CAPITULO 12 - Celeste Venturi

* Celeste Venturi *

Enquanto o carro se afastava da cidade, observei a paisagem desdobrar-se pela janela. Árvores, pequenas casas e o brilho das luzes urbanas se desfaziam no horizonte, dando lugar ao silêncio e ao escuro da estrada. A tensão ao meu lado era quase tangível. Leandro dirigia com o semblante sério, seu olhar fixo à frente, imperturbável. A cada quilômetro, o ar entre nós parecia ficar mais denso, o silêncio preenchendo o espaço com um peso que quase me sufocava.

Quando finalmente viramos em uma estrada menor, lá estava ela, a nova mansão — uma construção moderna e luxuosa, escondida entre a vegetação, como um segredo cuidadosamente guardado. A casa ergueu-se à nossa frente, com paredes de vidro e arquitetura imponente. Por um instante, me vi admirando sua estrutura e a elegância que emanava de cada detalhe, mas também senti um calafrio. Seria realmente este o lugar onde eu começaria uma nova vida?

— Foi feita especialmente para nós — ele disse, com a voz baixa, quebrando o silêncio. — Privacidade, segurança... tudo o que precisamos.

Havia um tom de orgulho em sua fala, mas também algo mais profundo, algo que beirava a possessão. Entrei com ele, sendo guiada pelo hall principal.

A decoração era ainda mais impressionante. Linhas minimalistas, cores frias e móveis que pareciam saídos de uma revista. Cada peça, cada canto, tudo gritava sofisticação e... distanciamento. O lugar refletia Leandro em cada detalhe: elegante, reservado, mas com uma frieza que parecia engolir a alma do ambiente. A cada passo, me sentia observada, como se as paredes e o teto fossem cúmplices de algo maior, algo que ainda não compreendia totalmente.

Meu olhar percorreu os cômodos, absorvendo cada detalhe daquela mansão que parecia ter sido construída para exibir poder e controle. Logo depois Leandro me guiou pelos corredores silenciosos, mantendo-se à frente com passos firmes. A luz suave refletia o brilho da madeira escura e dos detalhes de mármore no chão, acentuando a frieza do lugar. Finalmente, ele abriu uma porta e parou, indicando que aquele era o quarto que dividiríamos dali em diante.

Entrei hesitante, deixando o olhar vagar pelo espaço opulento à minha frente. O quarto era uma obra-prima de luxo, com uma cama imensa no centro, coberta por lençóis e colchas impecáveis, como uma cena intocada. Havia uma riqueza evidente em cada detalhe, desde as cortinas de tecido fino que ondulavam suavemente, até os móveis de design impecável e a paleta de cores neutras e profundas. Aquilo era um reflexo de Leandro.

O silêncio entre nós pesava no ar, mas ele não demorou a quebrá-lo.

— Celeste, — começou, a voz calma, mas com uma firmeza que não permitia objeções — existe uma tradição que precisamos cumprir. É esperado que... consumemos o casamento nesta noite.

A realidade de suas palavras atingiu-me como um choque gélido. Ele continuou, sem qualquer hesitação.

— Pela manhã, os lençóis serão recolhidos para serem apresentados à máfia. É uma questão de honra, para ambas as famílias.

Por um momento, fiquei paralisada, tentando absorver o que ele acabara de dizer. A ideia de que esperavam provas da nossa intimidade, como se eu fosse uma peça de um jogo de poder, era revoltante. E ali estava Leandro, falando com naturalidade sobre um ato que para mim representava mais que um simples ritual.

— Isso só pode ser uma piada — sussurrei, minha voz falhando, mas logo a raiva tomou conta de mim. — Você realmente acha que vou seguir essa tradição absurda? Depois de tudo o que aconteceu hoje? Depois do que você me fez passar?

Leandro ficou em silêncio, seus olhos me analisando com aquela expressão impenetrável, mas ele não parecia inclinado a recuar.

— Não vou ser um símbolo de submissão para ninguém, Leandro. E principalmente para você, — continuei, a raiva crescente escapando em cada palavra. — Não depois de você trazer aquela mulher para o meu casamento. Não depois da humilhação que me fez passar!

