Marcelo está completamente assustado. O homem com o canivete na mão permanece imóvel, com uma expressão de desprezo. Marcelo, já tremendo, suplica:
— Por favor, eu tenho família... Eu juro que vou pagar!
O homem solta uma leve risada, cheia de deboche, e responde:
— Sei... Seu passado não é muito confortável, não é, Marcelo? Faliu sua empresa, torrou toda a sua reserva financeira... Está com o nome sujo na praça.
Marcelo fica pasmo, incapaz de esconder o choque.
— Como você sabe tudo isso de mim? — pergunta ele, com a voz ainda mais tensa.
O homem revira os olhos, como se a pergunta fosse óbvia.
— Você acha mesmo que, como um agiota experiente, eu sairia dando dinheiro sem investigar antes? Você foi um alvo fácil.
Marcelo respira fundo, tentando encontrar uma saída, mas o homem não dá trégua.
— Só peguei o dinheiro emprestado para poder me mudar! — Marcelo tenta se justificar.
O homem concorda, zombando:
— Claro que sei. Você não passa de um falido de merda tentando começar de novo. Mas sabe o que é pior? Estou aqui enrolando porque meu chefe ainda não decidiu o que fazer com você.
Antes que Marcelo possa reagir, o celular do homem vibra. Ele pega o aparelho, verifica a mensagem, e sua expressão endurece.
— Bem, parece que não é a sua hora ainda...
Marcelo solta um suspiro de alívio, quase se ajoelhando em gratidão.
— Obrigado... Obrigado pela oportunidade. Prometo que vou pagar essa dívida, até o último centavo!
O homem guarda o celular e dá alguns passos em direção a Marcelo, agora com um sorriso sarcástico no rosto.
— Ah, mas você não vai sair daqui tão fácil, não.
Marcelo recua instintivamente, seus olhos cheios de pavor.
— Como assim?
O homem se abaixa, encurvando-se para ficar no mesmo nível de Marcelo, e sussurra com desprezo:
— Você vai aprender a virar homem.
Sem aviso, ele empurra Marcelo ao chão com força, desferindo o primeiro soco no estômago. Marcelo tenta se proteger, mas o homem não para. Um chute, depois outro, e Marcelo grita, implorando por piedade.
A surra é rápida, mas intensa. Quando o homem finalmente para, ele se inclina sobre Marcelo, que está ensanguentado e tremendo.
— Isso é só um aviso. Da próxima vez que a gente se encontrar, ou você paga, ou...
Ele não termina a frase. Apenas sorri, guarda o canivete e sai caminhando calmamente, deixando Marcelo estirado no chão do terreno baldio.
Marcelo, com o pouco de força que lhe resta, tenta se levantar, ofegante. Ele sabe que precisa voltar para casa e esconder tudo isso de sua família. Mas, no fundo, uma certeza amarga cresce: o pesadelo está longe de acabar.
Corta para a rua 2. Ketelin entra em casa com um sorriso no rosto, quase flutuando. Nice está na cozinha, mexendo na panela enquanto o aroma do jantar invade o ambiente.
Ketelin, animada, cumprimenta:
— Boa noite, mãezinha querida!
Nice, surpresa com o tom carinhoso, vira-se com uma expressão desconfiada:
— Boa noite, minha filha... Mas o que aconteceu pra você estar tão feliz assim?
Ketelin, radiante, quase grita:
— O Djalma me beijou!
Nice solta uma risada de felicidade e abraça a filha com força.
— Ai, meu Deus, que maravilha! Finalmente! Você merece ser feliz, minha filha!
Enquanto afasta o cabelo de Ketelin durante o abraço, Nice congela. Seus olhos se fixam em um machucado no rosto da filha. Em choque, ela a segura pelos ombros e pergunta com a voz cheia de preocupação:
— Ketelin... O que é isso no seu rosto? Quem fez isso com você?
Ketelin tenta se esquivar, olhando para o chão, e responde hesitante:
— Mãe... É uma longa história...
