Prólogo • Alessandro Pivani

A Tomada do Poder (17 Anos Atrás)...

Antes de organizar os equipamentos de combate na mochila, verifico novamente as armas e munições que pretendo usar em breve.

Embora eu possuísse um amplo arsenal, escolhi levar um rifle de precisão, um fuzil e uma faca para situações de combate pessoal. No entanto, a arma que mais me impressiona é a pistola de gatilho duplo, especialmente desenvolvida por um especialista americano. Comprei-a a um preço elevado, mas foi um investimento compensador, pois consigo disparar dois disparos com apenas um toque no gatilho.

Em um sonho, sonhei que estava armado com uma arma dessas e só fiquei em paz quando encontrei alguém que a criasse especificamente para mim.

Os quatro homens que considero amigos também se encontram no centro das operações, verificando suas armas. Cada pessoa tem seu próprio estilo de luta e, por isso, fizemos decisões pessoais sobre o que deveríamos levar.

A partir de amanhã, assumirei a liderança da CRIMINE da 'Ndrangheta, com Diego Marchese, Mariano Castaldo, Lucca Baroni e Enrico Palladino se tornando meus CORONÉIS. Com eles, nos últimos cinco anos, tracei um plano para remover o malvado Riccardo Rossi do poder.

No passado, ele destruiu a minha vida e agora sou eu que vou destruir a dele.

Vou destruir a sua organização internamente, tal como o seu chefe atual. Já tenho meu próprio grupo formado; não quero nenhuma cobra contaminando minha equipe.

É evidente que vou conquistar alguns dos homens dele para o meu lado, porém eles precisam compreender que estão sob minha liderança e devem aderir às minhas normas. Se não, todos seguirão o mesmo caminho do líder vigente: a morte.

Riccardo sempre foi e continua a ser um desprezível visionário. Ele não se satisfaz apenas em governar a Calábria; ele foi além e aterrorizou todo o país, disseminando terror e angústia por todos os lados. Um dos seus maiores deleites é explorar crianças, forçando-as à prostituição.

Só de pensar nas barbaridades que esse indivíduo fez, tenho vontade de acelerar meus planos e enviar esse infeliz para o além o mais rápido possível. No entanto, não posso agir de forma impulsiva agora; passei muito tempo sendo cauteloso para permitir que a ira interfira em minhas ações.

Um líder eficaz atua de acordo com seus planos, portanto, deve ser imparcial. Preservar a serenidade em meio ao tumulto me possibilitará retirar toda a equipe com segurança do mar agitado.

Com as armas verificadas e as munições armazenadas na mochila, deixo que minha mente se desloque até a única pessoa neste mundo que carrega meu DNA: minha filha Mia.

Aos vinte anos, continuo bastante jovem; no entanto, desde a trágica morte dos meus pais e irmã pelas mãos do infeliz Riccardo, apenas uma vez me descuidei. Este erro levou à pequena Mia.

Ela tem três anos e sorri na única fotografia que tenho dela; essa fotografia está entre os meus dedos e ela merecia ter um pai que não fosse eu. O futuro que imaginei não podeestar ligado a alguém tão inocente como essa menininha sorridente.

Esta imagem é quase um tesouro, uma visão do passado oculta, longe dos olhares curiosos e de mim mesmo.

Na fotografia, vejo uma menina de cabelos escuros e olhos azuis, semelhantes aos meus. Eu e os quatro homens em quem confio temos conhecimento de sua existência. Mia é um nome que não costumo dizer em voz alta.

Quando ela nasceu, eu havia acabado de completar dezessete anos; era apenas um adolescente já mergulhado nas profundezas do submundo italiano, enquanto iniciava a execução do meu plano contra Riccardo.

Eu explorava o submundo italiano, estabelecendo relações com indivíduos que também odiavam aquele infeliz, ao mesmo tempo que planejávamos ações urgentes. A mãe de Mia era uma prostituta obcecada por heroínas, que se prostituía em troca de drogas, mas comigo ela ele se entregava apenas pelo prazer.

Nunca remunerei uma mulher para ficar comigo durante a noite. Mesmo aos quatorze anos, na minha primeira experiência, não tive que pagar nada para ter alguém ao meu lado na cama. Eu sempre tive uma altura superior à dos garotos da minha idade, e algumas prostitutas se sentiam atraídas por garotos como eu.

Elas me instruíam acerca do prazer e, simultaneamente, empregavam os jovens para preencher o vazio deixado por clientes mais velhos e degradantes em suas vidas.

