* Leandro Alighieri *
A noite estava silenciosa, e o brilho fraco da cidade se estendia além da janela. Eu observava as luzes de Nápoles do meu escritório, no último andar da mansão Alighieri, onde tudo parecia pequeno, insignificante, sob o meu olhar. A responsabilidade de controlar essa cidade e manter a linhagem intacta sempre pesava, mas desta vez o fardo vinha na forma de um pacto matrimonial.
O casamento com Celeste Venturi. Aquela união arranjada era, para mim, apenas um passo estratégico – uma formalidade com um nome e um rosto. Ela seria a esposa ideal para as aparências, mas, no fundo, não passava de uma peça no tabuleiro que eu precisava mover para consolidar a posição da minha família.
Recordei as palavras do meu pai, Alexander: "Essa união não é sobre amor, mas sobre controle." Como se eu precisasse de lições sobre o que significa poder. Alexander sempre teve esse hábito de ensinar, como se a confiança entre nós dependesse disso.
Olhando para o reflexo no vidro da janela, observei meu próprio rosto e senti uma irritação surgir. A situação toda me provocava. Celeste, com aquele olhar desafiador e sua teimosia, parecia incapaz de perceber onde estava se metendo. Ela podia lutar, resistir, mas no final...
— Ela vai aprender. Vai aprender o que significa pertencer a um Alighieri, ou melhor, ao Dom.
Para mim, esse casamento representava poder – nada mais. O rosto angelical de Celeste não me interessava, nem seus caprichos. Ela era o meio para reforçar o império da família e cumprir o papel que lhe cabia. Ela deveria se conformar com isso, e, se não fosse o caso, eu estaria lá para lembrá-la.
— Nenhuma esposa Alighieri tem escolha.
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Depois de algumas horas de reflexão, o peso do que estava por vir começou a me incomodar. O casamento com Celeste era um compromisso que eu não estava disposto a levar a sério. Assim que a escuridão caiu sobre a cidade, a necessidade de uma fuga tornou-se evidente. O pensamento de Victoria me atraía como um ímã, e não pude evitar o desejo de escapar daquela realidade opressiva.
Apertei o paletó e saí da mansão Alighieri, sentindo a brisa fresca da noite. A cidade pulsava com vida, mas eu tinha um único destino em mente: a casa de Victoria Rossi. Ela sempre foi uma diversão, um lugar onde eu podia esquecer a pressão da família, os arranjos matrimoniais e as expectativas que pesavam sobre mim.
Assim que cheguei, bati à porta, e Victoria me recebeu com um sorriso que desarmava. A pele dela brilhava sob a luz suave do hall de entrada, e seus olhos castanho-escuros reluziam com uma mistura de desejo e provocação.
— Você finalmente decidiu aparecer, Dom Leandro – ela disse, sua voz sedutora ecoando pela casa.
— Eu precisava de um tempo longe de tudo. – Minha resposta foi direta, sem espaço para mais palavras.
Aquela noite não era sobre romance ou sentimentos; era uma simples satisfação de desejos. Com um movimento rápido, puxei Victoria para mais perto, sentindo o calor do corpo dela contra o meu.
— Você sabe por que estou aqui, não sabe? – perguntei, com um olhar que deixava claro que tudo o que eu queria era prazer.
— Eu sei exatamente o que você deseja. – Ela sorriu, provocante, como se conhecesse bem o jogo que estávamos prestes a jogar.
E assim, à medida que a noite avançava, mergulhei naquele momento, esquecendo tudo ao meu redor. Naquela casa, com Victoria, eu era apenas Leandro, longe das obrigações e das pressões da dinastia Alighieri. O desejo era palpável, uma fuga que me permitia ser quem eu realmente era, sem máscaras.
A intensidade dos nossos corpos se encontrando era uma maneira de satisfazer uma necessidade primitiva. O que acontecia entre nós era apenas um acordo, um meio de aliviar a tensão que me cercava. Enquanto a paixão tomava conta, eu sabia que isso não era amor. Era apenas um desejo momentâneo, um alívio fugaz em meio ao que estava por vir.
Naquela noite, enquanto me satisfazia com Victoria, uma certeza se solidifica em minha mente: eu não precisava de amor, apenas de liberdade. E, com cada toque, cada gemido, eu afirmava essa liberdade que me era tão cara, longe de qualquer compromisso, longe de Celeste. Essa era a única verdade que importava, e eu estava determinado a aproveitar cada segundo.
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Leandro Alighieri
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Victoria Rossi
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Atualizado até capítulo 140
Comments
Fátima Ribeiro
coitada da celeste.
que será da vida , mente corpo desta garota?
2024-11-29
2
Erica Jesus
eita que a outra é mais bonita. posso torcer😍😍
2025-03-31
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jeovana❤
tomara que a celeste te coloque na linha
2024-12-02
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