🔞 Esse capítulo contém cenas de tortura. Se não gosta, pula para o próximo capítulo.
Estou no galpão, um lugar onde usamos para interagir com os inimigos. E caso não colaborem. Aí entra a questão que meu pai e Samanta, tanto gostam de praticar. A tortura.
Olho para os infelizes amarrados na cadeira. Os dois me olham com deboche. É. Já vi que a noite vai ser longa.
Puxo uma cadeira, e me sento usando a encosta dela como apoio para os meus braços.
— Espero que colaborem, e me digam o que quero saber. Vou ser honesto com os dois. Eu não curto muito esse lance de tortura. – Os encaro, e dou um sorriso. Os dois estão me olhando com deboche, que acaba assim que termino minha fala– Só tem um probleminha. Assim que começo, eu não consigo parar.
Ou o que falei foi muito pra eles, ou meu olhar os fez tremer na base. De duas uma. Mas o que importa é que os dois agora estão me olhando com medo visível.
Me levanto, e viro a cadeira consertando para ter um melhor acesso do que vou fazer. Um dos soldados de meu pai, colocou ao meu lado a mesinha contendo os brinquedinhos. Olho para os objetos, e dou um sorriso. Olho para os dois, e noto pavor em seus olhos.
— Estão com medo? Não fiquem. Colaborem comigo, e eu colaboro com vocês!
— Vai pro inferno!
Sorrio para o primeiro que se pronunciou. É. Já escolhi com quem irei começar.
— Quem mandou vocês? — pergunto, e o cara não responde. Pego um alfinete enferrujado na mesinha, e ele me encara parecendo sem medo – Outra chance! Quem mandou vocês?
O silêncio é tudo que reina dentro do cômodo. Sendo assim. Depois não digam que não avisei. Seguro seu dedo anelar, ele tenta de todas as maneiras fechar. Dou um murro em seu dedo, e ele o deixa esticado contra gosto.
Olho pra ele sorrindo de lado antes de começar com o próximo passo.
Empurro lentamente o alfinete dentro da unha dele, e o vejo urra de dor. Me chinga, e começa a pedir para que eu pare. Já entrou quase a metade do alfinete. Paro o que faço, e o encaro.
— Quem mandou vocês?
Pergunto mais uma vez, e ele apenas me encara sem responder. Então enfio o restante do alfinete até ficar só a cabecinha entre meio a unha dele. Pego outro alfinete, e começo a enfiar em outra unha dele apenas a pontinha.
— Mais uma vez. Quem mandou vocês? –Dessa vez não espero por sua resposta, vou enfiando lentamente o alfinete dentro da unha dele. E sei que isso dói. O ferrugem que está no alfinete, não ameniza a dor. Pelo contrário, só faz aumentar. E pela expressão dolorosa no rosto dele, sei que estou no caminho certo.– Pra depois não dizer que sou ruim. Vou facilitar pra você! Foi o pai dela que mandou vocês! Não foi!?
Continuo empurrando o alfinete, enquanto pergunto a ele. Com urros abafados de dor, e apenas com um balançar de cabeça negando, ele me respondeu. E se não é o pai dela. Significa que é o homem para quem ela foi vendida. Paro o que faço. E olho para o segundo homem aqui que está amarrado na outra cadeira. Esse já está com medo visível. E pra deixar ele mais a vontade, ou não. Dou um sorriso pra ele. E acreditem, esse sorriso os deixa mais temerosos.
— Sua vez!
— Você não faz ideia no que está se metendo! E se tivesse um pingo de amor à sua vida. Deixava isso de lado, enquanto ainda a tempo!
— Belos concelhos. Só tem um porém. Jamais deixo de lado aquilo que comecei.
Nem pergunto primeiro. Pego o alicate e seguro a unha dele, e puxo contudo. O sangue esguicha longe, e ele urra de dor. Confesso. Seu conselho me deixou irado.
Sem ter mais o sorriso na cara. Apenas o ódio que nem preciso de olhar no espelho, pra saber como minha feição está agora. Encaro sério o cara à minha frente, que me olha temeroso.
