* Celeste Venturi *
A boate estava pulsando, as luzes piscando em um espetáculo de cores vibrantes. Assim que chegamos, Beatriz, com seu jeito ousado e sorriso contagiante, puxou-me para a frente da fila. O segurança, reconhecendo-a, acenou e nos deixou passar. A sensação de estar na área VIP era eletrizante; a música era mais intensa, as pessoas dançavam com um fervor quase hipnótico, e a atmosfera cheirava a perfume caro e adrenalina.
— Uau, Celeste, olha isso! — Beatriz exclamou, seus olhos brilhando com entusiasmo. — Finalmente você decidiu me acompanhar em uma dessas noitadas!
Fui puxada para dentro, mas minha mente estava longe. O glamour me envolvia, mas um nó se formou em meu estômago ao avistar Leandro Alighieri na outra extremidade do espaço. Ele estava cercado por dois amigos e uma mulher loira, que se acomodava em seu colo, rindo e brincando. Uma onda de raiva me invadiu.
— Olha quem está se divertindo! — Beatriz comentou, inclinando a cabeça em direção a Leandro. — Ele parece tão seguro de si, não é?
— Seguro de si ou irresponsável? — retruquei, forçando um sorriso, mas a irritação era evidente na minha voz. — Como ele pode estar tão relaxado, cercado por outra, sabendo que sou sua noiva?
— Ele é assim, Celeste. É a natureza dos homens da máfia — disse Beatriz, balançando a cabeça. — Eles não têm respeito por nada, nem por suas mulheres.
Tentei ignorar a presença dele, mas a frustração crescia.
— Vamos dançar! — sugeri, puxando Beatriz em direção à pista. Mas, conforme dançávamos, não consegui tirar os olhos de Leandro.
— Olha como ela se joga no colo dele! — disse Beatriz, com um tom de desprezo. — A mulherada não tem limites.
— E ele também não! — eu resmunguei, observando a cena com raiva. — Como ele pode agir assim? Ele é meu noivo!
— Celeste, relaxa! — Beatriz gritou sobre a música. — Aproveita a noite! Você está linda!
Fiz uma pausa, respirando fundo. O vestido curto que eu usava acentuava minhas curvas e eu precisava me sentir poderosa, mas o desejo de confrontar Leandro era forte.
Eu tentava me distrair dançando, mas a raiva e a frustração não me deixavam em paz. O clima vibrante ao meu redor não conseguia apagar o que eu sentia.
Então, vi um homem de cabelos escuros se aproximar, sorrindo de forma sedutora.
— Posso ter a honra de dançar com você? — ele perguntou, estendendo a mão para mim.
— Por que não? — respondi, um pouco hesitante, mas querendo ignorar Leandro. Peguei a mão dele e ele me puxou para mais perto, suas mãos deslizando para minha cintura.
A música pulsava e nós dançávamos, a química entre nós inegável. O homem parecia encantado, e a raiva em mim começava a se dissipar, substituída por um sentimento de empoderamento. Mas então, vi uma sombra se aproximar.
Leandro surgiu, seu olhar intenso e cheio de raiva. Ele atravessou a pista de dança como um furacão, os olhos fixos em mim e no homem que me segurava. A música parecia parar ao seu redor, e o clima pesado fez meu coração acelerar.
— Afaste-se dela! — Leandro rosnou, sua voz cortante e cheia de possessividade.
A tensão era palpável. O homem ao meu lado hesitou, mas Leandro não esperou resposta. Ele se lançou para cima do cara, os punhos cerrados, determinado a colocar um fim naquela situação.
Eu fiquei paralisada, a adrenalina correndo em minhas veias. O que começou como uma noite de diversão agora se transformava em um confronto intenso. Parte de mim se preocupava com a situação, mas outra parte se sentia intrigada ao ver Leandro tão possessivo, defendendo o que considerava seu.
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* Leandro Alighieri *
A boate estava em pleno ritmo, as luzes piscando em sincronia com a música pulsante. Eu estava cercado por dois amigos: Miguel e Dante. Miguel era um cara negro, com uma presença forte e confiante, repleto de tatuagens que contavam suas histórias. Ele sempre tinha uma piada pronta e era o tipo de amigo que sabia como fazer você se sentir no topo do mundo. Por outro lado, Dante, com seu cabelo castanho escuro e olhar intenso, era mais reservado, mas quando falava, suas palavras sempre traziam peso e sabedoria. Ambos eram leais e sempre estavam ao meu lado nas noites mais loucas.
Ao meu lado, uma mulher estava em meu colo, mas minha atenção estava longe de qualquer diversão momentânea. Quando vi Celeste, um turbilhão de emoções tomou conta de mim. Ela estava no meio da pista, dançando com Beatriz, e o vestido curto que usava deixava suas curvas à mostra de uma maneira que era impossível ignorar.
A primeira coisa que pensei foi como ela tinha conseguido sair de casa sem que alguém notasse. O pai dela, Riccardo Venturi, sempre foi extremamente protetor, e com a posição que ele ocupava, eu esperava que ele estivesse mais atento. A raiva começou a crescer dentro de mim. Como ele não notou que ela havia saído? Ela estava em um lugar como aquele, cercada por homens que não têm respeito por nada, nem mesmo pela noiva que eu tinha. O pensamento me deixou furioso.
Mas a admiração tomou conta de mim, e, contra a minha vontade, percebi o quanto ela estava linda. Seu cabelo loiro brilhava sob as luzes da boate, e seus olhos azuis pareciam capturar a atenção de todos ao redor. O jeito que se movia, como se dançasse apenas para mim, despertou um desejo voraz em meu interior. Queria tê-la ali mesmo, em uma onda de paixão intensa e selvagem.
Mas essa admiração rapidamente se transformou em raiva. Eu não conseguia evitar a irritação ao ver que ela estava atraindo todos os olhares, e a última coisa que eu queria era que alguém se aproximasse dela. Quando um homem, um desconhecido, começou a caminhar em direção a Celeste, meu coração disparou. A ideia de que um estranho ousasse flertar com a minha noiva era insuportável, e a possessividade cresceu em mim como um fogo que não poderia ser contido.
— Afaste-se dela! — gritei, e, em um movimento rápido, golpeei o homem com um soco direto no rosto. O som do impacto foi alto, e a boate parecia congelar por um momento, com todos os olhares se voltando para nós.
Celeste ficou paralisada, seus olhos arregalados, e eu não podia evitar a urgência que me consumia. Não ia permitir que ninguém a tocasse. Ela era minha, e estava na hora de deixar claro isso a todos.
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Miguel
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Dante
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Atualizado até capítulo 140
Comments
Fátima Ribeiro
éhh, dom.
2024-11-29
0
Marcia Cristina Carneiro
19/11/24/
2024-11-20
0
Sirlene Campos
nossa, quanto homem lindo🥰
2024-11-18
1