Ele estreitou os olhos, a paciência desaparecendo do seu rosto, substituída por algo mais duro, implacável.

— Celeste, você é minha esposa agora. Existem regras e expectativas. Não estamos aqui para brincar de casinha.

Leandro começou a se aproximou de mim, a tensão na sala aumentou. Eu recuava, até sentir a parede fria contra minhas costas. Ele parou bem na minha frente, sua presença imponente me fazendo sentir um misto de medo e indignação.

Eu estava presa contra a parede, o medo e a raiva se misturando em meu peito. Leandro, com aquele olhar frio e imperioso. Minha respiração estava acelerada, e minha mente girava, tentando entender o que ele queria de mim, como se fosse uma ordem infalível.

— Tire a roupa — ele disse, sua voz cortante e autoritária, como se fosse uma ordem inegociável.

Meu corpo estava tenso, os músculos doloridos de tanto reprimir o ódio. Ele queria me humilhar, como se eu fosse nada mais que uma marionete. Não iria ceder, não dessa vez. Ele tinha me empurrado para um casamento arranjado, me exposto à humilhação de sua amante na festa, e agora queria o controle absoluto sobre meu corpo. Eu não permitiria.

— Não, seu idiota! — gritei, meu rosto vermelho de fúria. — Não sou um brinquedo para você brincar quando quiser!

A expressão dele não vacilou, mas eu vi algo escuro nos seus olhos. Ele estava perdendo a paciência, e eu sabia que não ia ser fácil, mas não ia ser submissa. Não depois de tudo.

— Não complique as coisas, Celeste — ele sibilou, a voz agora mais grave, mais fria. Ele estava mais próximo, cada passo que dava era como um peso em minha alma. — Tire a roupa agora.

— Vai se foder! Seu canalha de merda, você não passa de um bastardo! — tentei empurrá-lo, mas a diferença de força entre nós era brutal.

Então, em um segundo, a raiva dele explodiu. Ele levantou a mão e me deu um tapa na cara, um golpe tão forte que me fez cair no chão com um grito de dor. Eu estava atordoada, meu rosto queimando com a sensação da agressão, mas o ódio só cresceu dentro de mim. Eu não ia me calar, não ia me deixar submeter assim.

Leandro, com olhos queimando de fúria, me pegou pelos ombros e me lançou na cama. Meu coração disparava, e eu tentava me levantar, tentando resistir, mas ele foi mais rápido, mais implacável. Suas mãos rasgaram minha roupa, e eu gritei de raiva, tentando lutar, mas ele era um monstro, e tudo que eu fazia só parecia aumentar sua fúria.

— Não pode me tratar assim, Leandro! — gritei, tentando empurrá-lo, mas ele estava como uma muralha em cima de mim.

Ele parou por um segundo, mas seus olhos estavam cheios de raiva e necessidade. Era como se, naquele momento, ele tivesse total controle, e eu, completamente sem poder.

— Não existe mais escolha, Celeste. Você é minha, e vai aprender isso agora.

Leandro não perdeu tempo. Ele se inclinou sobre mim, sua mão indo segurar firme o meu pescoço, controlando qualquer movimento meu. Ele não me deu chance de respirar, seus lábios esmagando os meus com força, forçando a boca aberta e invadindo meu espaço. Eu lutei, bati em seu peito, tentei morder, mas ele não se afastava, apenas intensificava a pressão.

A dor de ser tocada por ele dessa maneira me fazia querer vomitar, e eu tentava me afastar, mas as mãos dele me aprisionavam, mais fortes do que qualquer resistência que eu pudesse oferecer. A humilhação era insuportável, cada segundo parecia durar uma eternidade. Eu estava paralisada pela raiva, pelo medo, pela sensação de impotência.

Ele não parou. Continuou a me beijar, sem sequer se importar com o que eu sentia, com o que eu pensava. Eu estava desmoronando por dentro, lutando contra a necessidade de me render, tentando de tudo para escapar, mas não havia saída. Eu não sabia quanto tempo duraria, até que, finalmente, ele parou.