— Quantos mais de vocês estão aqui? — pergunto e não espero a resposta, arranco outra unha. E mais uma vez, ele urra de dor. Sem esperar a dor passar, vou pra outra unha e arranco. Vou para outra, e seguro firme a ponta com o alicate, e quando estou pronto pra puxar, ele grita–
— Não, espera, espera. – ele toma um fôlego, e me encara– Eu digo o que quer saber.
– Diga logo! – Franzo bem meu olhar pra ele, e mantenho o alicate segurando a sua unha–
— Temos cerca de 10 homens aqui. Ele descobriu que ela está aqui. E nos enviou.
— E quanto a ele? Também está aqui?
— Não! Ele nos enviou, e deu a ordem para que a levasse conosco.
— E quando ao pai dela?.
— Não sei! – Ameaço a puxar, e ele grita– Estão em poder do Don Vladmir! Ele não perdoa traições.
Olho ainda desconfiado para ele. Me ergo o encarando com ódio. É como disse. Não gosto de tortura. Mas quando começo, é impossível parar. E nesse momento me vem à cabeça a imagem da Lavínia desesperada dentro daquele banheiro. Arranco a unha que eu segurava com o alicate. Ele urra de dor, e grita;
— Você prometeu! Você prometeu... Me aproximo bem perto do rosto dele pra falar.
— Não me lembro de promessa alguma. Mas me lembro de dizer que quando começo. Eu não paro. Teve a sua chance. Agora é tarde demais.
O ódio me cega. Começo a torturar ele de tal maneira, que nunca fiz antes na vida. Cada dedo arrancado. Cada membro decapitado. Fiz tudo tendo em mente o desespero de Lavínia.
Olho para o monte de merda em cima da maca, já sem vida. Seu companheiro desesperado, e ainda amarrado na cadeira. Suplica pela vida.
Ouso barulho de carro do lado de fora, e em seguida, a voz de um dos soldados cumprimenta Dom e Vitor.
Os dois poderosos entram no galpão, intercalam o olhar em mim, no cadáver em cima da maca, e no homem amarrado e desesperado amarrado na cadeira. Vejo o sorriso satisfeito do meu pai pra mim.
— Tá fazendo festinha, e nem convida seu pai? – Não contenho e sorrio para ele–
— Seu pai? Dom Rômulo. É seu pai?
O cara agora chamou a minha atenção pra ele. Então somos conhecidos. Vejo o pavor nos olhos dele ao encarar meu pai. Que como um lunático sorri na direção do cara. E o cara estremece. Aprendi com ele esse método de brincar com psicológico das pessoas. E vai por mim. Funciona. E como funciona.
— Vamos diga para o seu pai. O que está acontecendo pra você está dando uma festinha aqui?
Olho mais uma vez para o cara. E se antes ele estava apavorado, agora está se cagando. Imagino que ele saiba da capacidade do Dom Rômulo da Inglaterra. Por isso de tanto temor.
Dou a ordem para que os soldados comecem a limpar a bagunça. Pois como meu pai mesmo disse. "Festinha".
Então, a festinha ainda não acabou.
Saio com meu pai e tio Vitor do galpão. Do lado de fora, os deixo a par da situação.
Não preciso dizer o qual furiosos os dois ficaram.
— Espero que já tenha brincado o suficiente. Porque agora é a minha vez. – Sorrio para o meu pai, já sabendo que o infeliz lá dentro terá um fim pior que o amigo. Don Rômulo não perdoa muita coisa. E uma delas. É a venda de um ser humano–
Nota da autora:
Pedro mostrou um outro lado dele pra vocês né! Eu sei que o nosso lindo protagonista tem carinha de anjo. E provavelmente imaginaram que ele nunca faria algo assim. Mas Pedro foi treinado por Rômulo. E ele não perdoa injustiças. Ele sabe que se deixasse os dois homens vivos. Eles não iriam parar até pegar Lavínia.
Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Joventina Ferreira
esse é meu garoto estamos com vc gatinho
2025-01-12
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Claudia
Pedro até que foi muito bonzinho🤭🤭🤭🤭🤭 com a tortura🤭🤭♾🧿
2025-01-11
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