* Celeste Venturi *
Acordei naquela manhã com uma mistura de ansiedade e expectativa. Hoje era meu aniversário de 18, mas a sensação de comemorar algo que deveria ser alegre era ofuscada pela incerteza que cercava minha vida. A casa estava silenciosa, e o cheiro do café fresco vindo da cozinha era um alívio em meio ao caos dos meus pensamentos.
Enquanto eu me arrumava, pensava na recente união entre nossas famílias e em como isso mudaria tudo. Com o coração pesado, fui para a sala, onde encontrei uma surpresa. Um lindo buquê de lírios rosa estava sobre a mesa, envolta de um laço delicado.
Meu coração disparou ao ver as flores. Um pequeno cartão estava preso a uma das hastes. Com um toque hesitante, peguei o cartão e li a mensagem:
“Feliz aniversário, Celeste. Que seu dia seja tão radiante quanto você. Estou ansioso para celebrar juntos em breve. – Dom Leandro Alighieri.”
Uma onda de emoções me invadiu. Era a primeira vez que Leandro se mostrava gentil, e, por um momento, me peguei desejando que ele estivesse ali, em vez de apenas em pensamento. Olhei para os lírios, lembrando da forma como ele havia me encarado, daquele misto de arrogância e intensidade.
— O que você está fazendo, Celeste? — murmurei para mim mesma, tentando afastar a sensação de confusão que me dominava.
Minha mãe entrou na sala, os olhos brilhando ao ver o arranjo.
— Olha só isso! — exclamou, com um sorriso. — Que gesto encantador do Dom Leandro. Ele realmente tem um jeito de conquistar as pessoas, não é?
— É só um presente, mãe — respondi, tentando manter a indiferença na voz, embora a verdade fosse que seu gesto havia despertado algo dentro de mim.
Ela se aproximou, admirando as flores.
— Ele pode ter sido atencioso hoje. Isso é um bom sinal.
— Não se engane — retruquei, cruzando os braços. — Ele pode ter sido atencioso hoje, mas não me convence.
Minha mãe deu uma risada suave.
— Ah, minha querida, o amor pode aparecer das formas mais inesperadas. Apenas mantenha o coração aberto.
Aquelas palavras ecoaram em minha mente enquanto eu pensava em Leandro. O que ele realmente queria de mim? Enquanto pensava, meu olhar se fixou novamente nos lírios, lembrando de sua presença firme.
Uma parte de mim desejava que o dia fosse especial, que eu pudesse aproveitar a atenção que ele estava me dando. Mas outra parte, mais cautelosa, lutava contra qualquer tipo de sentimento. Afinal, eu estava prestes a me tornar a esposa de um homem que ainda era um completo mistério para mim.
O dia avançou, e eu tentei afastar a ideia de Leandro da minha cabeça, mas ele parecia estar em todos os lugares, especialmente quando a hora do jantar se aproximava. Não havia como escapar da inevitabilidade daquele momento.
Minha família estava animada, preparando-se para a comemoração, e eu só esperava que Leandro não estivesse em meus pensamentos quando o momento chegasse.
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Depois de um jantar animado, chegou a hora de cantar os parabéns. Meu pai trouxe um bolo decorado, cheio de velas acesas que brilhavam como estrelas em uma noite clara. Os sorrisos nos rostos dos meus pais aqueciam meu coração, e por um momento, a pressão da minha nova realidade parecia distante.
— Parabéns, minha filha! — meu pai exclamou, e minha mãe, com olhos emocionados, segurou minha mão.
— Que todos os seus sonhos se realizem, Celeste — disse ela, soprando as velas junto comigo.
A música e os aplausos se misturaram à atmosfera de amor e alegria. Fui pega pela emoção, mas, no fundo, sentia que a felicidade estava se esvaindo, como uma sombra na minha mente. Depois de cortar o bolo e compartilhar algumas fatias, meus pais começaram a ficar cansados.
— Estou indo para a cama, querida. Não fique acordada até tarde — minha mãe me advertiu com um olhar carinhoso.
— Não se preocupe, vou dormir cedo — respondi, tentando parecer convincente.
Assim que ouvi os passos deles se afastando, a adrenalina correu em minhas veias. Era o sinal que eu esperava. Esperei alguns minutos, certificando-me de que estavam realmente dormindo, antes de pegar meu casaco e deslizar para fora de casa.
Com cuidado, saí do quarto e caminhei pela casa, evitando os pontos onde sabia que os seguranças poderiam estar. O caminho para a saída dos fundos era o mais seguro, longe das câmeras e dos olhares atentos. Assim que alcancei a porta dos fundos, respirei fundo, abri a porta lentamente e saí.
A noite estava fresca, e o ar fora do conforto do lar era revigorante. Meus passos me levaram até a garagem, onde o carro de Beatriz me aguardava, estacionado em uma área sombreada. Ela estava ao volante, uma expressão animada no rosto.
— Você conseguiu! — disse Beatriz, abrindo um sorriso largo ao me ver.
— Vamos, antes que alguém perceba que estou fora! — respondi, mal conseguindo conter a excitação.
Assim que entrei no carro, fechei a porta com cuidado, e Beatriz deu partida, dirigindo-se para longe da mansão. A cidade pulsava com vida, e eu me sentia viva. A liberdade e a diversão me aguardavam na boate, longe das obrigações e expectativas que sempre pesaram sobre mim.
— Uau, você está deslumbrante! Amiga você vai ser a mulher mais linda da boate — Beatriz elogiou, enquanto eu admirava meu reflexo no espelho do carro. O vestido colado ao corpo realçava minhas curvas, e eu havia me arrumado com todo o cuidado, ansiosa por essa primeira experiência em uma boate.
— Obrigada! — sorri, meu coração acelerando com a expectativa. — Estou tão animada para a minha primeira vez!
Logo, chegamos à boate, onde a música vibrava através das paredes, convidando-nos a entrar. Enquanto a música pulsava ao nosso redor, eu sabia que estava prestes a viver uma noite que seria uma lembrança duradoura, longe de tudo.
* look da Celeste *
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Beatriz Ferrari
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Atualizado até capítulo 140
Comments
Marilena Yuriko Nishiyama
fase da adolescência,também ter feito 18 anos sem responsabilidade e não saber o que é certo ou errado ,mas ela se esqueceu que deve alguém observando ela e ver o que ela está fazendo, principalmente nessa ida a boate com a amiga
2024-11-11
2
Fátima Ribeiro
eita.
esse negócio de ir a boate...
2024-11-29
0
Marcia Cristina Carneiro
concordo plenamente com VC colega 19/11/24/
2024-11-20
1