capítulo 3

Chego cedo na empresa. E minha secretária me traz a agenda do dia. Vejo tudo que tenho que fazer hoje. Reuniões e outras coisas mais, que vão me ocupar até tarde. Com tudo informado, vejo Simone se virar pra sair da sala. A dificuldade em caminhar já está evidente. Preciso resolver isso quanto antes!

– Senhorita, Simone? — A chamo, e ela se vira para me encarar — Coloque uma nota que precisamos de uma secretária com urgência. Enquanto isso, já comece a providenciar as papeladas para a sua licença maternidade.

– Senhor! Com todo o respeito. Se o senhor permitir que eu fique mais um mês. Eu agradeço!

Olho pra ela já entendendo o motivo. Um mês a mais trabalhando, será um mês a mais que ela terá de licença maternidade!

– Tudo bem! Mas emite uma nota mesmo assim! Você precisa de ajuda aqui. — Vejo o seu olhar cúmplice pra mim. E logo ela saiu da sala.

Meu dia ocorreu com muita correria. E na hora do almoço. Como todos os dias. O meu caminho é o do casarão da minha família.

Não vai não pra ver. Dona Kiara e dona Kira, me pegam pelas orelhas.

O grande portão se abre. Cumprimento o soldado que está ali, e sigo com o meu Lamborghini, até a frente da casa. Saio e vejo Vitor e minha avó, Monique, vindo ao longe. E quem olha não imagina a idade que ela tem. Ainda aparenta ser jovem!

– Oi, meu amor! Como você está?

– Estou bem, vó! Com saudades de vocês. Claro!

Minha avó e Vitor, se dividem em dois nos dois estados. Uma hora está aqui. E na outra, eles vão para a Rússia, para ficar com a família do meu tio Luiz.

Abraço forte, minha avó, estava realmente com saudades dela. Com Vitor, faço o nosso comprimento de mãos. Em seguida, seguimos os três juntos para dentro da enorme casa. Já na entrada, já dá pra escutar a voz da minha mãe e do meu pai vindo da cozinha. E, por algum motivo, os dois não parecem estar de bom humor. A voz do meu avô e de minha vó, Kira, parece tentar acalmar meu pai.

Será que dá tempo de virar e ir embora?

– Eita, que o bicho tá pegando! — Vitor fala divertido.

– Nossa! O que será que aconteceu?

Não dá nem pra responder, minha vó. Vejo Samanta vindo pelo corredor de acesso à cozinha. E pela tromba, a briga foi feia.

– O que foi Samanta? O que você aprontou dessa vez? — Pergunto e me dá um frio na espinha quando olho a feição da garota. O mesmo olhar gélido do meu pai está evidente ali —

– Eu não fiz nada. Foi aquele idiota que me agarrou ontem. Papai tá uma fera comigo por deixar ele dançar comigo. Dro*ga!

Samanta fala a última palavra, não dando nem chance de dizermos nada. Sai correndo pra fora do casarão e tenho certeza de que vai subir naquela moto dela, e sair por aí em alta velocidade.

Essa garota tinha que ter o mesmo gosto louco que minha mãe por motos e adrenalinas?

Mas isso não é o mais importante aqui. Até porque ela não sai sem soldados. Mas sim, saber como meu pai ficou sabendo disso.

Escuto uma voz vindo de trás de nós. Me viro já sorrindo, encontrando Dona Lourdes, caminhando vagarosamente com sua bengala até nós. Minha avó Monique vai até ela, para melhor ajudar.

– Os nervos estão bem exaltados hoje!

– Tenho que concordar com a senhora dona Lourdes. E acho melhor ver logo o que tá pegando!

Me aproximo dela e dou um beijo em seu rosto. Olho para minha avó, e dou um sorriso. Em seguida vou ruma a cozinha enfrentar as duas feras.

Entro na cozinha. Todos estão sentados à mesa. Meu pai, com o celular no ouvido fazendo uma ligação, minha mãe ao seu lado com uma expressão nada boa.

Meu avô Adam, sentado no seu lugar de sempre com uma xícara de café em mãos, e sentada ao seu lado, minha avó, que assim que me vê, abre o maior sorriso.