Nice, com a voz firme, insiste, agora quase gritando:
— Responde! Quem foi que teve a audácia de fazer isso com você?
Ketelin, com lágrimas nos olhos, sussurra:
— Foi o Wallaf...
A cozinha parece parar no tempo. Nice dá um passo para trás, processando a informação. Seu rosto muda para uma expressão de raiva incontida. Ela começa a andar de um lado para o outro, esbravejando:
— Como esse desgraçado teve coragem?! Um homem que te prometeu respeito, que subiu no altar com você! Eu vou acabar com ele, Ketelin!
Ketelin, agora chorando, implora:
— Mãe, por favor, não faz nada. O Wallaf está transtornado, mas eu prometo que vou resolver isso.
Nice, com os olhos cheios de lágrimas, segura o braço da filha com firmeza:
— Resolver? Vamos resolver isso na delegacia agora, Ketelin! Não vou deixar você virar saco de pancada de macho nenhum!
Ketelin, tremendo, firma os pés no chão, olha nos olhos da mãe e diz com determinação:
— Mãe, eu já prometi que vou à polícia. Mas no meu tempo. Por favor, me deixa descansar agora.
Nice respira fundo, tentando conter a explosão de sentimentos. Ela ajeita o cabelo de Ketelin com carinho e diz:
— Tudo bem, minha filha... Mas eu não vou descansar enquanto esse animal não pagar pelo que fez.
Ketelin sorri levemente, tentando tranquilizar a mãe:
— Relaxa, mãe. Ele não vai mais me afetar. Agora, se não se importa, vou tomar um banho.
Nice assente, mas observa a filha se afastar com olhos carregados de preocupação. Assim que Ketelin entra no banheiro, Nice pega sua bolsa, calça as sandálias e sai de casa rapidamente, sem fazer barulho.
Interior da casa de Wallaf.
Wallaf está sentado em sua sala, um pouco machucado da briga que teve com Djalma.
Ele massageia o ombro dolorido enquanto murmura para si mesmo:
Isso ainda não acabou. Aquele desgraçado vai pagar pelo que fez...
Sua mãe, Dona Raimunda, está dormindo no quarto, alheia aos recentes acontecimentos e à violência de seu filho. Wallaf respira fundo, tentando se acalmar, mas seus pensamentos continuam cheios de raiva. Ele está prestes a se sentar no sofá quando a campainha toca.
Ele franze o cenho, estranhando a visita inesperada, mas se levanta para atender. Antes que consiga abrir completamente a porta, Nice entra de supetão, empurrando-o com força e quase derrubando a porta no processo.
Nice, com o rosto vermelho de ódio, grita: Quem você pensa que é para bater na minha filha, seu desgraçado?!
Wallaf, se fingindo de confuso, levanta as mãos como se fosse inocente:
Tá louca? Eu não fiz nada pra Ketelin! Pelo contrário, foi ela que me humilhou, que me abandonou no altar!
Nice avança mais um passo, apontando o dedo na direção dele, sem se deixar intimidar:
Para de fingir, Wallaf! Você é um covarde, um homem nojento que só sabe resolver as coisas na base da violência! Escuta bem o que eu tô dizendo: deixa a minha filha em paz, ou eu acabo com você!
Wallaf dá um sorriso sarcástico, quase se divertindo com o ódio dela. Mas antes que consiga responder, Dona Raimunda sai do quarto, visivelmente assustada e confusa.
Que barulheira é essa? O que tá acontecendo aqui?
Wallaf, em um tom teatral, responde, apontando para Nice:
Essa mulher louca invadiu nossa casa, mãe, acusando-me de sei lá o quê!
Dona Raimunda olha para Nice, perplexa e indignada:
Já não basta a humilhação que sua filha fez meu filho passar? Agora você vem aqui tirar satisfação? Não acha que já causaram sofrimento o suficiente?
Nice, com os olhos cheios de lágrimas ea voz tremendo de raiva, retruca:
Eu só quero que a minha filha seja feliz! E enquanto eu estiver viva, não vou deixar esse covarde chegar perto dela de novo!
