Não fui o único a suspeitar do nervosismo da Ana. Estamos apenas eu e Diogo na mesa. O restante do pessoal desceram para dançar.
Fico daqui observando Ana no salão.
Ela parece tão deslocada, mas fazendo o possível pra acompanhar as garotas. Até que ela se solta um pouco, e vejo uma felicidade fora do comum nela. Uma expressão que já vi uma vez na minha mãe.
Expressão de liberdade, de se sentir livre.
— Só eu achei o comportamento da sua secretária estranho? – Olho pra Diogo, que me encara em busca da minha resposta–
— Não! Também achei estranho. – Falo e volto a olhar pra ela, e nesse momento nossos olhares se cruzam. Fico preso neles por um instante, mas Ana corta o contato dos nossos olhos–
— Tá amarradão nela né!? – Não o respondo, apenas o encaro por um instante para logo em seguida, voltar o olhar para Ana– Porque não fala pra ela o que sente?
— Porque não fala você! O que sente pela Manu. – encaro meu amigo, que agora chamou a minha atenção para ele, pelo seu estralar de língua– O que foi? Não gosta dela? –. pergunto, e o vejo suspira–
— É complicado! Manu é uma jovem linda! E eu...
— A vá. Não tá se achando velho pra ela? Tô certo? A manu já tem 21 anos. Não vejo problema algum nisso.
— Mas eu vejo!
Antes de responder ao meu amigo, meu olhos vão mais uma vez na direção da Ana. E meu sangue ferve, quando vejo um infeliz segurando ela pela cintura. A raiva sobe mais pra cabeça, quando percebo que ela tenta o empurra mas o infeliz não a solta.
Me levantei apressado, nem olhei pro lado do Diogo. Desci as escadas com tanta pressa, e quando me deu por mim, já estava de frente para os dois. Ecaro feio o cara que sustenta o olhar furioso em mim, mas que logo muda sua expressão para um assuntado. Acho que enfim percebendo quem sou. O vi soltar a Ana, e sumir no meio da multidão.
Agora, mais relaxado, olhei para Ana aqui na minha frente, sentindo o corpo quente dela colado ao meu. Levo as minhas mãos no rosto dela, em forma de carícias. Tendo seus olhos penetrantes me encarando.
— Não posso te deixar um segundo sozinha, que os gaviões caem matando.
Ficamos nos encarando por um tempo. Era como se estivéssemos sozinhos aqui. De repente escuto uma música calma, tocar. Envolvido com Ana ainda em meus braços. A guio para enfim começarmos uma dança.
Foi um momento único, nosso. Principalmente com o nosso primeiro beijo. E se antes eu tinha alguma dívida do que estou sentindo por essa mulher. Agora não tenho mais.
Estou apaixonado pela Ana.
Ana parece se tocar que estamos nos beijando, e me surpreende, ao me afastando dela. Enquanto me dizia que não podia, a encaro confuso, sem entender o motivo dela ter tal atitude.
Será que ela não sente nada por mim? Mas ela pareceu tão entregue a uns segundo atrás.
Saio correndo atrás dela, e a encontro do lado de fora da boate. Seguro no braço dela, e a viro pra mim.
A questiono pelo ocorrido, e até digo tudo que sinto. E me surpreendo com a suas palavras, ao me dizer que a vida dela é uma bomba relógio.
Como assim uma bomba relógio?
Peço a ela que confie em mim, que posso a proteger. Mas Ana me diz que ninguém pode proteger ela.
Ana me surpreende com um beijo, e quando se afasta de mim, me exige que eu seja feliz.
Que raio de conversa é essa? Será que Ana está com os pensamentos de ir embora?
Pergunto a ela, se esse é o seu pensamento. Mas ela não me respondeu. Se aproxima de mim, me dando um beijo na bochecha. E sai correndo em direção ao taxi.
Ver Ana indo embora, mecheu comigo de uma forma que digo que estar sendo difícil controlar.
Entro em meu apartamento, pra mim a balada acabou. Vou direto na minha adega, e me sirvo em uma boa dose de tequila.
Me viro seguindo na direção do sofá próximo, e me sento ali.
Lembro do jeito que Ana me deixou com apenas um beijo. O meu consciente grita para eu ir atrás dela. Mas a razão me diz pra ficar.
Não sei quanto tempo passou. Estou aqui no sofá, com meus pensamentos na mulher que o virou minha cabeça do avesso.
Meu celular toca, e vejo ser o investigador. Atendo contra gosto.
— Fala!
— Precisamos conversar!
— Estou ouvindo! – Falo desmotivado–
— Seria melhor se for pessoalmente. Estou na porta do seu apartamento. Posso subir!
Fico um pouco intrigado, mas mando que ele suba. Notei a voz dele um pouco aflito.
A companhia do apartamento toca, anunciando a mim, que Paulo chegou. Me levanto indo até a porta, e a abrindo em seguida. Dou passagem para que ele passe, e assim ele faz.
Mostro a ele o acento do sofá, ele se senta e me entrega um envelope. Respiro fundo, já imaginando do que se trata.
Abro o envelope, retirando de lá as folhas de dentro. Na primeira página, vejo vários nomes de Ana Vitória. Todos contendo fotos. Olho pra Paulo, que me olha atento.
— Pedi que investigasse a Ana. Não todas as Anas que exitem no mundo.
— Pois é aí que tá! Não existe ninguém com a característica da senhorita Ana nos registros. – Olho confuso pra ele, e logo volto meu olhar para as folhas na minha mão–
— O que quer dizer com isso?
— A senhorita a quem me pediu pra investigar. Não se chama Ana Vitória!
— Como não? Tá me dizendo que ela mentiu a identidade dela pra mim? – Pergunto sentindo um aperto no peito– Quem afinal de contas é essa moça então?
— Não descubri muita coisa Pedro. Apenas uma coisa que me deixou intrigado. Essa moça tá fugindo de algo muito sério. Estou investigando mais. O nome dela, é Lavínia Petrov!
_________
Petrov? Nunca ouvir esse nome antes! Mas uma coisa que Paulo disse, está martelando na minha cabeça. Ela está fugindo de alguém. E só de pensar em alguém fazendo mal a ela, sinto um frio na espinha.
Faltam menos de 10 minutos para meia-noite. Estou dentro do meu carro, a caminho da pensão onde ela está hospedada. Comigo estou carregando uma pistola AK–47. Nunca se sabe o que se pode esperar em momento desses.
Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Patrícia Franco
Eita capítulos maravilhosos parabéns autora Mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais
2025-01-08
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Claudia
Pedro vai conversar com seu pai ele te fala tudo🤭🤭🤭🤭🧿♾
2025-01-08
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Michele Pereira Pacheco de Oliveira
Amando a história /Drool//Drool//Drool//Drool//Drool/
2025-01-08
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