* Celeste Venturi *
Enquanto me preparava para o encontro na mansão Alighieri, um turbilhão de emoções me consumia. O casamento arranjado pairava sobre mim como uma nuvem escura, e eu não conseguia escapar da pressão. O que isso significaria para minha liberdade? Para a minha vida? Meu pai sempre dizia que eu precisava me comportar, mas a última coisa que eu queria era viver sob o controle dele.
Antes de sair, meu pai, Riccardo, entrou no meu quarto. Ele tinha uma expressão severa, e suas palavras cortaram como uma lâmina.
— Escute aqui, Celeste — disse ele, com um tom rude. — Você não pode se dar ao luxo de agir como uma criança mimada. Leandro Alighieri é um homem importante, e a nossa família precisa deste acordo entre as duas famílias. Comporte-se ou sofrerá as consequências.
— Não venha com esse discurso, senhor! — gritei, a raiva fervendo dentro de mim. — Não sou sua marionete! Tenho o direito de decidir sobre a minha própria vida!
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As palavras dele ecoavam em minha mente, misturando-se com a frustração crescente. Eu não queria me tornar um fantoche nas mãos do meu pai ou de Leandro. A pressão da tradição pesava sobre meus ombros, e eu sentia que tinha que lutar para não perder a minha identidade.
O caminho até a mansão Alighieri foi marcado por um silêncio inquietante. Cada vez que se aproximava da mansão mais parecia me afastar da vida que sonhava. O ódio pela situação e pela imposição de meu pai queimava em mim.
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Quando entrei na mansão Alighieri, fui imediatamente envolvida por uma atmosfera opulenta e austera. Os lustres brilhavam intensamente, refletindo a riqueza e a história que permeiam aquele lugar. No entanto, o que mais me chamou a atenção foram as vozes e risadas que ecoavam de um salão adjacente. Um misto de ansiedade e determinação tomou conta de mim enquanto me aproximava.
Assim que entrei no salão, fui recebida por olhares curiosos e sorrisos afáveis. A primeira a se aproximar foi Serena, a irmã de Leandro. Ela era exatamente como descreviam: deslumbrante, com seus cabelos negros e olhos azul-escuros que transmitiam uma mistura de gentileza e simpatia.
— Você deve ser Celeste — disse ela, estendendo a mão com um sorriso caloroso. — É um prazer finalmente conhecê-la.
— O prazer é meu — respondi, tentando esconder meu nervosismo.
Serena parecia ser uma lufada de ar fresco em meio à seriedade daquela família. O jeito dela, tão acolhedor, me fez sentir um pouco mais à vontade.
Logo, Matteo, o irmão do meio do Leandro, se aproximou. Ele era um homem carismático, com um sorriso encantador que rapidamente me cativou.
— Olá, Celeste! — disse Matteo, apertando minha mão com firmeza. — Ouvi tanto sobre você. É bom finalmente conhecê-la.
— O prazer é meu, Matteo — respondi, sentindo um pouco de conforto em sua presença.
Matteo tinha uma aura charmosa, e sua natureza diplomática parecia equilibrar a intensidade de Leandro. Enquanto falávamos, percebi que ele tinha uma habilidade inata de fazer as pessoas se sentirem à vontade.
Em seguida, Alexander Alighieri, o patriarca da família, entrou na sala. Sua presença era imponente e poderosa, e todos os olhares se voltaram para ele. Com seus 1,90 m de altura e uma expressão séria, ele emanava uma aura de autoridade que imediatamente fez meu coração disparar.
— Bem-vinda, Celeste — disse ele, sua voz profunda e ressonante. — Espero que já esteja se sentindo parte da família.
Ouvindo isso, um frio na barriga tomou conta de mim. As palavras dele ecoaram em minha mente, trazendo à tona a realidade do que estava prestes a acontecer. O peso das expectativas pesava sobre mim, e a pressão para me comportar como uma Alighieri era imensa.
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A conversa fluía, mas minha mente estava distante, já imaginando como seria a vida ao lado de Leandro. Assim que ele entrou na sala, todos os olhares se voltaram para ele. Sua presença era inegável. O jeito como ele se movia, como se o espaço ao redor fosse moldado pela sua energia, me deixou nervosa.
— Celeste — disse ele, sua voz baixa e penetrante. — Vejo que finalmente se juntou a nós.
— O que você quer dizer com isso? — respondi, tentando manter a compostura, embora a raiva e a frustração borbulha dentro de mim.
— Apenas que você agora faz parte da família. — Ele se aproximou, e a tensão entre nós aumentou. — Em breve, você estará vivendo na minha nova casa comigo.
— Não seja ridículo — retruquei, sem conseguir esconder o desdém na minha voz. — Estou aqui por obrigação, não por vontade própria.
Leandro arqueou uma sobrancelha, um sorriso arrogante se formando em seus lábios.
— Ah, mas você vai aprender, Celeste. Este é apenas o começo. Você pode não ter escolhido isso, mas a sua vida agora está entrelaçada com a minha.
— O que acha que eu sou? — desafiei, mantendo o olhar fixo no dele. — Uma boneca que você pode manipular como quiser?
— Não, não — disse ele, dando um passo à frente, a sua presença dominadora me fazendo hesitar. — Você será minha esposa. E como toda boa esposa, precisará entender que a obediência faz parte do pacote.
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Matteo Alighieri
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Serena Alighieri
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Atualizado até capítulo 140
Comments
Marilena Yuriko Nishiyama
preferia que a Celeste se casasse com o Matteo e não ao escroto do Leandro,mas como não tem jeito......Celeste por mais que vc seja contra é melhor obedecer a seu escroto marido,pois pelo visto vc sofrerá nas mãos dele e claro de ser corna também
2024-11-10
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Auxiliadora Silva
ei o livro mau começou já estamos julgando o cara
2024-12-06
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Marcia Cristina Carneiro
concordo plenamente com VC colega maís não tem outra alternativa vái ter que seguir em frente 19/11/24/
2024-11-20
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