Ela se vira para Wallaf, encarando-o como se estivesse gravando cada palavra em sua alma:
Escuta aqui, Wallaf: isso é um aviso. Mеха com minha filha de novo, e você vai se arrepender.
Sem esperar resposta, Nice sai da casa como um raio, batendo a porta com força ao sair.
Wallaf observa a cena, ainda fingindo estar chocado. Ele se vira para a mãe e diz, com um ar de vítima:
Essa família nunca vai nos deixar em paz...
Dona Raimunda, sem saber da verdade, suspira, balançando a cabeça:
Você é quem não merece passar por isso, meu filho.
Wallaf, agora com um olhar de ódio escondido, apenas murmura:
Isso ainda não acabou.
Interior do quarto de Isabela.
Jefferson entra com Isabela, ainda ajudando-a a se sentar na cama. Isabela está visivelmente abalada, com os olhos marejados e a respiração entrecortada. Jefferson, preocupado, observa enquanto ela tenta se recompor.
— E aí, Isabela, tá se sentindo melhor? — pergunta Jefferson, sentando-se ao lado dela.
Isabela respira fundo e responde com a voz um pouco mais firme:
— Sim, já tô bem melhor. Obrigada, Jefferson. De verdade, você foi um amigo e tanto.
Jefferson sorri, lisonjeado.
— Que isso, não precisa agradecer. Mas já que sou tão bom amigo assim, me diz... por que aquele beijo te afetou tanto?
Isabela desvia o olhar, mexendo nos dedos, visivelmente sem graça. Mas, após alguns segundos de silêncio, decide desabafar:
— Bem... é porque... eu sempre tive uma quedinha pelo Djalma, sabe?
Jefferson levanta as sobrancelhas, surpreso, mas permanece em silêncio, deixando-a continuar.
— E ver a Ketelin com ele foi um choque... Na verdade, não é a primeira vez que ela faz isso comigo. — Isabela suspira profundamente. — Ela já me roubou outro namorado antes.
Jefferson franze o cenho, compreendendo a gravidade da situação.
— Nossa, Isabela, isso deve ser horrível mesmo...
Isabela balança a cabeça, concordando, e continua, agora com um tom de indignação:
— E o pior é que a Ketelin nem merece ele! Não faz nem tanto tempo que ela desistiu de casar com o Wallaf, e já tá querendo outro homem.
Jefferson assente, acompanhando o raciocínio dela.
— Bom, eu não conhecia toda essa história de vocês, mas, pelo que parece, a Ketelin tem sido bem egoísta com você.
— Exatamente! — diz Isabela, sentindo-se validada.
Antes que a conversa continue, o celular de Jefferson toca, o som do alarme interrompendo o momento. Ele checa o horário e levanta apressado.
— Ih, tenho que ir. Tem certeza que vai ficar bem?
Isabela sorri levemente, acenando com a cabeça.
— Pode ficar tranquilo. Vou ficar bem.
Jefferson se despede e sai do quarto, fechando a porta. Assim que ele sai, Isabela suspira, ficando sozinha com seus pensamentos.
— A Ketelin pode ter ganhado o jogo... — murmura ela para si mesma, enquanto os olhos brilham com uma determinação sombria. — Mas não a guerra.
Interior da lanchonete.
Caio está no balcão, arrumando bandejas e checando os salgados no expositor. O som da porta se abrindo interrompe sua concentração. Djalma entra na lanchonete, radiante, exibindo um sorriso largo.
— Bom dia, meus funcionários! — diz Djalma, animado, enquanto acena para Caio.
Caio ergue as sobrancelhas, surpreso com o humor inusitado do chefe, mas decide não comentar.
— Bom dia, Djalma.
Djalma segue direto para o escritório, onde se senta em sua cadeira, suspira fundo e sorri ao se lembrar da noite que passou com Ketelin. Ele fala consigo mesmo, quase em um sussurro:
— Com certeza, ela é a mulher da minha vida.
