A Cabine é pequena demais

— Não querendo interromper os pombinhos, mas estamos aqui, sabiam? — disse Stacey, arqueando uma sobrancelha com um sorriso divertido.

Senti o calor subindo pelo meu rosto, ainda afetada pelas palavras de Kevin. Tentei disfarçar, mas, ao encarar seu olhar cheio de satisfação, percebi que ele notava meu nervosismo e se divertia com isso.

— Amanda e Matt ainda não chegaram. Que demora... — comentei, desviando o assunto para qualquer coisa que me ajudasse a recuperar o controle.

Kevin, no entanto, não parecia interessado na conversa. Seus olhos me estudavam de forma intensa, quase devoradora. Era impossível ignorar o que sentíamos ultimamente; havia algo incontrolável entre nós. Cada vez mais parecia um milagre não termos cedido completamente à tentação.

— Aposto que estão se pegando em algum canto. — Kevin deu de ombros, aproximando-se de mim. — Que tal fazermos o mesmo?

Antes que eu pudesse reagir, ele segurou meu braço, guiando-me com determinação.

— Vocês dois são impossíveis! — exclamou Stacey, rindo ao lado de Otávio, que também deu uma risadinha.

Eu mal tive tempo de protestar antes de perceber onde estávamos. Kevin havia nos levado para o banheiro dos professores. Meu coração acelerou; aquele era o último lugar onde alguém nos procuraria, mas também o mais arriscado.

— Tira a blusa, Ayara. — Ele me encarava com olhos intensos, a voz grave e carregada de desejo.

Hesitei, sentindo meu corpo em conflito. Mas, antes que minha mente pudesse formular uma resposta coerente, o olhar dele me venceu. Num instante, eu já estava sentada sobre ele, apenas de sutiã, trancados na cabine. Kevin estava no sanitário, e eu sobre suas pernas, como se o mundo ao nosso redor tivesse desaparecido.

— Kevin... alguém pode nos ouvir. — Minha voz saiu abafada, quase um sussurro, enquanto ele me beijava com intensidade, sua boca descendo para o meu pescoço.

— Deixa eles ouvirem. — Ele respondeu com um sorriso travesso, enquanto suas mãos deslizavam por minhas costas.

Seus movimentos eram seguros e decididos. Kevin abriu meu sutiã, e senti o calor subir novamente pelo meu corpo. Ele olhou para mim, como se estivesse diante de algo sagrado, e aquilo me deixou simultaneamente envergonhada e vulnerável.

— São perfeitos... — murmurou ele, antes de me puxar para mais perto, beijando-me como se não houvesse amanhã.

O som da nossa respiração ofegante parecia preencher o espaço estreito da cabine. Meu coração batia tão forte que eu temia que pudesse ser ouvido do lado de fora.

— Kevin, talvez eu possa tentar... — Minha voz saiu hesitante, mas cheia de curiosidade.

Ele parou e me olhou com um sorriso suave, como se minhas palavras tivessem sido a coisa mais doce que já ouvira.

— Não precisa tentar nada. — Ele afastou uma mecha do meu cabelo e beijou minha testa. — Quero que você se sinta bem. É só isso que importa agora.

Com delicadeza, ele deslizou suas mãos pela minha cintura, levantando minha saia. Senti um arrepio percorrer meu corpo quando ele afastou minha calcinha e começou a explorar meu corpo com os lábios. Fechei os olhos, perdida nas sensações. Minhas pernas tremiam, e só consegui me manter de pé porque ele me segurava firmemente.

O mundo lá fora parecia ter deixado de existir. Tudo o que importava era aquele momento.

Quando meu corpo finalmente cedeu, Kevin ergueu o olhar, satisfeito, e se levantou, ajeitando minhas roupas com uma ternura inesperada.

— Boa garota. Agora, vamos, antes que percebam que sumimos. — Ele me lançou aquele sorriso safado que só ele sabia dar.

Enquanto me vestia rapidamente, senti meu rosto arder de vergonha. O que tínhamos acabado de fazer era loucura, mas, ao mesmo tempo, eu não conseguia me arrepender.

— Isso foi... — comecei a dizer, mas as palavras fugiram da minha boca.

— Foi incrível. — Kevin interrompeu, segurando meu rosto entre as mãos. — Mas calma, Ayara. Não quero apressar nada. Tudo no seu tempo, está bem?

Ele beijou minha testa novamente, e naquele gesto havia algo mais profundo que desejo. Senti meu coração acelerar por um motivo completamente diferente.

— Agora vamos. Prometo que tento me comportar... pelo menos até a próxima vez. — Ele piscou, puxando-me pela mão.

E, com um sorriso que eu não conseguia conter, deixei-me ser guiada de volta ao mundo.

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Tình nhạt phai

Tình nhạt phai

A narrativa é tão envolvente que nem percebi o tempo passar.

2024-12-05

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