Júlia:
A manhã nasceu radiante, o céu sem nuvens e o sol refletindo sobre o mar calmo. Era o dia perfeito para o nosso passeio de lancha. Fazia tempo que não fazíamos algo assim, todos juntos, e eu queria aproveitar esse momento sem pensar nos problemas que Anderson e eu carregávamos.
— Anda, dorminhoca. — Mariana surgiu no quarto, me cutucando com um sorriso travesso. — Todo mundo já está lá embaixo, só faltam vocês dois.
— Já estamos indo. — Respondi, me espreguiçando e lançando um olhar para Anderson, que ainda estava deitado, encarando o teto.
— Bom dia, meu amor. — murmurei, me inclinando para beijá-lo.
Ele sorriu de canto, segurando minha cintura.
— Bom dia, minha linda.
Depois de um banho rápido e roupas leves, descemos para encontrar nossos amigos. A animação já tomava conta do grupo. Paulo e Roberto estavam organizando os equipamentos de pesca, Elizeu verificava o cooler cheio de bebidas, e as crianças corriam de um lado para o outro.
— Vamos logo, quero pegar um peixe gigante hoje! — Paulo exclamou empolgado.
— Ou acabar com outro anzol preso na camisa? — Daniele provocou, arrancando gargalhadas de todos.
Flora pulou ao nosso redor, abanando o rabo, e eu sorri. A energia do grupo era contagiante.
Subimos na lancha e partimos, sentindo o vento fresco no rosto enquanto navegávamos para alto-mar. A sensação de liberdade, a água cristalina e o cheiro salgado do oceano eram revigorantes.
— Vou pescar o maior peixe, anotem! — Elizeu anunciou, jogando a linha na água.
— Aham, claro. — Mariana riu.
Anderson e eu sentamos próximos à borda da lancha, observando a movimentação. Era bom vê-lo se divertir, descontraído, sem aquela sombra de preocupação que sempre nos acompanhava.
— Você quer tentar? — ele perguntou, me oferecendo uma vara de pesca.
— Acho que sou melhor torcendo do que pescando. — Brinquei.
— Vamos lá. — Ele pegou minha mão e posicionou a vara, me ajudando com os movimentos. Sua proximidade fez meu coração disparar, lembrando de como, antes de tudo, éramos apenas nós dois, sem a dor que nos rondava.
Ficamos ali, lado a lado, curtindo o momento. Depois de um tempo, Paulo conseguiu fisgar um peixe grande, e o grupo comemorou como se fosse um troféu. Entre risadas e zoações, decidimos que era hora do churrasco.
Enquanto os homens preparavam a grelha improvisada na lancha, Daniele, Mariana, Jaqueline e eu arrumávamos os acompanhamentos. O cheiro da carne assando misturava-se com a brisa salgada do mar, e o som das conversas e gargalhadas preenchia o ar.
— Isso aqui é vida! — Mariana suspirou, bebendo um gole de cerveja.
— Concordo. — Falei, olhando para Anderson, que ajudava Roberto a cortar a carne. Ele me flagrou observando e piscou, um sorriso leve nos lábios.
Pela primeira vez em muito tempo, senti que talvez estivéssemos nos reencontrando. Talvez, entre o mar, a pesca e o churrasco, estivéssemos nos lembrando do que realmente importava.
E talvez… isso fosse um bom começo.
Depois do churrasco, enquanto todos ainda estavam jogando conversa fora, levantei e fui até onde Flora estava, deitada tranquilamente no cantinho da lancha.
— Hora do seu almoço, garotona. — Abri o potinho de ração e coloquei na vasilha, vendo seu rabo balançar animada antes de ela começar a comer. Acariciei sua cabeça e sorri.
Quando voltei, Anderson e os outros já estavam se preparando para entrar no mar. Mariana, Daniele e Jaqueline já haviam pulado, rindo como duas adolescentes, enquanto Paulo e Roberto brincavam com as crianças na água rasa.
— Vamos? — Anderson perguntou, estendendo a mão para mim.