Enquanto isso, no balcão, Caio continua distraído com suas tarefas, até que é surpreendido por uma voz familiar.
— Boo! — diz Sony, surgindo de repente.
Caio dá um pulo, quase derrubando uma bandeja.
— Quer me matar do coração, é?
Sony ri, cruzando os braços.
— Por enquanto, não. Só vim comprar uns salgados.
Caio dá uma risada curta, lembrando-se de uma visita anterior de Sony à lanchonete.
— Da última vez que você veio aqui, confesso que quase quis te esganar.
Sony ri novamente, despreocupada.
— Beleza, beleza. Mas eu tô mudando, tá?
Caio concorda com um sorriso.
— E aí, descobriu alguma coisa do seu pai?
Sony abaixa um pouco o olhar, a expressão mais séria.
— Nada ainda.
Caio balança a cabeça, compreendendo.
— Caramba... Vai ser difícil, né?
Sony suspira.
— Pior que ele não dá nenhuma pista.
De repente, Sony parece lembrar de algo, e seu rosto se ilumina levemente.
— Ah, e o seu chefe? Ainda tá nessa de te obrigar a ir pra igreja?
Caio solta um suspiro preocupado.
— Pior que não sei. Espero que não.
Sony sorri de lado, com um brilho de malícia no olhar.
— Bom, sei que pra você é um saco, mas... eu ia adorar ter sua companhia lá.
Caio fica um pouco sem graça, desviando o olhar por um instante. Quando volta a encará-la, seus olhos encontram os dela. O tempo parece desacelerar enquanto ambos ficam em silêncio, trocando um olhar profundo e carregado de uma conexão inesperada.
O momento é abruptamente interrompido por um cliente qualquer, que se aproxima do balcão, batendo os dedos na madeira para chamar a atenção.
— Com licença, quero fazer meu pedido.
Sony e Caio se afastam, ambos visivelmente sem graça. Sony ajeita o cabelo e diz, apressada:
— Bom, vou te deixar trabalhar.
Caio assente com um sorriso discreto.
— Tá certo. Até mais, Sony.
Sony se vira e sai, mas não antes de lançar um último olhar para Caio, que a observa de relance enquanto atende o cliente.
Enquanto isso na casa de Sonya
Maria está sentada no sofá, lendo uma revista, quando Sonya entra em casa. Maria levanta o olhar, analisando a filha.
Maria:
Onde você estava, Sonya?
Sonya (colocando a bolsa no sofá e se espreguiçando):
Fui ver um amigo, só isso.
Maria franze o cenho, deixando a revista de lado.
Maria:
Um amigo, é? Espero que esse tal amigo não seja má influência pra você.
Sonya (rindo um pouco e balançando a cabeça):
Calma, mãe. O Caio é uma pessoa incrível, diferente de muita gente por aqui.
Maria ergue as sobrancelhas, surpresa com o tom elogioso da filha.
Maria:
Nossa, quem diria... Você, que mal suportava a ideia de morar nesse bairro, agora falando assim.
Sonya (dando um sorriso tímido):
A vida muda, né? Estou tentando me adaptar, e o Caio tem me ajudado muito com isso.
Maria (cruzando os braços, visivelmente curiosa):
Você deveria trazer esse Caio aqui pra gente conhecer.
Sonya hesita por um momento, pensando, mas logo dá de ombros.
Sonya:
Quem sabe... Um dia, talvez. Agora vou tomar banho, tá muito quente.
Maria a observa enquanto ela sobe as escadas, com um leve sorriso no rosto, intrigada com a mudança de atitude da filha.
Maria está organizando algo na cozinha quando ouve a porta de entrada bater com força. Ela vai até a sala e encontra Marcelo entrando, cambaleante, com a roupa rasgada e o rosto cheio de hematomas.
Maria (em pânico, largando tudo):
Meu Deus, Marcelo! O que aconteceu com você?
Marcelo se joga no sofá, segurando o lado do corpo e gemendo de dor. Ele tenta disfarçar sua aflição, mas claramente está abalado.
