capítulo 8

— Uau, que gata. Por acaso é por conta dela que você ficou com cara de paisagem ontem, a noite toda? Olha entendo. Ela é muito gata!

Diogo esperou só Ana sair da sala, pra começar com as ladainhas. Mermão, vou te falar, a vontade de dar na cara do Diogo tá grande viu. Mas eu conheço o ponto fraco dele agora. Que vê?

— E a Emanuela vai bem? – Não tô falando. A cara de bravo dele pra mim agora é impagável–

— Quê que tem a Manu?

— Manu? Olha como já estamos evoluídos! – Começo a rir da cara dele, sei que isso deixa ele bravo. Tô falando. Não aguenta com as provocações. Não entendo porque começa–

— Você é um miserável! Toma, pra mim já deu.

Ele me entrega uma pasta, e se vira todo emburrado. Mas pra mim ainda é pouco. Diogo quando dá pra pegar no pé da gente, não alivia. Então também não vou aliviar.

— A é! – Chamo a atenção dele e ele se vira emburrado – Devo começar a chamar a Manu de cunhadinha agora?

— Fica na sua mermão. É melhor pra tu!

Emburrado, Diogo se vira e sai da sala. E eu? Não me aguento de rir da cara do sujeito.

Assim que me recupero, volto a atenção na pasta que Diogo me entregou. Fico aqui a analisando, até da a hora da reunião.

Me levanto do meu acento, ajeitando o paletó no corpo, em seguida saio da sala.

Assim que passo pela porta, o primeiro lugar que meus olhos procuram, sem meu consentimento. É a mesa da senhorita Ana. Fico por um tempo aqui a observando. Ela está toda concentrada no trabalho, e a imagem me deixa atônito. Só me dou conta que estou tempo demais olhando pra ela, quando meus olhos se voltam para a Simone, que me olha sorrindo.

Tentando disfarçar a furada que acabei de dar na frente da Simone. Me recomponho com um arranhar proposital de garganta, e sigo caminho até a mesa dela.

Ana está tão concentrada no que faz. Que até o momento, não me viu parado aqui na sua frente.

Chamo por ela, e ela me olha atônita.

— Vamos senhorita Ana. A reunião nos aguarda.

— Sim senhor!

Me afasto um pouco da mesa, enquanto vejo ela se levantar e pegar uma agenda e uma caneta. Sorrio de lado, com toda certeza Simone, a orientou carregar a agenda com ela.

Ana vem toda vergonha na minha direção. E pörra. Se essa mulher soubesse o que essa carinha corada dela, me encarando toda sem jeito, está fazendo com o meu psicológico. Ela não me olhava assim.

Caminho lado a lado com Ana, o cheiro vindo dela é tão bom. Passa um pouco, e chegamos até o elevador. Aperto o botão, e não demora para as portas se abrirem. Dou passagem para que Ana entre primeiro, e entro em seguida, apertando um potão para os andares abaixo do meu.

As portas se fecham, e o cheiro delicioso da mulher ao meu lado, impregnam todo o ambiente.

Respiro fundo, na tentativa de manter a minha mente focada. Implorando mentalmente para chegarmos logo ao nosso destino. Ana, a todo momento permanece calada. É visível o desconforto dela.

— Está nervosa?

— Han? Oi?

Ela me olha tão rapido. E fica tão fofa, nervosa. Meu Deus. Tenho que parar com esses pensamentos. A garota pode ter um namorado, um noivo ou sei lá.

Que mërda. Pensar nisso me dá nos nervos. Dröga. Respiro fundo e refaço a pergunta, mas de jeito que ela entenda.

— Perguntei se esta nervosa por causa da reunião!

— A, sim! Não vou mentir, senhor Pedro. É a primeira reunião que participo! Então. Estou bem nervosa sim!

Mas que raios de senhor Pedro? Essa mulher acha que sou algum velho?

— Não se preocupe, Ana! Você vai tirar de letra. Só ficar ao meu lado, que tudo vai dar certo! – Falo sorrindo pra ela, e pörra. Ela me devolve o sorriso, que até esqueci como respirar– Ana me faz um favor? – pergunto, tendo total atenção dela em mim–

— Claro! O que o senhor deseja? – Sorri de lado–

— Poderia parar de me chamar de senhor, por favor? Não acho que sou tão velho assim!

Não tive nem tempo de obter resposta, já que as portas do elevador se escancaram. Esperei ela sair primeiro, e saí em seguida.

Fomos o restante do caminho calados, até chegar na sala de reunião. Abri a porta dando passagem para que ela entrasse primeiro, e entrei em seguida.

Assim que pousei meus olhos dentro da sala. Notei olhos curiosos na direção da minha secretária. Olhares que não demorou pra se transformar em algo diferente. Atração, e se não me engano, cobiça.

O sangue ferveu ao ver esse bando de macho babando na Ana. Apertei forte a palma da mão, e respirei fundo pra não fazer besteira.

Isso não tá certo Pedro. Acabou de conhecer a garota e já está se sentindo o dono dela?

Quando é que você se tornou esse cara possessivo?

Me repreendo mentalmente desses pensamentos.

Sigo na direção do meu acento, e conduzo Ana até a mesa, e percebo o desconforto dela por ter esse bando de homens babando nela. Me sento no meu lugar de sempre, pronto pra começar a reunião.

Ajude a autora, curtindo e dando a opinião de vocês a cada capítulo! 🥰

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Comments

Dominique Florentina de Souza

Dominique Florentina de Souza

Que pena vou ter que ler todo começo desse livro de novo porque a Autora começou a escrever de novo

2024-12-14

1

ALDELICE FREITAS

ALDELICE FREITAS

estou ansiosa pra mais capítulos

2024-12-19

0

Cleide Almeida

Cleide Almeida

ciúmes é pouco é Pedro 😅😅😅

2024-12-14

0

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