Os olhos dele estavam preenchidos com algo que eu não conseguia entender, algo que parecia mais com uma necessidade insaciável do que qualquer coisa que eu reconhecesse como carinho ou respeito. Ele respirava pesadamente, ainda me mantendo contra a cama, seus lábios brilhando com o resquício do beijo forçado.

Eu estava tremendo, as lágrimas já escorrendo pelo meu rosto. Minhas mãos estavam nos meus olhos, tentando esconder o que sentia, mas não havia mais como esconder. Eu não conseguia controlar os soluços que saíam de mim, a dor, o medo. Não havia mais forças para brigar.

— Por favor... — sussurrei, entre lágrimas. Minha voz estava quebrada, sem poder. — Por favor, Leandro, pare. Eu... não posso mais.

O olhar dele endureceu por um momento, como se ele estivesse em dúvida, antes de se afastar lentamente. Aquele instante de indecisão me fez sentir ainda mais pequena, mais impotente. Ele me observava com olhos intensos, mas algo em sua expressão havia mudado.

Ele não disse nada, mas a distância entre nós parecia mais fria agora, mais insuportável. Eu estava chorando, soluçando sem controle, e ele, de alguma forma, ainda não parecia satisfeito com o que acabara de fazer. Ele ainda estava ali, me observando, o controle dele sobre mim tão absoluto que mal conseguia respirar.

Aqui está o trecho ajustado conforme o que você pediu, com a adição de que Leandro poupou Celeste da tradição, mas fez algo para as pessoas acreditarem que consumaram a núpcia:

Leandro se afastou, se levantando de forma abrupta e deixando o quarto. Meu coração ainda batia descontrolado, e as lágrimas escorriam pelo meu rosto. A dor da humilhação misturava-se à confusão e ao medo que me dominavam. O que acabara de acontecer me deixara desnorteada, e a sensação de impotência só aumentava.

Os minutos pareciam se arrastar enquanto eu tentava processar tudo, quando, de repente, a porta se abriu novamente. Leandro entrou, agora segurando uma faca. Meu coração parou por um instante, um frio cortante subiu pela minha espinha. Ele a ergueu, o brilho do metal refletindo a luz do quarto, e, num movimento rápido e decidido, cortou a palma da mão.

Eu mal pude conter o grito que subiu pela minha garganta. O sangue começou a escorrer, caindo pesadamente sobre os lençóis brancos, manchando-os de vermelho vívido. A cena era brutal, e a intensidade da ação me fez sentir nauseada.

— Agora você entende — ele disse, sua voz baixa e profunda, mas carregada de uma emoção que eu não consegui decifrar. Ele jogou o sangue nos lençóis, como se estivesse marcando território, como se estivesse me mostrando que ele ainda tinha tudo sobre controle.

Eu o observava, atônita, mas, no fundo, algo começava a fazer sentido. Ele havia poupado a mim da tradição, a tradição da consumação da núpcias, mas o que ele estava fazendo agora era criar uma ilusão para os outros. O sangue, a marca que ele deixava, era a prova de que, para as pessoas, tudo parecia ter acontecido como deveria. Era a forma dele manter as aparências, proteger a imagem, não só dele, mas também a minha.

— As pessoas precisam acreditar que fizemos o que esperavam de nós — ele continuou, a voz firme, como se o que acontecia ali fosse uma necessidade absoluta. — Elas precisam acreditar que tudo foi real, mesmo que, em nossos termos, não tenha sido. Para a máfia, para a família, isso é uma questão de honra. As aparências não podem ser quebradas, Celeste.

O que ele dizia me apertava o peito. Ele estava me forçando a ser parte dessa encenação, a manter uma fachada de um casamento consumado, mesmo que eu não tivesse consentido. Mas, ao mesmo tempo, ele havia poupado de ser parte de algo muito mais cruel. O peso de tudo isso me esmagava, e, de alguma forma, eu estava entendendo a linha tênue entre o que ele fazia por mim e o que ele faria para manter o controle.

Leandro, agora com os olhos fixos nos lençóis manchados, parecia distante, como se estivesse preso em um labirinto que ele mesmo havia criado. Eu sabia que, por mais que ele tentasse me proteger, o poder e as expectativas em cima dele o forçavam a tomar essas medidas extremas.

