Era uma noite de Halloween, e as luzes do parque de diversões piscavam em um frenesi de cores, enquanto a música animada ecoava pelos brinquedos. Crianças riam, casais se abraçavam e grupos de amigos se divertiam entre fantasias grotescas e doces enfeitados. A atmosfera de alegria, contudo, era apenas uma cortina que escondia o horror que se aproximava.
Três jovens, cada um motivado por suas próprias frustrações e anseios sombrios, encontraram-se em um canto isolado do parque. Maicon, sempre o mais agressivo, segurava um taco de beisebol envolto em arame farpado; sua mente fervilhava com pensamentos de violência. Ao seu lado, Renan, com um olhar distante e uma machadinha afiada na mão, parecia quase hipnotizado pela ideia do que estava prestes a acontecer. Por fim, Carla, cuja expressão transparecia uma mistura de medo e excitação, brandia uma faca de caça, estava ansiosa para participar da carnificina.
O trio não era desconhecido na cidade, seus rostos eram conhecidos por muitos, mas nunca como portadores de terror. Eles eram vistos como adolescentes normais, que se misturavam aos demais. Mas naquela noite, a maldade pulsava em suas veias, e uma conexão sombria entre eles, os haviam impulsionado a planejar um massacre.
À medida que avançavam pelo parque, o espírito de Halloween começava a se transformar em algo mais sombrio. Eles se moviam entre a multidão, disfarçados pelas máscaras e trajes macabros que todos usavam. O brilho das lanternas das abóboras refletiam nos rostos sorridentes, mas em meio a esses sorrisos, três almas despedaçadas e impiedosas se alegravam em meio ao caos que planejavam espalhar.
A primeira vítima foi um homem de meia-idade, que ria alto ao lado de sua esposa. Em frações de segundo, o taco de beisebol encontrou seu alvo, e a cena rapidamente se desfez em uma mancha vermelha no chão. O grito da mulher foi sufocado pelo pânico; ela tentou correr, mas Carla a cercou, a lâmina reluzindo sob a luz da lua. Com um golpe rápido, a dor foi seguida pelo silêncio; o horror se espalhou como um incêndio em palha seca.
As risadas e as músicas da festa foram gradativamente substituídas por gritos e desespero. As pessoas começaram a perceber o que estava acontecendo. Os jovens estavam decididos a tocar o terror. Renan se destacou, sua machadinha cortava o ar com precisão, atingindo qualquer um que estivesse ao seu alcance. Homens, mulheres, adolescentes, não havia distinção; a brutalidade era cega.
Uma mãe, desesperada, tentou proteger seu filho pequeno, mas Maicon não hesitou. Ele golpeou a criança, que caiu ao chão, enquanto a mãe gritava em desespero. A cena era insuportável; a crueldade deles não tinha limites. As risadas inocentes das crianças brincando nas atrações do parque agora eram abafadas por um coro de angústia e horror.
Os três jovens, em um transe de violência, continuavam sua carnificina. Carla se divertia com cada corte que desferia, sentindo um poder que nunca havia experimentado antes. Renan ficou embriagado com a sensação de controle que a brutalidade lhe conferia, e Maicon, alimentando seu instinto predador, se tornou uma sombra aterradora, atacando sem piedade.
Após o massacre, o ar estava impregnado de um odor metálico, uma mistura de medo e sangue. Os gritos se tornaram ecos distantes. O parque, que antes era um lugar de alegria, agora era um campo de batalha, despojado de sua inocência.
Os serviços de emergência foram acionados, e a polícia chegou em questão de minutos, mas o caos já havia se instalado. As sirenes soavam, ecoando entre as montanhas dos brinquedos, mas isso não impediu os três jovens de continuarem os seus ataques. Cada um deles parecia ter entrado em uma espécie de frenesi, incapazes de parar.
Quando a polícia finalmente confrontou aquele cenário horrendo, a ordem precisava ser restaurada; tiros foram disparados em direções diferentes. A ação foi rápida e decisiva. Maicon foi atingido primeiro, sua vida se esvaiu lentamente enquanto o sorriso cruel em seu rosto se apagava. Renan e Carla, percebendo a gravidade da situação, tentaram fugir, mas as balas da polícia não erraram o alvo. Um a um, caíram, deixando um rastro de sangue e destruição para trás.
Na manhã seguinte, a cidade acordou em choque. A notícia do massacre de Halloween se espalhou como fogo em palha seca. As redes sociais foram inundadas com histórias de sobrevivência e tristeza, enquanto a população tentava entender como aquilo pôde acontecer em um lugar tão pacato.
As autoridades iniciaram uma investigação, e o parque de diversões, anteriormente um símbolo de felicidade, se tornara uma lembrança dolorosa. Memorializações foram organizadas para honrar as vítimas, mas o trauma permaneceria na comunidade por gerações. O que deveria ser uma celebração tornou-se uma catástrofe, marcando a cidade para sempre.
Os pais das crianças feridas e das pessoas mortas exigiram respostas, questionando como três jovens puderam planejar e executar tal atrocidade sem serem notados. Debates sobre saúde mental, segurança pública e a influência da cultura de violência emergiram, enquanto o luto pela perda e o medo do futuro se tornavam parte da vida cotidiana.
O parque de diversões fechou suas portas por tempo indeterminado, um lembrete sombrio do que houve ali. Um novo Halloween se aproximava, mas a alegria havia sido substituída por uma nuvem de tristeza e receio. As crianças que se vestiram de monstros não podiam deixar de pensar nos verdadeiros horrores que haviam se desenrolado entre as luzes brilhantes e as risadas de outrora.
Assim, a história dos três adolescentes que tocaram o terror numa noite de festas se tornou um conto de cautela, um aviso de que os monstros nem sempre são aqueles nas fantasias, mas podem estar escondidos entre nós, à espera de um momento propício para emergir.
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Atualizado até capítulo 47
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