#9 capítulo

A reunião não foi nada fácil pra mim. Principalmente com os homens secando a Ana. Assim que decretei o encerramento da reunião, alguns descarados tentaram se aproximar dela. Olhei feio para todos sem que Ana percebesse, e acredito que eles entenderam o recado, Já que saíram da sala com o rabo entre as pernas.

O percusso de volta pra sala, foi o mesmo silêncio agoniante, Ana a todo o tempo calada, e seu perfume embriagando os meus sentidos.

______

Tempos mais tarde, finalmente hora do almoço. Sai da sala, anunciando as duas que já era a hora do almoço, e segui direito para o elevador. Observei Simone chamar a Ana, e as duas se levantaram ajeitando seus pertences para sair. Nesse meio tempo, o elevador se fechou.

Finalmente no térreo do prédio, caminhei em direção a saída, mas fui parado por um de meus funcionários.

Não percebi o tempo que fiquei ali parado conversando com meu funcionário, até ser chamado por Diogo, que se aproximou se oferecendo pra comer na mansão.

Seguimos os dois o caminho da saída do prédio, e ao passar pela porta, algo me chamou a atenção.

Ana estava mais a frente, e olhava para todas as direções. E quando eu digo todas, quero dizer todas mesmo.

Ela olhava para trás, para os lados, e para frente. Como se procurasse por algo.

— A é cara! Escutou o que eu disse? – Diogo me chama, tomando a minha atenção para ele. O encaro por um segundo, só para depois voltar o olhar na direção da Ana, e percebendo que a perdi de vista. Sentindo uma aflição no peito, procuro por ela na calada, e a encontro um quarteirão mais a frente, pronta pra entrar no restaurante.

— O que você tanto olha?

— Nada Diogo. Vamos pra casa, antes que minha mãe me ligue rezando uma missa!

________

Três dias passaram desde que Ana veio trabalhar pra mim. E não é por estar observando ela sempre, não entendam errado. É só coincidência, nós embarcamos. Mas todas as vezes que ela sai da empresa. Seja na hora do almoço, ou na hora de ir embora. Ana sempre tem esse comportamento de observar em todas as direções.

O meu sentido alerta grita dizendo pra mim que tem algo errado com ela.

São exatamente 19:40. Estou dentro do meu carro, um pouco afastado do ponto de ônibus, onde consigo observar Ana. Com ela ali tem muitas pessoas. Mas nem com tanta gente ao seu redor, ela não deixa de lado olhar as direções. Parece aflita. E assim que o ônibus chega, ela entra no ônibus parecendo aliviada.

Não conseguindo mais deixar de lado o fato do meu consciente dizer pra mim mesmo, que tem algo errado. Sigo para a mansão. Preciso de conselho de quem entenda bem do assunto. E quem melhor pra me dizer o que fazer, do que meu pai.

— Como assim ela parece aflita?

— Não sei pai. É como se ela tivesse com medo de ter alguém a perseguindo.

— Já mandou alguém puxar a fixa dela completa?

— Não sei se é o certo a fazer pai. Fuçar a vida da garota assim?

— Como não Pedro? Você não faz ideia de quem seja essa garota. E fora esse comportamento suspeito dela. Até mesmo para ajudar a garota caso precise. Tem que saber onde está se metendo meu filho. Não se esqueça. Nesse mundo que vivemos, temos sempre que estar um passo à frente.

— O que quer dizer com isso? Tá duvidando dela? Pai, a Ana é meiga, é doce. Não parece do tipo de pessoa que faria mal a alguém.

— E você se apaixonou por ela! — Meu pai fala tão convicto, e nesse momento o encaro de olhos arregalados, mais do que desejava –

— Claro que não! Só descrevi o que ela me passa. Sinceridade! Olha. Se dúvida. Pergunta a minha mãe. Ela esteve com ela, e disse que gostou da Ana. Sabe que minha mãe tem sexto sentido pra essas coisas. Se Ana fosse uma pessoa ruim. Não acha que a mãe me diria pra me afastar dela?

Meu pai está me encarando com a cara do curinga. E eu o encarando sem entender esse sorriso dele pra mim.

— Me responda uma coisa, Pedro. Disse que não gosta da garota. Então porque a defende tanto se não sente nada por ela? – Ele alarga mais ainda o sorriso, me deixando desconfortável na poltrona. Levo um gole do whisky na boca, e o encaro sem conseguir responder – Pra mim. Você gosta dessa garota!

— Impossível! Conheço Ana a apenas quatro dias! Não tem como... – meu pai me interrompe–

— Impossível? Acho que você se lembra de como trouxe a sua mãe pra minha vida. – ele fala dando um sorriso satisfeito, como se o que ele fez na época, foi a coisa mais correta a se fazer. Com tudo, acabo sorriso também. — Naquela época, eu sei que você não entendia os meus motivos. Mas sei que agora você entende. Me apaixonei pela sua mãe, só de olhar pra ela. Sem nem termos trocado uma palavra se quer antes. E quando a vi lutar para se defender sozinha, e quando tive ela na minha frente pela primeira vez. Eu sabia naquele momento o que estava sentindo. – Ele dá outro sorrindo enquanto olha o vão na mesma. Acredito que se lembrando daquela noite – Por experiência própria, meu filho. Eu digo a você! Está apaixonado pela garota.

_____

Minha cabeça martela nas palavras ditas pelo meu pai, enquanto dirijo a caminho do meu apartamento. Será possível que em tão pouco tempo, eu tenha-me apaixonado por Ana?

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

Mais populares

Comments

Arilza Beluza

Arilza Beluza

não vejo a hora de ler onde você parou autora tomará que não demore muito tô ansiosa pra ler

2024-12-20

0

Cleide Almeida

Cleide Almeida

Pedro tu tá arriado d 4 pela Ana

2024-12-20

0

Marcelly Maya

Marcelly Maya

Bom muito bom adorando

2024-12-20

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!