— Não faça isso — eu disse, segurando sua mão ensanguentada. — Você não pode se arriscar assim. As pessoas podem descobrir a verdade, e isso seria catastrófico.

Leandro me olhou, confuso, mas começou a entender. — O que você sugere?

— E se realmente fizermos?

Ele me observou, e a compreensão começou a se formar em seu olhar. — Mas primeiro, deixe-me fazer um curativo na sua mão — pedi, decidida. Com um pedaço do meu vestido rasgado, improvisei um curativo, enquanto a tensão entre nós se transformava em algo mais profundo.

— Obrigado — ele murmurou, enquanto eu o envolvia cuidadosamente.

— Agora preciso de um tempo para me arrumar — disse, tentando controlar a ansiedade.

No banheiro, lavei meu rosto e retirei a maquiagem. Vestindo uma lingerie preta e rendada, senti um frio na barriga. Ao voltar para o quarto, encontrei Leandro me esperando, e seu olhar percorreu meu corpo com intensidade.

— Você está linda — ele disse, e, naquele momento, a expectativa no ar nos conectava de uma forma nova. Apesar do que estava em jogo, havia uma chance de tornar aquela noite algo significativo, mesmo que sob uma fachada de normalidade.

Mais populares

Comments

Teresylane Costa

Teresylane Costa

mais que babaca /Angry/

2025-01-02

1

Fátima Ribeiro

Fátima Ribeiro

que nojo de homens assim

2024-12-03

0

Fátima Ribeiro

Fátima Ribeiro

eu me mataria

2024-12-03

1

Ver todos
Capítulos
1 INTRODUÇÃO
2 CAPITULO 1- Celeste Venturi
3 CAPÍTULO 2 – Leandro Alighieri
4 CAPITILO 3 - Celeste Venturi
5 CAPITULO 4 - Celeste Venturi
6 CAPITULO 5 - Celeste Venturi
7 Capítulo 6 – Celeste Venturi
8 Capítulo 7 - Celeste Venturi
9 Capítulo 8 - Celeste Venturi
10 CAPITULO 9 - Celeste Venturi
11 Capítulo 10 - Celeste Venturi
12 Capítulo 11 - Celeste Venturi
13 CAPITULO 12 - Celeste Venturi
14 CAPITULO 13 - Celeste Venturi
15 CAPITULO 14 - Leandro Alighieri
16 CAPITULO 15 - Celeste Venturi
17 Capítulo 16 - Celeste Venturi
18 Capitulo 17 - Celeste Venturi
19 Capítulo 18 - Celeste Venturi
20 Capitulo 19 - Celeste Venturi
21 CAPITULO 20 - Leandro Alighieri
22 CAPITULO 21 - Celeste Venturi
23 CAPITULO 22 - Celeste Venturi
24 CAPITULO 23 - Celeste Venturi
25 Capítulo 24 - Celeste Venturi
26 CAPITULO 25 - Leandro Alighieri
27 CAPITULO 26 - Leandro Alighieri
28 CAPITULO 27 - Leandro Alighieri
29 Capitulo 28 - Celeste Venturi
30 Capítulo 29 - Celeste Venturi
31 CAPITULO 30 - Celeste Venturi
32 CAPITULO 31 - Leandro Alighieri
33 Capítulo 32 - Celeste Venturi
34 Capítulo 33 - Celeste Venturi
35 CAPITULO 34 - Celeste Venturi
36 Capítulo 35 - Leandro Alighieri
37 Capítulo 36 - Celeste Venturi
38 Capítulo 37 – Celeste Venturi
39 Capítulo 38 - Celeste Venturi
40 Capítulo 39 - Celeste Venturi
41 Capítulo 40 - Celeste Venturi
42 Capítulo 41 - Celeste Venturi
43 CAPITULO 42 - Celeste Venturi
44 CAPÍTULO 43 - Celeste Venturi
45 CAPITULO 44 - Celeste Venturi
46 Capítulo 45 - Celeste Venturi
47 Capítulo 46 - Celeste Venturi
48 CAPITULO 47 - Celeste Venturi
49 CAPITULO 48 - Celeste Venturi
50 CAPITULO 49 - Celeste Venturi
51 CAPITULO 50 - Celeste Venturi
