Lembra que disse que até me desanimou ver a fila na porta de entrada?
Então imagina a cara que fiquei, quando o Pedro pegou na minha mão, e juntos com Samanta, entramos no estabelecimento, sem nem passar pela fila.
O engraçado é que o segurança que estava na porta, cumprimentou os dois sorrindo. Samanta avisou que mais duas pessoas chegariam, e que ele poderia deixar passar.
É. Pelo jeito esses dois não são pouca coisa.
Agora estamos nos três em uma área muito chique, e pelo que ouvir da Samanta, aqui é a área vip. Posso não saber de muitas coisas. Mas de vip, há, disso eu entendo. Mesmo não podendo muito sair de casa. Meu pai sempre que podia nos levava para restaurantes chiques, sempre ficávamos nas salas vip.
Algo que não gostava muito. Pois sempre tinham presenças de pessoas insignificantes. E a maioria eram homens da mesma categoria que meu pai.
Agora olhando para trás, e recordando que meu pai queria me forças a casar com Vladimir. Noto que a minha presença naqueles jantares, eram com intensões ruins. Provavelmente meu pai querendo arranjar algum casamento que o beneficiasse. E recordando tudo isso. Noto que nunca foi amada por eles.
Respiro fundo, deixando de lado os pensamentos que me atormenta. E começo a prestar atenção ao meu redor.
Estamos nós três sentados à mesa, de onde estamos é possível ver a movimentação na parte de baixo. Muita gente dançando, e... Beijando?
Meu Deus, pra onde essa louca da Samanta me trouxe? Olho em volta, e percebo Pedro ao meu lado me olha sorrindo de uma forma diferente. Acho que está se divertindo com a cara da pateta aqui.
— Você nunca veio nesses lugares antes Ana?
— Não!
— Na moral. Onde você se escondeu esse tempo todo?
— Como assim? Não entendi!? – Falo não entendendo mesmo o que ele quis dizer com isso. E ao percorrer meus olhos na direção da Samanta, noto ela dar um sorriso discreto. Pelo jeito falei algo muito engraçado.
— Vou buscar uma bebida pra nós. – Samanta fala já se levantando, e descendo as escadas a caminho do andar a baixo. Se eu dizer que não bebo, acho que vão ter certeza que venho de marte.
— Tá gostando, Ana? – Pedro pergunta, agora mais próximo de mim, e sua aproximação me causa um desconforto. Mas um desconforto bom. É possível?
— É diferente do que imaginei ser uma balada. Mas é bem legal.
— Você não viu nada ainda!
Ele fala agora olhando em meus olhos. E como dentro do carro, parece que um ímã me puxa pra ele. Isso não pode continuar assim. Preciso dar um basta nisso.
Escuto vozes à nossa frente. Me viro pra olhar, e ali está a Simone com um homem agarrado a sua cintura. E o senhor Diogo, encarando o Pedro, e rindo.
— Boa noite! Acho que não chegamos em um bom momento!
Não respondo, entendi o que ele quis dizer. Me afasto do Pedro, me levantando em seguida e indo até a Simone. Dou nela um beijo no rosto, e ela me apresenta o homem que até agora não a soltou.
Ele se chama Maicon, e é o marido dela. E de longe dá pra ver o quando ele a ama. Ele está sendo tão carinhoso e cuidadoso com ela.
Todos se cumprimentam, e eu volto para o meu lugar. Ao lado do Pedro, sendo acompanhada pelos três que se junta a nós a mesa.
Vejo Samanta subindo as escadas com dois copos nas mãos, e atrás dela, vem uma moça linda, também com dois copos.
Alguns minutinhos, e as duas aparecem na nossa frente. Reparo que o olhar da moça vai na direção do senhor Diogo. E ele assim que a vê, parece ficar desconcertado na cadeira.
As duas cumprimentam as pessoas na mesa, e se sentam. Samanta ao meu lado, e a moça ao lado de Samanta, e de frente ao senhor Diogo.
Samanta me entrega o copo, a olho ainda desconcertada mas aceito. Não quero passar como desajustada. Vejo a moça linda entregar o outro copo para a Simone, e vejo o brilho nos olhos da mulher. Mas noto o marido dela tomar o copo da mão dela.