Marcelo:
Fui... fui assaltado, Maria.
Maria corre até ele, sem questionar a história, e começa a examiná-lo com cuidado.
Maria:
Assaltado? Meu Deus, você tá horrível! A gente precisa te levar para o hospital.
Marcelo (tentando sorrir, apesar da dor):
Não... não precisa. Só estou um pouco machucado. Preciso descansar, só isso.
Nesse momento, Sonya desce as escadas correndo, ainda com uma toalha em mãos, ao ouvir a voz alterada da mãe. Ela para ao ver o pai naquele estado.
Sonya (surpresa e preocupada):
Pai? O que aconteceu?
Marcelo (tentando tranquilizá-la):
Calma, filha. Tá tudo bem. Foi só um assalto.
Sonya estreita os olhos, desconfiada, mas finge acreditar. Maria, preocupada, ajuda Marcelo a se levantar.
Maria:
Vem, vamos pro quarto. Você precisa descansar.
Maria o leva até o quarto, enquanto Sonya fica na sala, inquieta. Assim que os dois saem de vista, ela pega o celular e digita uma mensagem rapidamente para Caio.
Sonya (mensagem):
"Meu pai chegou todo machucado aqui."
Na lanchonete, Caio lê a mensagem e responde imediatamente.
Caio (mensagem):
"Isso não é bom. A gente precisa agir rápido."
Sonya olha para a tela do celular, preocupada, e digita de volta.
Sonya (mensagem):
"Hoje à noite vou te encontrar na igreja pra gente conversar."
Caio suspira ao ler a mensagem e responde:
Caio (mensagem):
"Blz, já que vou ter que ir mesmo, né? Bom, vou voltar ao trabalho. Flw."
Sonya guarda o celular, suspira profundamente e olha na direção do quarto dos pais. Ela fala em voz baixa, para si mesma:
Sonya:
O que será que meu pai se meteu dessa vez?
Já em uma parte deserta do bairro está o agiota que agrediu Marcelo
O som de grilos e o vento cortando o silêncio criam uma atmosfera tensa. Um carro preto se aproxima lentamente, com os faróis iluminando o local onde um agiota está encostado em seu veículo, fumando um cigarro. A luz dos faróis ofusca a visão, tornando impossível identificar quem saiu do carro.
Os passos ecoam pelo local, enquanto o homem misterioso, vestido de preto, se aproxima da luz do poste mais próximo.
Homem misterioso (voz firme e autoritária):
E aí? Deu aquele susto no Marcelo?
O agiota solta uma gargalhada curta, jogando o cigarro no chão e esmagando-o com o pé.
Agiota:
Ah, pode apostar que sim. O cara apanhou feito um animal. Depois dessa, ele vai se mexer pra arrumar o seu dinheiro rapidinho.
O homem misterioso avança um pouco, mas ainda está fora de vista. A tensão aumenta quando ele finalmente sai das sombras e revela sua identidade: é Robson, o verdadeiro credor de Marcelo.
Robson (com um sorriso sarcástico, cruzando os braços):
Bom trabalho. Mas quero que fique de olho nele.
Agiota inclina a cabeça, curioso, e pergunta:
Agiota:
E se ele não pagar?
Robson dá um passo à frente, deixando apenas seu rosto iluminado pela luz amarelada do poste.
Robson (em tom frio e calculado):
Na próxima, você mata.
O silêncio domina o ambiente, quebrado apenas pelo som do vento. O agiota engole seco, mas acena com a cabeça, compreendendo a gravidade da ordem. Robson dá meia-volta e entra novamente no carro preto. Os faróis acendem, iluminando mais uma vez o local, antes do carro desaparecer no horizonte.
O agiota observa o carro se afastar, passando a mão na nuca e suspirando. Ele murmura para si mesmo:
Agiota:
Esse cara não tá brincando...
O som do motor desaparece ao longe, e o cenário deserto retorna ao silêncio absoluto, carregado de suspense
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Atualizado até capítulo 36
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