Não guardo mágoas delas; da mesma forma que elas me usaram, eu também me beneficiei da situação. Aprendi a ter sexo como um profissional de verdade e descobri uma maneira incrivelmente prazerosa de liberar todo o meu ódio.

Quando Mia nasceu, compreendi que não poderia proporcionar a vida que ela merecia, ciente de que não poderia resguardá-la dos riscos que a Itália apresenta enquanto sob o domínio de Riccardo Rossi.

Portanto, naquele momento, tomei uma decisão complicada: eliminei a prostituta que carregou Mia durante nove meses em seu ventre. Ela constantemente ameaçou negligenciar a menina, expondo-a a indivíduos que poderiam causar danos a ela no futuro.

Depois disso, mandei Mia e sua cuidadora para os Estados Unidos, longe deste lugar maldito que denomino como lar. Estava resoluto em assegurar que Mia se desenvolvesse longe das ruas violentas de San Luca e das ameaças que me cercam, ameaças que agora se intensificariam ainda mais.

Naquele instante, isolar Mia parecia ser a única opção sábia. Estava correto e persisto em salvaguardá-la de todos, inclusive de mim mesmo. Em breve, assumirei o cargo de CAPO CRIMINE da 'Ndrangheta e tenho consciência de que, mesmo com Riccardo afastado, não posso mantê-la por perto.

A proteção de Mia é de suma importância, superando até mesmo o meu anseio de tê-la ao meu lado. Embora esteja sob meu controle, San Luca ainda representa um risco para ela. Não colocarei em risco a vida da minha própria filha; ela representa o último resquício do meu sangue e a parte mais significativa de mim.

A menina que sorri na foto entre meus dedos, uma figura que conheci raramente, não faz ideia dos perigos que enfrento todos os dias para garantir sua segurança. Talvez um dia ela tenha dúvidas, mas até agora, a decisão mais desafiadora foi mantê-la afastada.

Houve ocasiões em que ambicionei situações distintas para nós dois; contudo, a realidade da vida é inexorável. Apenas posso aceitá-la. Com um profundo suspiro, recoloco a foto em seu esconderijo na gaveta e me preparo para o desafio que se avizinha.

Ainda hoje, irei remover Riccardo Rossi e mudar o futuro de San Luca. A influência nas vidas alheias não se compara ao domínio sobre a minha própria existência; essa percepção fortalece a minha escolha de manter Mia afastada de mim.

Horas Depois

O ar está repleto do forte odor da pólvora. O som dos disparos reverbera por toda a fortaleza que Riccardo Rossi denomina como seu lar. Sim, estou penetrando em seu território; ao pegar esse infeliz, pendurarei sua cabeça no portão para demonstrar aos habitantes de San Luca que estão livres do antigo DON e devem agora servir a um novo senhor: Alessandro Pivani, o seu CAPO CRIMINE.

Os meus dedos estão tensionados; minhas mãos suadas seguram com firmeza a arma que foi especialmente projetada para mim há anos. O meu coração acelera dentro do peito, não por temor, mas pela expectativa; uma combinação forte de ansiedade e resolução invade o meu ser.

Ao iniciar minhas relações no submundo e deixar claro que em breve seria o novo DON da Itália, muitos riram de maneira absurda disso. Alguns pagaram caro pelos seus erros; outros tiveram a oportunidade de se redimir e hoje estão ao meu lado.

Para indivíduos como nós, a fé e a confiança não são tarefas simples. Com vinte anos, minha missão se tornou bastante complexa; no entanto, quando iniciei meu plano de vingança contra Rossi, eu já tinha quinze anos.

Pode parecer presunçoso da minha parte, mas tenho absoluta certeza de que nasci para ser o mais notável. Assim, estou na liderança não só dos quatro homens em quem confio – Diego Marchese, Mariano Castaldo, Lucca Baroni e Enrico Palladino –, mas também de todos os outros que se uniram a nós na batalha contra Riccardo, tornando–se meus comandantes e soldados.

Por anos, organizei cada pormenor deste momento e esperei com paciência a oportunidade de expulsar o malvado Riccardo Rossi do poder. O seu nome, que ressoou como uma maldição em San Luca por tanto tempo, será eliminado do mapa.

A minha sede de vingança é movida não só pelo anseio de justiça para a minha nação, mas também pelo débito pessoal que esse infeliz possui comigo. Ele dizimou toda a minha família, deixando–me sozinho neste universo. Minha mãe e minha irmã sofreram as consequências da sua loucura e dos seus anseios insaciáveis.