— Quelé Maicon! Acha que sou alguma irresponsável? Não tem álcool na bebida dela. Tá legal!
Só depois que Samanta fala isso, o cara parece relaxar. Entrega novamente o copo pra Simone, que o pega com os olhos brilhando. É até engraçado ver ela assim.
— Nunca se sabe né Samanta. Você não é muito certa das ideias. Não é mesmo?
Acho que Samanta não gostou do que Maicon falou. Pois o olhar mortal que ela lançou pra ele, congelou até as minhas espinhas. Já o cara não parece ter sido afetado pelo olhar da Samanta. Manteve o olhar esnobe pra ela.
— Sua sorte é que eu gosto muito da Simone, ou em outro caso, deixaria ela viúva rapidinho!
— Qualé garota. Você sabe que não pode comigo! – É Maicon que fala, bem convencido de si.
— Não sei não, Maicon. Não se esqueça filha de quem ela é! – O Pedro fala todo orgulhoso, e Samanta sorri pro irmão. Já Maicon apenas deixa um sorriso de lado escapar. Não entendi. Isso era uma discussão?
A noite vai ocorrendo bem. E é cada novidade que desconheço. A bebida que a Samanta me deu? Bom, no início fiquei apreensiva, mas não é que o negócio é bom.
O tempo vai passando, e o papo na mesa está cada vez mais descontraído. Olho pro senhor Diogo, que chama meu nome fazendo uma pergunta;
— Ana você é de onde?
— Eu sou da Sibéria! – respondi tão rápido, até não entendi o motivo. Jamais em sã consciência eu falaria de onde vir, né? No máximo inventaria um país qualquer. Será que confio tanto assim nessas pessoas pra responder tão abertamente?
— Da Sibéria Ana? Uau! Tão longe. Não que seja da minha conta. Mas, porque veio pra Inglaterra? Pelo que eu percebi. Você parece que está aqui sozinha.
Reparo a bola fora que acabei de dá. Samanta está aqui me olhando, esperando que eu responda a pergunta que ela acabou de me fazer. Olho em volta, e todos estão me olhando esperando uma resposta minha.
Olho em volta, procurando um zona de escape. Fico nervosa por não pensar em nenhuma desculpa para dá.
Olho pro amontoado de gente dançando na parte de baixo, e uma ideia me ocorre.
— Parece ser bem divertido dançar. Poderia me levar até lá, Samanta? Nunca vim em uma boate. Gostaria de experimentar.
Samanta me olha por um tempo. Não sei o que se passa na cabeça dela. Não olhei pra ninguém ali. Não achei coragem. Mas mesmo sem olhar, consigo sentir o olhar do Pedro preso a mim.
Foi uma boa ideia que tive sair para dançar. Samanta não me perguntou mais nada. Estamos na parte de baixo da boate, junto do amotoado de gente. Estou tentando seguir o ritmo da dança. Um pouco difícil, mas aos poucos vou conseguindo.
Fico olhando para a Samanta e a Manu aqui comigo. As duas dançam muito bem.
Sinto que estou sendo observada, olho na direção de onde estava a uns minutos atrás, e nossos olhos se cruzam.
Pedro está me encarando de uma forma penetrante. Em sua mão, vejo o copo de bebida. Ele o leva na boca, enquanto mantém o olhar em mim.
Tentando ao máximo disfarçar o que o olhar dele causa em mim, volto a dançar.
O tempo vai passando, e como é bom estar aqui. Nunca fiz isso na vida. Vivia sempre presa dentro de casa. E agora estou me sentindo um passarinho livre. Sinto braços fortes segurar a minha cintura. Uma voz grossa soar aos meus ouvidos.
No momento, a única coisa que senti foi repulsa. Tento me afastar, mas os braços fortes não me largam.
Ouvi a voz da Samanta mandando alguém me soltar, para logo em seguida, ver olhos furiosos se aproximar.
Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Claudia
🤭🤭🤭🤭🤭🤭 Ciúmes ativado com sucesso Pedro 🤭🤭🧿♾
2025-01-08
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