( O último banho de Sangue )

( Introdução )

Em uma cidade esquecida pelo tempo, onde as sombras dançavam nas paredes e o sussurro do vento carregava os lamentos dos que partiram, havia um homem chamado Charles. Sua vida era marcada por um anseio insaciável: uma obsessão por derramar o sangue de suas vítimas e se banhar na essência da morte. A cidade, envolta em mistérios, pouco sabia sobre os atos hediondos que ali aconteciam. E, apesar dos rumores que circulavam pela cidade, poucos foram os que conseguiram conectar os pontos obscuros da alma de Charles.

( O Início do Horror)

Charles, desde a infância, mostrava inclinações perturbadoras. Enquanto outras crianças brincavam saudavelmente, ele se isolava, seu hobby favorito era observar insetos e pequenos animais sofrerem até a morte. As lágrimas de um animal ferido lhe traziam uma satisfação, inexplicável que desafiava a sua compreensão. À medida que ia crescendo, essa sua satisfação foi se transformando em uma paixão macabra, doentia, levando-o a explorar sua compulsão por controle e dor.

Quando alcançou a idade adulta, Charles se estabeleceu em uma casa isolada na periferia da cidade. Era lá que sua verdadeira natureza se revelaria. Usando seu charme natural, atraía homens e mulheres para sua moradia, seduzindo-os com promessas de prazer intenso. Mas, ao invés disso, eles encontravam um destino brutal e inevitável.

( R**itual** da Morte )

As noites eram sempre as mesmas. Charles preparava sua banheira, enchendo-a com água quente e pétalas de rosa, criando um cenário ilusório de tranquilidade. Contudo, a verdadeira essência do ato estava à espreita, como um predador aguardando o momento certo para atacar. Com facas afiadas como seu intelecto, Charles rasgava em um ato rápido as gargantas de suas vítimas, oferecendo-lhes um fim surpreendente com requintes de crueldade. O sangue jorrava, formando um espetáculo grotesco nas paredes, enquanto ele se banhava na vida que escorria por seus dedos.

Para Charles, cada assassinato não era apenas uma questão de prazer, mas uma forma de arte. Ele se tornara um executor, um artista cujo meio era o sofrimento humano. Seus crimes se tornaram mais elaborados; ele passou a estudar suas vítimas, aprendia seus desejos, apenas para satisfazê-los em sua última hora de vida, antes de os traí-los com a lâmina afiada da navalha.

( A Obsessão Crescente )

Mas, como toda história de horror, a obsessão de Charles começou a consumir seu ser. A cada novo ato sangrento, sua necessidade se intensificava. O homem, que antes sentia-se no controle, começou a perceber que havia algo mais profundo em seu ser que clamava por atenção. O que antes era pura alegria transformou-se em uma dependência insustentável.

A doença, que ele ignorava, lentamente se manifestava em seu corpo. Sintomas estranhos começaram a aparecer: fraquezas, dores inexplicáveis, e um cansaço que não poderia ser dissipado pela excitação de um novo assassinato. Ele se tornara um carcereiro de sua própria mente, aprisionado em um ciclo de violência que o isolava cada vez mais da realidade.

( O Último Banho de Sangue )

Certa noite, após uma série de assassinatos que deixaram a cidade em estado de pânico, Charles encontrou aquela que seria a sua última vítima. Uma jovem mulher que refletia tudo aquilo que ele desejava. Beleza, vulnerabilidade e um brilho que o atiçava. Após seduzi-la muito facilmente, ele a levou para casa, onde a expectativa de um novo massacre o fez esquecer, por um breve momento, a dor que queimava em seu corpo.

O ritual foi semelhante aos anteriores, mas algo estava diferente. Enquanto ele se preparava, sentiu uma vertigem que parecia desafiar toda a sua determinação. Charles Rasgou a garganta da mulher com uma precisão cirúrgica, mas, no mesmo instante, sentiu-se tonto. Percebendo que não podia se equilibrar, escorregou para dentro da banheira, imergindo-se no sangue fresco que começava a encher a superfície.

Charles, em meio à sua satisfação, afundou em um mar de vida e morte. A água, que deveria ser sua salvação, tornou-se sua prisão. Ele lutou, mas sua fraqueza era maior do que sua força, e, em uma reviravolta grotesca, morreu afogado no que tanto havia adorado - no sangue de suas vítimas.

Após sua morte, a cidade logo esqueceu de Charles. Os rumores desaparecem, e os ecos de seu riso cômico e suas risadas cruéis se dissiparam no ar. Seu corpo, afundando lentamente na banheira repleta de sangue, se tornou alimento para larvas que devoravam a carne, enquanto a essência de sua existência se extinguia nas sombras.

Ninguém o buscou, ninguém se importou. Charles havia se tornado uma lenda, uma história contada em sussurros nas noites de insônia, mas sem rostos, sem nomes. Ele morreu como deveria morrer, sem amigos, sem amor, e, sobretudo, sem arrependimento.

( Conclusão )

A história de Charles é um triste lembrete de que a obsessão e a maldade podem transformar até os seres mais humanos em monstros. Ele buscou prazer e controle através do sangue, mas, ao fim, se afogou em sua própria criação, desaparecendo nesse mundo como um eco distante, lembrado apenas por aqueles que ainda temem a escuridão escondida no coração humano.

Assim, a cidade continuou a viver, ignorando o passado sombrio que a cercava, enquanto novos e mais sinistros segredos aguardavam para serem revelados nas sombras. A maldade nunca morre completamente; ela simplesmente se reinventa, à espera do próximo capítulo de terror na história da humanidade.

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Comments

Valentina Valente

Valentina Valente

Cada história mais real e assustadora. Parabéns, autora! Amando tudo!!

2025-02-18

2

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