Termino de me arrumar e desço ao encontro de Diogo e Samanta. Vejo os dois rindo no sofá. Me aproximo, e Diogo é quem me vê primeiro. Ele se levanta e vem na minha direção.
– E aí, cara! — Vem Diogo ate mim com o nosso cumprimento de sempre.
– E aí! Como ficou aquela questão? — pergunto curioso.
– Foi de boa, cara! Tarefa realizada com sucesso!
– Ah não! Vocês dois não vão começar a falar de trabalho agora, não! Bora, meu povo. A balada nos espera.
Samanta e sua ansiedade. Então, o jeito é deixar essa conversa pra depois. Nos despedimos de dona Maria e seguimos para o elevador rumo à garagem, em busca do meu carro. Seguimos juntos para a tal balada que Samanta tanto fala.
Já chegamos e seguimos direto para a área VIP. A casa está lotada. Não me lembro da última vez que estive num lugar desses. Samanta logo levanta do seu lugar empolgada, e nessa hora, conseguir segurar Samanta é impossível. Vejo ela correr até o andar de baixo e seguir na direção de uma garota. As duas ficam bem agitadas e se abraçam, chamando muita atenção ao redor. Logo ela volta, puxando a garota pelo braço. Olho pra Diogo, que apenas dá de ombros. Não demora, ela aparece rindo feito uma louca, ainda segurando a garota pelo braço.
– Oi, maninho! Diogo, meu lindo! Essa é Emanuela. Uma garota que estudou no mesmo colégio que eu. — Samanta fala empolgada, olho para a garota, que parece envergonhada por estar aqui.
– Prazer, Emanuela! Sou Pedro. Irmão dessa encrenca aí! — falo divertido, e Samanta me olha feio.
– Prazer, Emanuela!
Até o momento, foi tudo o que a garota disse. Ela se juntou a nós na mesa, e se não fosse por Samanta puxar assunto com ela, acho que ela ficaria muda até o fim da balada. Agora não sei se estou vendo coisas, mas acho que Diogo gostou da garota. De vez em quando, ele olha para ela, mas tenta a todo custo disfarçar.
Horas se passam, e acho que a bebida já começou a surtir efeito nas duas. Percebo que Emanuela está mais soltinha, rindo atoa. Já minha irmã, seu semblante alegre já vem de berço.
– Chega! Não aguento mais ficar aqui sentada! Vamos, Manu! Vamos curtir a noitada.
Minha irmã, doidinha, puxa a amiga pelo braço e sai com ela em direção ao salão, se juntando com a multidão que dança loucamente, acompanhadas pela música eletrônica de arromba que toca. Fico aqui, apenas observando as duas enquanto aprecio a bebida. Elas estão chamando muita atenção.
– Acha mesmo uma boa ideia deixar elas dançarem? — Diogo me encara sério. Estranho sua pergunta.
– Qual o problema? Sabe que Samanta sabe se cuidar! E não vai ser eu a prender ela aqui, né? Já basta o meu pai!
– Samanta até pode saber se cuidar. Mas e a amiga dela? Será que sabe?
– Quê isso, cara? Ciúmes? Tá com os quatro pneus arriados já?
– Vai te füder! Sabe que não é isso! Só estou preocupado!
– Sei!
Levanto uma sobrancelha enquanto encaro Diogo. Se não fosse pelo caso da minha mãe com meu pai Rômulo, diria que amor à primeira vista é loucura. Mas quem sou eu pra dizer ao contrário, tendo vivenciado isso bem de perto?
Levo minha bebida à boca e percebo que Diogo não tira os olhos da direção da garota. Ele gamou mesmo.
Volto o olhar para baixo. E nesse momento, vejo um cara se aproximando de Samanta. Ele começa a dançar com ela, e até o momento tudo ocorre bem. Mas não tiro a minha atenção dos dois. Vejo outro se aproximar de Emanuela, e nessa hora faço questão de olhar para o meu amigo à minha frente. Noto ele trancar a mandíbula e acho graça do seu comportamento.
Mais um tempo, e o carinha que está dançando com minha irmã começa a extrapolar. Noto Samanta tirar a mão indevida dele, que ele insiste em levar na direção da sua coxa. Noto a expressão dela de fúria. E pelo que conheço de Samanta, não vai demorar para ela esmurrar o cara. Mas quem disse que vou esperar que ela faça isso? Antes, eu mesmo vou dar um jeito nele. Me levanto às pressas e vou até o andar de baixo. Mas antes de chegar até ela, a confusão já está armada.