Assenti e segurei sua mão, permitindo que ele me puxasse para a água. O contato com o mar foi revigorante, a água morna envolvendo meu corpo enquanto Anderson me guiava para um local um pouco mais fundo.
— Vem aqui. — Sua voz soou próxima ao meu ouvido antes de me puxar delicadamente contra ele.
Com as costas coladas ao peito dele, senti seu calor me envolvendo. Anderson passou os braços ao redor da minha cintura, segurando-me com firmeza e ao mesmo tempo com carinho. O toque de seus dedos desenhava círculos suaves na minha pele, enquanto ele beijava meu ombro de leve.
— Tá gostoso? — ele murmurou, encostando o rosto no meu pescoço.
— Muito. — Fechei os olhos por um momento, aproveitando a sensação de paz.
Ele continuou fazendo carinho em mim, distribuindo beijos suaves pela lateral do meu rosto, meus ombros e minha bochecha. Seus gestos eram delicados, cheios de ternura. Um carinho que há tempos eu sentia falta.
— Senti falta disso, sabia? — Anderson disse, a voz baixa e sincera.
Virei um pouco o rosto para olhá-lo.
— Eu também.
Nos encaramos por um instante, o som das risadas dos nossos amigos ao fundo, as ondas balançando nossos corpos suavemente. Não precisávamos dizer nada, apenas sentir.
Talvez aquele momento fosse um lembrete de que, apesar de tudo, ainda éramos nós dois. Ainda existia amor. E, talvez, só talvez, pudéssemos encontrar nosso caminho de volta.
Depois de um tempo no mar, voltamos para a lancha. As crianças estavam brincando com na parte de trás, enquanto os homens organizavam as coisas para voltarmos. O sol começava a se pôr no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados.
Anderson pegou uma toalha e me envolveu com ela antes de me puxar para perto.
— Vem comigo um minutinho. — Ele sussurrou no meu ouvido, segurando minha mão e me guiando para a cabine da lancha.
Assim que entramos, ele fechou a porta e me encostou contra ela. Seu olhar era intenso, quente, carregado de desejo e algo mais profundo.
— Senti tanto sua falta, meu amor. — Ele murmurou, deslizando os dedos molhados pelo meu rosto.
Antes que eu pudesse responder, seus lábios tomaram os meus em um beijo lento e apaixonado. Anderson segurou minha cintura com firmeza, me puxando contra seu corpo ainda quente do sol. Seu beijo era profundo, como se quisesse me fazer sentir tudo que estava guardando dentro dele.
Minhas mãos deslizaram para seus ombros, sentindo seus músculos tensos enquanto seus dedos corriam pela lateral do meu corpo, encontrando a amarra do meu biquíni. Ele a puxou com destreza, deixando a peça deslizar pelo meu corpo antes de jogá-la de lado.
Seu olhar percorreu minha pele exposta, e um gemido baixo escapou de seus lábios antes de ele inclinar a cabeça e capturar um dos meus seios na boca. Soltei um suspiro, arqueando o corpo contra ele enquanto suas mãos exploravam cada centímetro de mim.
— Eu amo tanto você, Júlia. — Ele murmurou contra minha pele, me carregando no colo e me levando até a cama estreita da cabine.
Nosso sexo naquela noite não foi apenas desejo. Foi conexão, reencontro, a necessidade de nos lembrarmos de que, apesar de tudo, ainda éramos nós.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 24
Comments
Luciana
eu também acho que vão engravidar sim. eles merecem se amam. acho que oque estava atrapalhando era a ansiedade de deles ficaram tão focados que esqueceram da complexidade do momento da leveza e também o ambiente propício.
2025-02-03
1
Luciana
eu também acho que vão engravidar sim. eles merecem se amam. acho que oque estava atrapalhando era a ansiedade de deles ficaram tão focados que esqueceram da complexidade do momento da leveza e também o ambiente propício. para que aconteça com naturalidade
2025-02-03
3
F Valeria Feliciano
tem q fzr amor por prazer!! não como um compromisso pra engravidar! isso só causa frustração e tristeza qndo não conseguem, deixem o momento levar vcs ao prazer de estar um nos brçs do outro, o bb será consequência /Heart/
2025-02-16
1