Acordo no outro dia, tendo a ideia do que fazer. Conversar com meu pai ontem clareou minhas ideias. Pode até parecer invasivo, mas meu pai tem razão, e vou seguir com os conselhos dele. Até porque não tenho coragem de perguntar direto para Ana.
Me arrumo como de costume, e enquanto tomo meu desjejum, ligo para o encarregado responsável por coletar informações sigilosas para mim. Dou a ele algumas informações sobre Ana. Quero que ele descubra tudo sobre ela. Principalmente se tem namorado, noivo ou sei lá o que. Em seguida, dou por encerrada a ligação.
Saio do meu apartamento dando um beijo em dona Maria. E ao sair da garagem, dou de cara com um ser, que me deixa feliz e louco ao mesmo tempo. Nas mãos da maluca, está seu capacete, e ao olhar do outro lado da rua, vejo sua moto estacionada. Um pouco mais atrás, vejo o carro com os soldados do nosso pai.
— O que está fazendo aqui uma hora dessa garota?
— A qualé. Não posso nem vim ver meu irmão? – a descarada fala já vindo e entrando no meu carro sem dizer nada. Senta no banco do carona, e me encara rindo atoa. Aí tem–
— Aonde você pensa que vai Samanta?
— Só dirija vai!
Tenho alguma opção? Não. Não tenho. Tanto Samanta, quanto minha mãe. As duas conseguem de mim tudo que querem. Sem dizer pra onde quer que a leve, sigo o meu caminho de sempre. E não tô falando. Tem algo aí. Samanta está aqui ao meu lado, falando um monte de coisas, e nem sequer reclamou por eu está indo direto pra empresa.
Estaciono meu carro na garagem do prédio, saio do carro, e noto Samanta vindo atrás de mim.
Meu grude, meu carrapato. A garota grudenta, vem agarrada ao meu braço, algo que de cara, estranho. E juntos entramos na empresa. Chegamos ao terrário, e Samanta é popular aqui na empresa. Todos a conhecem, e gostam dessa descarada, assim como gostam da minha mãe. Ela já entrou cumprimentando todos, que sorriem animados quando a vê. Mas dessa vez ela não parou como de costume para cumprimentar ninguém. Seguiu agarrada a mim. Ainda não sei o que ela quer. Mas tenho certeza que é algum favor.
Entro com ela no elevador, ainda agarrada ao meu braço, e falando um monte. Coisas que até não entendo do que se trata.
As portas do elevador se abrem no meu andar. E saio do mesmo com Samanta ainda agarrada a mim. Seguimos pelo corredor. E de longe já consigo ver Ana e Simone. Cada uma em sua expectativa mesa.
Simone ao ver Samanta, abre um sorriso. Sinto Samanta agarrar mais o meu braço. Olho pra ela, e a noto sorri, em seguida ela apruma o corpo, e dá um beijo na minha bochecha.
O que deu nessa garota hoje? Tá doida ou o quê?
Desacreditado do comportamento irracional da minha irmã. Coisa que ela nunca fez de beijar a minha bochecha assim antes. Olho na direção das duas mulheres, e noto Ana arregalar os olhos. Em seguida, abaixar o olhar.
Volto o olhar para Simone, que intercala o olhar em Ana e Samanta, enquanto dá um sorriso. E a doida da Samanta? Rindo parecendo o coringa.
Sem entender o que se passa ali. Me aproximo das duas, ainda tendo Samanta agarrada a mim.
— Bom dia, Simone! Bom dia Ana. – Cumprimento as duas mulheres. E tenho o olhar rápido de Ana em mim, e logo ele olha para Samanta. Ela parece desconcertada–
— Bom dia, Pedro! – é a Simone que responde– Bom dia, Samanta!
— Bom dia, senhor Pedro! – De novo com esse negócio de senhor? Ela não tinha parado de me chamar assim? Frazo a testa pra ela, e o que ela faz? Apenas abaixa a cabeça–
— Bom dia, Simone! Amorzinho, você ainda não me apresentou a sua secretária nova! – olho rápido pra doida da Samanta. Que doideira é essa de amorzinho? E pior. Desde quando Samanta é melosa? –
— Samanta essa é a Ana! Ana essa...
— Samanta! Prazer! – Samanta a cumprimenta cortando a minha fala. Vejo Ana olhar para Samanta de um jeito estranho. Parece envergonha, não seu.
— Prazer, senhorita Samanta. — Ana fala toda envergonhada, olho pra Samanta, e a danada tá segurando a risada. Ainda não sei o que está se passando com a doida da minha irmã. Mas tenho mais o que fazer –
— Samanta, me solta. Ainda tenho que trabalhar.
— Que isso amorzinho! Vai me tratar assim? – essa garota tá possuída só pôde. –
— Tá doida, Samanta! Vai caçar o que fazer. Tenho certeza que a mamãe, ou o papai está precisando de você nesse instante!
Cara, agora sei que tô louco mesmo. Samanta me olha de olhos arregalados, em seguida caí na risada como se eu tivesse dito uma piada. Olho pra Simone que está do mesmo jeito que a doida da minha irmã. E a Ana? Essa eu não entendi. Tá olhando pra Samanta de olhos arregalados, e com expressão suavizada no rosto. Eu em. Só posso estar doido. Cabeça de mulher é um trem complicado.
— Não tenho tempo para as suas criancices agora Samanta! Ana. Pôde-me acompanhar por favor? – Falo olhando pra ela, que sorri linda pra mim. Daquele jeito que ela faz, me tirando todo o ar–
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Claudia
Samantha com certeza tem dedo dos seus pais ou da sua mãe 🤭🤭🤭🤭🤭🧿🧿♾♾
2024-12-20
1
Cleide Almeida
Samantha sua doidinha
2024-12-20
0