O babaca está no chão, e Samanta defere murros no idiota atrevido. As pessoas à sua volta estão encarando Samanta, assustadas. Pelo jeito, nunca viram uma mulher brigando assim com um homem. Vou até Samanta e a puxo de cima do cara. Não que eu quisesse que ela parasse, mas se eu deixar, é provável que ela o mate de tanta porrada, já que o rosto dele está coberto de sangue.
– Seu filho da püta. Isso é pra você aprender que quando uma mulher disser Não, é Não!
A voz de Samanta soa em uma raiva iminente. Tanta raiva que está difícil de segurar a garota. Olho em volta e vejo Diogo ao lado de Emanuela. Olho para ele, que logo entende o que quis dizer. Diogo sai dali com Emanuela, enquanto vejo um dos vigias se aproximar de nós. Mas parece que ele nos conhece, já que apenas pegou o cara que está no chão e o retirou dali. Em seguida, tiro minha irmã dali, ainda tendo muitos olhares temerosos em nós.
Encontro Diogo na porta da boate, junto de Emanuela, que corre até Samanta, a abraçando.
– Samanta, sua doida! Você está bem? Como conseguiu bater naquele cara maior que você? Olha, estou tremendo até agora!
Não contenho e acabo rindo da situação. Samanta me olha com raiva, mas sua expressão raivosa não tarda a mudar. Agora somos três rindo sem parar do ocorrido. E o mais engraçado é a cara da garota perdida no meio de nós três. Emanuela parece completamente atordoada, alternando entre o espanto e a risada nervosa.
_____________
No outro dia, acordo cedo, como de costume. Me arrumo para o trabalho e sigo caminho para a cozinha. Encontro o café posto na mesa e Dona Maria de costas pra mim, cantarolando uma música antiga. Fico encostado no batente da porta, admirando a alegria dessa senhora. Minha mente vaga longe nessa hora. Uma lembrança da época de garoto bate forte na mente. Quando eu era pequeno, e minha mãe não estava ao meu lado. Por culpa daquele miserável. Sempre surpreendia minha avó, Kira, na cozinha, cantando músicas antigas e até mesmo se arriscando a puxar alguns passinhos. A saudade daquela época bateu forte. E com ela, deixo um sorriso escapar.
– Está rindo de mim, menino Pedro? — Dona Maria pergunta, me fazendo despertar. Olho na direção dela e a vejo de braços cruzados, me encarando com uma sobrancelha arqueada.
– Jamais, dona Maria! — respondo, indo até ela, e vendo a expressão de seu rosto suavizar. Pego em uma de suas mãos e a levo na direção da boca, deixando um beijo carinhoso no dorso de sua mão. Em seguida, a encaro nos olhos. — Estava apenas me lembrando da época de garoto!
– E pelo jeito era uma época boa, né!?
– Era sim! Bom, tinha seus altos e baixos. Mas com o tempo, tudo foi melhorando.
Sorrio para ela, que me devolve o sorriso. Dona Maria me solta ao sentir um cheirinho de queimado. Corre até a panela e me olha sem graça.
– É. Parece que não vamos ter panquecas hoje! — ela comenta séria, não aguento e acabo rindo de sua expressão irritada. Caminho na direção da mesa, enquanto me lembro de algo. Paro e olho para Dona Maria, que continua olhando para a frigideira com cara de poucos amigos.
– Samanta está no quarto de hóspedes. Acredito que vai acordar de ressaca. Se puder ajudá-la!
– Mas é claro, Pedro! Pode deixar comigo!
– Obrigado, dona Maria! Bom, vou tomar meu café. Tenho bastante serviço na empresa me aguardando hoje!
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Atualizado até capítulo 26
Comments
ALDELICE FREITAS
mais por favor.
mais mais mais mais
estou amando.
2024-12-10
1
Cleide Almeida
Pedro tu vai passar poucas e boas cm essa irmã viu 😂😂😂
2024-12-11
1
Claudia
Samantha é a mistura dos pais então imagina como ela é 🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🧿♾
2024-12-10
3