#13 capítulo

Sem graça com o ocorrido, não consegui olhar para Pedro. Saí da sala o mais rápido que consegui.

Fiquei por um tempo parada do lado de fora da sala dele, já tendo a porta fechada, por impulso, levei uma de minhas mãos no peito, sentindo o coração bater descompassado. Fiquei assim até ouvir a voz da Simone me chamar.

Agora pergunta se tive coragem de olhar pra ela? Não. Não tive. Apenas disse que precisava ir ao banheiro, e sair dali na velocidade da luz.

Fiquei um tempinho dentro do banheiro, recuperando o fôlego. Para ajudar, molhei o meu rosto. E só quando senti que estava melhor, sair do banheiro, para em seguida voltar para minha mesa.

Assim que sentei, recebi um sorriso cúmplice da Simone. Achei que ela iria me encher de perguntas, mas graças aos céus, ela se manteve quieta.

Votei à minha atenção no trabalho, até sentir uma presença na minha frente. Sabia que não era o Pedro. O perfume era doce, já o dele é forte, e muito bom por sinal.

Samanta chamou pelo nome que uso. Ana. Olhei pra ela todo sem graça, e recebi dela um sorriso lindo. Perguntei o que ela precisava. E assim como o Pedro. Ela não gosta de ser tratada formalmente. Algo que tenho que me acostumar. Vivi a vida inteira chamando as pessoas de, senhor, senhora e senhorita. Era a etiqueta exigida pelos meus pais.

Samanta me convida pra ir a uma balada. Mas eu não faço ideia do que isso significa. Ela me olha como se eu fosse um ET.

— Nunca foi em uma balada? Então precisamos mudar isso logo. Me passa seu endereço. Mais tarde vou até a sua casa te buscar. Hoje vamos curtir balada!

— A.a.a, não! – Falo desconcertada. Não quero que eles descubram que moro em uma pensão. Até pensei em ir pra um hotel. Mas seria mais fácil de ser encontrada pelo meu pai –

— Porque não? Não gostou de mim, Ana?

— O quê? Não, não é isso! É só que, não sou muito de sair.

— Hora de mudar isso! Sabe o que a minha mãe sempre fala pra mim e pro meu irmão? A vida é muita curta para não se aproveitar. Você ainda é jovem Ana! Tem que aproveitar mais da vida...

Olha, ou fazemos do jeito fácil, ou do jeito difícil.

— Como assim? – pergunto confusa–

— Ou me passa o seu endereço, ou eu descubro por conta própria. E acredite. Eu descubro!

Sentir até um calafrio agora. Como assim ela descobre? Sou tirada dos desvaneios com a voz da Simone me chamando.

— Vai Ana! Você vai amar. Eu também iria, se não fosse esse enorme barrigão!

— E qual o problema da barriga? Você tá grávida não doente. Você poderia ir, e ficar junto de nós no camarote!

Vi até um brilho nos olhos da Simone. Esse negócio de balada deve ser bom mesmo. A Simone ficou toda empolgada. E em meio a empolgação da Simone, não consegui escapar da Samanta.

No fim, estou aqui no meu quarto, terminando de me arrumar. Escuto uma notificação de mensagem, e ao pegar, constato ser a Samanta, me informando que já estava na porta da pensão me esperando.

Respiro fundo, olho no espelho me sentindo um pouco sem jeito. Vocês não fazem ideia do que essa garota fez. Mandou um entregador me entregar um vestido. E meu Deus. O vestido é justo, acima do joelho, decotado no busto, e na cor preta. Nunca em mil anos, me imaginei vestida assim.

Mas para não ficar sem graça com a Samanta. Fiz o esforço de usar o vestido.

Saio da pensão. E é automático. Olho em todas as direções possíveis, até meus olhos se prenderem em uma cena que me deixou sem jeito.

Meu Deus. O Pedro está parado na porta da pensão, encostado do lado de fora do carro. Samanta do outro lado me olhando rindo.

Agora pergunta se consigo sair do lugar? As minhas pernas parecem que tem amarradas nelas um saco de cimento em cada uma delas.

— Bora Ana! A balada nos espera!

Samanta grita do outro lado do carro. E pelo que vejo, ela parece ser o tipo de pessoa que não liga para o que os outros dizem. Obrigo as minhas pernas a me obedecer, e caminho na direção do carro. Pedro parece atendo a cada passo que dou.

— Boa noite, Ana! Você está linda!

Pronto, as pernas agora que não vão me obedecer mesmo.

O caminho foi constrangedor dentro daquele carro. Pedro ao volante, eu sentada no banco do carona ao seu lado, por exigência de Samanta. E a própria no banco de trás falando sem parar.

Chegamos em um local, que daqui de fora é possível escutar música alta. Tem uma fila enorme, todos doidos pra entrar.

Vê essa fila até me desanimou agora. Pedro, antes de sair do carro, me olha no fundo dos olhos. Ele tem mesmo que fazer isso. É como um ímã atraído pelo ferro. Cada segundo, nós aproximamos mais. Até escutar uma voz do lado de fora.

— Ei, vocês dois. Não vão sair do carro não? Eu tô doida pra entrar! Bora meu povo!

Tenho que dizer. Essa Samanta realmente não é igual as pessoas a quem estou acostumada a conviver. Mas isso não significa que não esteja gostando. Ela alegra o dia de qualquer um.

Pedro pareceu frustrado, me olhou, e deu um sorriso de lado. Em seguida me chamou para sairmos, e nos juntar a maluquinha da sua irmã.

Irmã! Então é isso que eles são. Tinha a suspeita, mas a confirmação veio só agora.

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

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Comments

Claudia

Claudia

Ana por incrível que pareça encontrou a Família perfeita agora relaxa e curta 🎊🎊🎊🎊🎊🧿🧿♾♾

2025-01-03

1

Patrícia Franco

Patrícia Franco

mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais

2025-01-04

0

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