52 CAPITULO 51 - Celeste Venturi
53 CAPITULO 52 - Celeste Venturi
54 CAPITULO 53 - Celeste Venturi
55 CAPITULO 54 - Leandro Alighieri
56 CAPITULO 55 - Leandro Alighieri
57 CAPITULO 56 - Celeste Venturi
58 CAPITULO 57 - Celeste Venturi
59 CAPITULO 58 - Celeste Ventur
60 CAPITULO 59 - Leandro Alighieri
61 CAPITULO 60 - Celeste Venturi
62 CAPITULO 61 - Leandro Alighieri
63 CAPITULO 62 - Celeste Venturi
64 CAPITULO 63 - Leandro Alighieri
65 CAPITULO 64 - Celeste Venturi
66 CAPITULO 65 - Celeste Venturi
67 CAPITULO 66 - Leandro Alighieri
68 CAPITULO 67 - Leandro Alighieri
69 CAPITULO 68 - Leandro Alighieri
70 CAPITULO 69 - Celeste Venturi
71 CAPITULO 70 - Celeste Venturi
72 CAPÍTULO 71 - Leandro Alighieri
73 CAPITULO 72 - Leandro Alighieri
74 CAPITULO 73 - Celeste Venturi
75 CAPITULO 74 - Celeste Venturi
76 CAPITULO 75 - Celeste Venturi
77 CAPITULO 76 - Celeste Venturi
78 CAPÍTULO 77 - Celeste Venturi
79 CAPITULO 78 - Celeste Venturi
80 CAPITULO 79 - Celeste Venturi
81 CAPITULO 80 - Celeste Venturi
82 CAPITULO 81 - Celeste Venturi
83 CAPITULO 82 - Celeste Venturi
84 CAPITULO 83 - Leandro Alighieri
85 CAPITULO 84 - Leandro Alighieri
86 CAPITULO 85 - Leandro Alighieri
87 CAPITULO 86 - Celeste Venturi
88 CAPITULO 87 - Celeste Venturi
89 Capítulo 88 - Celeste Venturi
90 CAPITULO 89 - Celeste Venturi
91 CAPITULO 90 - Celeste Venturi
92 CAPITULO 91 - Celeste Venturi
93 Capítulo 92 - Celeste Venturi
94 CAPITULO 93 - Celeste Venturi
95 CAPÍTULO 94 - Celeste Venturi
96 CAPÍTULO 95 - Celeste Venturi
97 CAPITULO 96 - Celeste Venturi
98 CAPITULO 97 - Celeste Venturi
99 Capítulo 98 – Santiago Arriaga
100 CAPITULO 99 - Celeste Venturi
101 CAPITULO 100 - Celeste Venturi
102 CAPITULO 101 - Leandro Alighieri
103 CAPITULO 102 - Celeste Venturi
104 CAPITULO 103 - Celeste Venturi
105 CAPITULOS 104 - Leandro Alighieri
106 CAPITULO 105 - Leandro Alighieri
107 CAPÍTULO 106 - Celeste Venturi
108 CAPITULO 107 - Celeste Venturi
109 CAPITULO 108 - Leandro Alighieri
110 CAPÍTULO 109 - Leandro Alighieri
111 CAPITULO 110 - Celeste Venturi
112 CAPITULO 111 - Celeste Venturi
113 CAPITULO 112 - Celeste Venturi
114 CAPITULO 113 - Celeste Venturi
115 CAPITULO 114 - Celeste Venturi
116 CAPITULO 115 - Celeste Venturi
117 CAPITULO 116 - Celeste Venturi
118 Capítulo 117 - Alexander Alighieri
119 CAPITULO 118 - Alexander Alighieri
120 CAPITULO 119 - Celeste Venturi
121 CAPITULO 120 - Celeste Venturi
122 CAPITULO 121 - Celeste Venturi
123 CAPITULO 122 - Celeste Venturi
124 CAPITULO 123 - Celeste Venturi
125 CAPITULO 124 - Celeste Venturi
126 CAPITULO 125 - Celeste Venturi
127 CAPITULO 126 - Celeste Venturi
128 CAPITULO 127- Celeste Venturi
129 CAPITULO 128 - Celeste Venturi
130 CAPÍTULO 129 - Celeste Venturi
131 CAPÍTULO 130 - Celeste Venturi
132 CAPÍTULO 131 - Celeste Venturi
133 CAPÍTULO 132 - Celeste Venturi
134 CAPÍTULO 133 - Celeste Venturi
135 CAPÍTULO 134 - Leandro Alighieri
136 CAPITULO 135 - Leandro Alighieri
137 CAPITULO 136 (final) - Celeste Venturi
138 EPÍLOGO - parte 1
139 EPÍLOGO - parte 2
140 AGRADECIMENTO
Capítulos

