto via Júlia sumir pelo corredor, cercada por médicos. Eu queria gritar, queria ir atrás dela, mas sabia que só atrapalharia.
Respirei fundo e me joguei numa das cadeiras da recepção. Meu joelho balançava sem parar, e minha mente estava um caos.
Pelo amor de Deus, que não seja nada grave.
.........
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 24
Comments
Josianny Josi
há autora por favor ajude
q ela não perca o bb 😪😪
2025-02-04
1
Vanessa Costa
tomara q ela não perca o bebê
2025-02-14
1