A idade já está evidente nos dois. E assim como dona Lurdes, os dois já encontram dificuldades para andar. Mas minha dona Kira, ainda insiste em se fazer de forte.

– Acho que não vim numa boa hora! — Chamo a atenção deles. Minha mãe é quem se pronuncia —

– Você chegou na hora certa! Seu pai está uma fera com sua irmã. Por ela deixar um cara tocar nela.

– Se estão sabendo disso. Como ainda não sei. Devem saber que ela arrebentou o cretino. — Tive agora atenção do meu pai para mim, que largou o telefone e está me olhando com raiva.

Caminho até eles, encontrando primeiro minha avó, a quem deixo um beijo em sua testa, em seguida meu avô, fazendo com ele o mesmo que fiz com minha avó. Depois, sigo até minha mãe, que se levanta e me abraça. Já meu pai. Continua me olhando de cara feia. Eita, que o velho tá bravo mesmo.

— Ainda não sabe como? Então olhe isso!

Ele mexe em algo no celular, logo o vira na minha direção, e não é que um filho da p4ta gravou Samanta batendo no cara. E a legenda.

" Filha mais nova de família Damian, mostra a que veio em balada. Após arrebentar um possível namorado na porrada. Qual o motivo a teria levado para tanto? Talvez uma possível traição?"

Agora entendo a fúria do meu pai. As pessoas podem começar a especular sobre Samanta lutar tão bem. E acabar chegando à hipótese de quem realmente nós somos.

E isso não acabaria nada bem. Mas Samanta não teve culpa. Bom, eles conhecem a filha que têm. Samanta é explosiva assim como os dois.

Respiro fundo, já sabendo o trabalho que tenho pela frente.

– Vou dar um jeito nisso. Mas vê se peguem leve com Samanta. Ela não tem culpa de nada!

– Não. Só a culpa de deixar um cara se acochar nela. E por falar nisso. Onde você estava que permitiu isso?

– Já chega Rômulo! Já disse que Samanta não é mais um bebê. Ela já tem 18 anos. Já é uma mulher feita.

– Não criei filha minha pra marmanjo ficar se acochando nela assim não.

– Mas você pode, né! Pode me agarrar à força sem cerimônia alguma.

É. Já sei bem como essa briga dos dois vai acabar. E é nessa hora que prefiro estar bem longe daqui.

Vou até minha avó e meu avô. Me despeço dos dois, enquanto meu pai e minha mãe continuam na briga constante de quem tem razão. Sigo para fora da cozinha, encontrando entrando na cozinha com minha vó Monique, Dona Lurdes e Vitor.

— Não vai almoçar conosco, meu querido? – Minha avó Monique pergunta. Olho na direção dos meus pais e volto o olhar para minha avó, que sorri entendendo o meu pensamento.

— Deixa pra próxima. Tô cheio de coisas pra fazer! Bom. Tenho que ir. Desejo boa sorte pra vocês.

Comento rindo, e Tio Vitor e minha avó Monique olham pra mim rindo. Dou um beijo na testa da dona Lurdes e saio dali, deixando os três de plateia.

Eu que não fico aqui. Uma vez escutei, sem querer, o resultado da briga dos dois. Na época, não entendia, era apenas um pirralho. Mas agora grande... Bom. Melhor nem comentar.

Saio do casarão, entro no meu carro e, dali mesmo, ligo para o encarregado responsável por limpar bagunças como essa. Peço para que ele apague o vídeo e tudo relacionado a esse caso. Com tudo resolvido, meu destino é voltar para a empresa.

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

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Comments

Claudia

Claudia

Şamantha é uma mistura dos pais explosivos e generosa e vai sobrar para o coitado do Pedro 🤭🤭🤭🤭🤭 realmente amo essa Família 💖💖♾🧿

2024-12-10

2

Cleide Almeida

Cleide Almeida

kkk cm o pai e mãe assim vai esperar o q d Samantha kkk

2024-12-11

0

Rê Tavares

Rê Tavares

😍😍😍😍

2024-12-21

0

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