Atualizado até capítulo 140

1
INTRODUÇÃO
2
CAPITULO 1- Celeste Venturi
3
CAPÍTULO 2 – Leandro Alighieri
4
CAPITILO 3 - Celeste Venturi
5
CAPITULO 4 - Celeste Venturi
6
CAPITULO 5 - Celeste Venturi
7
Capítulo 6 – Celeste Venturi
8
Capítulo 7 - Celeste Venturi
9
Capítulo 8 - Celeste Venturi
10
CAPITULO 9 - Celeste Venturi
11
Capítulo 10 - Celeste Venturi
12
Capítulo 11 - Celeste Venturi
13
CAPITULO 12 - Celeste Venturi
14
CAPITULO 13 - Celeste Venturi
15
CAPITULO 14 - Leandro Alighieri
16
CAPITULO 15 - Celeste Venturi
17
Capítulo 16 - Celeste Venturi
18
Capitulo 17 - Celeste Venturi
19
Capítulo 18 - Celeste Venturi
20
Capitulo 19 - Celeste Venturi
21
CAPITULO 20 - Leandro Alighieri
22
CAPITULO 21 - Celeste Venturi
23
CAPITULO 22 - Celeste Venturi
24
CAPITULO 23 - Celeste Venturi
25
Capítulo 24 - Celeste Venturi
26
CAPITULO 25 - Leandro Alighieri
27
CAPITULO 26 - Leandro Alighieri
28
CAPITULO 27 - Leandro Alighieri
29
Capitulo 28 - Celeste Venturi
30
Capítulo 29 - Celeste Venturi
31
CAPITULO 30 - Celeste Venturi
32
CAPITULO 31 - Leandro Alighieri
33
Capítulo 32 - Celeste Venturi
34
Capítulo 33 - Celeste Venturi
35
CAPITULO 34 - Celeste Venturi
36
Capítulo 35 - Leandro Alighieri
37
Capítulo 36 - Celeste Venturi
38
Capítulo 37 – Celeste Venturi
39
Capítulo 38 - Celeste Venturi
40
Capítulo 39 - Celeste Venturi
41
Capítulo 40 - Celeste Venturi
42
Capítulo 41 - Celeste Venturi
43
CAPITULO 42 - Celeste Venturi
44
CAPÍTULO 43 - Celeste Venturi
45
CAPITULO 44 - Celeste Venturi
46
Capítulo 45 - Celeste Venturi
47
Capítulo 46 - Celeste Venturi
48
CAPITULO 47 - Celeste Venturi
49
CAPITULO 48 - Celeste Venturi
50
CAPITULO 49 - Celeste Venturi
51
CAPITULO 50 - Celeste Venturi
52
CAPITULO 51 - Celeste Venturi
53
CAPITULO 52 - Celeste Venturi
54
CAPITULO 53 - Celeste Venturi
55
CAPITULO 54 - Leandro Alighieri
56
CAPITULO 55 - Leandro Alighieri
57
CAPITULO 56 - Celeste Venturi
58
CAPITULO 57 - Celeste Venturi
59
CAPITULO 58 - Celeste Ventur
60
CAPITULO 59 - Leandro Alighieri
61
CAPITULO 60 - Celeste Venturi
62
CAPITULO 61 - Leandro Alighieri
63
CAPITULO 62 - Celeste Venturi
64
CAPITULO 63 - Leandro Alighieri
65
CAPITULO 64 - Celeste Venturi
66
CAPITULO 65 - Celeste Venturi
67
CAPITULO 66 - Leandro Alighieri
68
CAPITULO 67 - Leandro Alighieri
69
CAPITULO 68 - Leandro Alighieri
70
CAPITULO 69 - Celeste Venturi
71
CAPITULO 70 - Celeste Venturi
72
CAPÍTULO 71 - Leandro Alighieri