Por recusar entregar minha irmã adolescente ao miserável, meu pai foi assassinado. Ele a observou apenas uma vez, quando ela levava o almoço dos meus pais para a feira de venda de verduras.

Riccardo perdeu a razão ao insistir em levar minha irmã consigo a todo custo, enquanto meus pais se esforçavam ao máximo. Nesse dia trágico, eles sucumbiram diante dela. Sobrevivi por estar em casa, cuidando da pequena plantação que mantínhamos.

Hoje é o dia em que Riccardo será recompensado de acordo com seu merecimento e eu serei o responsável pela sua morte. Todos estão cientes de que, uma vez capturado, ele estará sob o meu controle. Embora eu saiba que muitos desejam ceifar a vida deste infeliz pessoalmente, estou ciente de que ninguém terá a ousadia de desafiar a ordem do futuro DON, aquele que pode planejar a queda de Riccardo bem diante de seus olhos.

Enquanto me escondo nas sombras do terreno, examino novamente o terreno ao meu redor, planejando e esperando o momento certo para agir. O meu ódio ferve como um vulcão à beira de uma erupção.

Nas noites solitárias após o falecimento da minha família, meus pensamentos eram preenchidos por imagens violentas do que eu poderia ter feito com aquele sem–abrigo. Era só fechar os olhos para presenciar os pesadelos onde Rossi se fundia às recordações dos meus entes queridos que faleceram em locais públicos.

Assegurei a mim mesmo que Riccardo pagaria por cada noite sem dormir pensando na família que perdi, e pela angústia que infligiu aos meus familiares devido à brutalidade dos seus assassinatos. Hoje é o dia em que irei honrá–los.

Finalmente estou na residência do infeliz. Agora é apenas uma questão de tempo até que eu possa pegá–lo. As tênues luzes das velas oscilam à medida que avançamos pelos corredores sombrios. À medida que nos aproximamos do escritório de Riccardo, os reflexos das armas resplandecem.

Enrico, o membro mais rápido do grupo, abre a porta com delicadeza, facilitando a nossa entrada. O local de trabalho de Riccardo Rossi está coberto de sombras e, tal como no corredor, a única luz provém das velas que se movem sobre a mesa de madeira escura.

Procedo devagar com a arma em mãos. Ao contrário de mim, que apontava uma arma para ele, Riccardo aparentava estar desprotegido atrás da mesa, mas logo esboçava um sorriso malicioso ao me encarar.

No entanto, vejo o brilho de surpresa em seus olhos. Ele é tão presunçoso e convencido do temor que provoca nos outros que se esqueceu de salvaguardar sua própria proteção. Foi mais fácil alcançar ele do que eu imaginava.

– Alessandro... – Ele zomba, mas percebo o temor velado em seu olhar. – Você, que treinei como se fosse meu filho, se um dia tivesse um, decidiu me trair – declara, admitindo que serei seu executor.

Lamentável! Ele nunca reuniu as características necessárias para se tornar pai de alguém. Riccardo é calculista; apenas a maldade persiste em seu interior.

– Admito que estou surpreso. Como uma sombra, você se aproximou. Quando te retirei das ruas, você era apenas um tamanho e parecia uma ratazana presa – ele afirma, como se estivesse cobrando os anos em que me sustentou.

Eu me aproximei por vontade própria. Hoje, Rossi, você vai perceber que as ratazanas são mais habilidosas do que você pensa. – Meus olhos cintilam com um brilho intenso, enquanto minha voz ressoa num sussurro frio.

Apenas cinco de nós estamos na sala com ele e prosseguimos conforme o plano para encerrar a armadilha em torno de Rossi. Diego e Mariano, além de mim, têm suas armas apontadas diretamente para aquele parasita, prevenindo qualquer reação dele, enquanto Lucca e Enrico se mantêm vigilantes à distância.

– Alessandro, você realmente acha que pode me matar? – Riccardo questiona com uma voz cheia de confiança. – Você e sua gangue de ratos não são concorrentes para o meu exército. É importante serem ágeis; em breve a minha cavalaria estará a caminho.

Entendo que ele está mentindo. Riccardo deseja que eu aja de forma apressada e proporcione–lhe uma morte rápida, pois sabe que este é o seu último suspiro; sabe que sou eu quem purificará o mundo da sua presença. No entanto, conhecendo–o tão profundamente quanto alguém que viveu perto dele pode conhecer, não me deixo enganar pelo seu charme.