73
CAPITULO 72 - Leandro Alighieri
74
CAPITULO 73 - Celeste Venturi
75
CAPITULO 74 - Celeste Venturi
76
CAPITULO 75 - Celeste Venturi
77
CAPITULO 76 - Celeste Venturi
78
CAPÍTULO 77 - Celeste Venturi
79
CAPITULO 78 - Celeste Venturi
80
CAPITULO 79 - Celeste Venturi
81
CAPITULO 80 - Celeste Venturi
82
CAPITULO 81 - Celeste Venturi
83
CAPITULO 82 - Celeste Venturi
84
CAPITULO 83 - Leandro Alighieri
85
CAPITULO 84 - Leandro Alighieri
86
CAPITULO 85 - Leandro Alighieri
87
CAPITULO 86 - Celeste Venturi
88
CAPITULO 87 - Celeste Venturi
89
Capítulo 88 - Celeste Venturi
90
CAPITULO 89 - Celeste Venturi
91
CAPITULO 90 - Celeste Venturi
92
CAPITULO 91 - Celeste Venturi
93
Capítulo 92 - Celeste Venturi
94
CAPITULO 93 - Celeste Venturi
95
CAPÍTULO 94 - Celeste Venturi
96
CAPÍTULO 95 - Celeste Venturi
97
CAPITULO 96 - Celeste Venturi
98
CAPITULO 97 - Celeste Venturi
99
Capítulo 98 – Santiago Arriaga
100
CAPITULO 99 - Celeste Venturi
101
CAPITULO 100 - Celeste Venturi
102
CAPITULO 101 - Leandro Alighieri
103
CAPITULO 102 - Celeste Venturi
104
CAPITULO 103 - Celeste Venturi
105
CAPITULOS 104 - Leandro Alighieri
106
CAPITULO 105 - Leandro Alighieri
107
CAPÍTULO 106 - Celeste Venturi
108
CAPITULO 107 - Celeste Venturi
109
CAPITULO 108 - Leandro Alighieri
110
CAPÍTULO 109 - Leandro Alighieri
111
CAPITULO 110 - Celeste Venturi
112
CAPITULO 111 - Celeste Venturi
113
CAPITULO 112 - Celeste Venturi
114
CAPITULO 113 - Celeste Venturi
115
CAPITULO 114 - Celeste Venturi
116
CAPITULO 115 - Celeste Venturi
117
CAPITULO 116 - Celeste Venturi
118
Capítulo 117 - Alexander Alighieri
119
CAPITULO 118 - Alexander Alighieri
120
CAPITULO 119 - Celeste Venturi
121
CAPITULO 120 - Celeste Venturi
122
CAPITULO 121 - Celeste Venturi
123
CAPITULO 122 - Celeste Venturi
124
CAPITULO 123 - Celeste Venturi
125
CAPITULO 124 - Celeste Venturi
126
CAPITULO 125 - Celeste Venturi
127
CAPITULO 126 - Celeste Venturi
128
CAPITULO 127- Celeste Venturi
129
CAPITULO 128 - Celeste Venturi
130
CAPÍTULO 129 - Celeste Venturi
131
CAPÍTULO 130 - Celeste Venturi
132
CAPÍTULO 131 - Celeste Venturi
133
CAPÍTULO 132 - Celeste Venturi
134
CAPÍTULO 133 - Celeste Venturi
135
CAPÍTULO 134 - Leandro Alighieri
136
CAPITULO 135 - Leandro Alighieri
137
CAPITULO 136 (final) - Celeste Venturi
138
EPÍLOGO - parte 1
139
EPÍLOGO - parte 2
140
AGRADECIMENTO

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!