– Tenho algo para te recordar, Riccardo. – Aproximo–me serenamente da mesa, mantendo o olhar fixo nele. – Há sete anos, você matou minha família.

– Alessandro, não seja rancoroso. – Riccardo interrompe com um sorriso forçado; faço um grande esforço para não me aproximar dele. – Já matei muitas pessoas na vida; não consigo lembrar o nome dos seus pais. – Ele afirma isso fazendo um gesto desprezível com as mãos. – Eles devem ter sido apenas mais alguns dos infelizes que perdi por minha causa.

A ira transborda dentro de mim. Como um tigre que foge do cativeiro, salto sobre a mesa, derrubando Riccardo e sua cadeira, enquanto ataco-o com violência. O infeliz é um genuíno sádico; por isso, estou resoluto em fazê-lo experimentar seu próprio veneno.

Bato em seu rosto e corpo até onde meus dedos alcançam e, em seguida, pego a faca que carreguei, esfaqueando-o em locais estratégicos para provocar dor sem resultar em morte... por enquanto.

– Não consegue se lembrar de quem eu sou? Você se lembra de ter assassinado meus pais e minha irmã? De ter me abandonado no mundo porque meus pais se recusaram a entregar uma adolescente para se tornar sua escrava! – Murmuro enquanto golpeio cada parte desse corpo perverso com uma força cada vez maior.

Quando compartilho minha motivação, Rossi muda de surpresa para surpresa. Em seguida, descrevo em detalhes o assassinato dos meus pais e irmã em praça pública, enquanto continuo a agredir seu corpo com meus punhos e faca.

– Você é o garoto? – Vejo o turbilhão de memórias clareando seu rosto. – Eu te procurei para acabar com a sua vida e não consegui te achar! – Ele confessa quase sem voz, depois de ter sofrido bastante. – No final, você mesmo se aproximou de mim.

– Sim, eu estou aqui – Respondo ainda mais irado – Pois sou eu quem vai acabar com a sua existência, não você.

Permito que os quatro homens que me acompanham também tenham seu momento com o infeliz e, apenas quando percebo que seu corpo se transformou numa massa imóvel, quase sem vida e mutilado sobre uma mancha de sangue, dou–lhe o tiro de misericórdia.

Mantenho-me ereto, encarando o corpo do homem que outrora causou tanto sofrimento à minha família. Compreendo que este é o fim de um capítulo da minha vida, mas também o início de outro, onde deixo de ser a vítima para me tornar o agressor.

Conforme combinado, separo o crânio do corpo de Riccardo. Lucca e Enrico se encarregarão de pendurá-las individualmente no portão. Inicialmente, eu, Diego e Mariano seremos responsáveis por coletar qualquer documentação relevante para a nossa organização.

A 'Ndrangheta surge de nossas ações e não perecerá conosco. Desde agora, nos empenharemos em torna-la a maior de todos os tempos, lembrada não somente pela sua crueldade, mas também pela sua prosperidade e influência.

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Comments

Marcia Regina

Marcia Regina

eu tbm adoro mais vejo que é o início da ndrangueta e aí não tinha leis na máfia pois é um qualquer que toma o poder

2024-11-22

1

Rosa Fatima de Barros

Rosa Fatima de Barros

história com fotos fica mais interessante de ser ler

2024-11-23

1

Helena Pontioli

Helena Pontioli

Eu amo livros com mafiosos, então vamos continuar a leitura.

2024-11-22

1

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1 Introdução
2 Prólogo • Alessandro Pivani
3 Capítulo 01 • Alessandro Pivani
4 Capítulo 02 • Vittoria Fainello
5 Capítulo 03 • Mia Pivani
6 Capítulo 04 • Vittoria Fainello
7 Capítulo 05 • Vittoria Fainello
8 Capítulo 06 • Alessandro Pivani
9 Capítulo 07 • Alessandro Pivani
10 Capítulo 08 • Vittoria Fainello
11 Capítulo 09 • Alessandro Pivani
12 Capítulo 10 • Vittoria Fainello
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18 Capítulo 16 • Vittoria Fainello
19 Capítulo 17 • Vittoria Fainello
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21 Capítulo 19 • Vittoria Fainello
22 Capítulo 20 • Alessandro Pivani
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49 Capítulo 47 • Alessandro Pivani
50 Capítulo 48 • Vittoria Fainello
51 Epílogo • Alessandro Pivani
52 Agradecimentos • Fernanda T.
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2
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