( O palhaço Assassino )

Durante três anos, uma sombra pairou sobre a cidade à noite. Um palhaço, grotesco e macabro, tornara-se o pesadelo coletivo da população, atacando aqueles que considerava inferiores a ele. Sua figura era uma paródia do riso, um eco distorcido da alegria que, em vez disso, trazia a morte. As noites eram preenchidas com o sussurro de seu nome, "O Palhaço Assassino", que se tornara sinônimo de terror.

Ele não escolhia suas vítimas ao acaso; cada ataque era meticulosamente planejado. O palhaço se deliciava na dor alheia, transformando cada homicídio em uma performance macabra. Em algumas ocasiões, asfixiava suas vítimas, enquanto em outras as atacava com um martelo, usava pedras ou facas, disparava com armas de fogo, afogava, queimava ou envenenava. Cada método escolhido não era apenas uma forma de matar, mas também um teste que desafiava sua criatividade perversa. Ele sentia uma satisfação quase visceral ao observar a agonia em seus olhos, um prazer que não conhecia limites.

A polícia, ciente da crescente onda de desaparecimentos e assassinatos, estava em busca do palhaço. Investigações intensas foram realizadas, mas ele era astuto e escorregadio, sempre um passo à frente dos perseguidores. Quase todas as noites, o ciclo de horror reiniciava, enquanto os cidadãos trancavam suas portas e rezavam para que não fossem os próximos alvos do maníaco.

Após anos de terror, algum destino inevitável parecia encontrar o palhaço. Em uma noite, chuvosa e pista molhada, sofreu um grave e quase faltal acidente de carro, o acidente o levou para um hospital. Foi então que a policial, finalmente, teve a oportunidade de capturá-lo.

A expressão do palhaço durante a prisão contradizia todo o pânico que havia disseminado através da cidade. Ele não expressou medo nem remorso, como se estivesse apenas aguardando a próxima cena de sua macabra performance.

Levado a julgamento, o juiz, em um momento de indignação e repulsa, o condenou à pena máxima sem direito algum à liberdade. O palhaço, mesmo em custódia, manteve suas características perturbadoras. O sistema penitenciário não parecia ser uma barreira para seu espírito indomável. Privado de liberdade, ele ainda encontrou maneiras de ser o centro das atenções, mesmo entre outros detentos que compartilhavam sua cela.

Os dias se transformaram em meses, e a luz do sol se tornava uma raridade. Ele era obrigado a tomar sol nas grades da cela, um privilégio que, embora lhe fosse concedido por motivos de segurança, parecia insuficiente. O palhaço anseava por mais, desejando escapar da claustrofobia da penitenciária que o aprisionava. Com o tempo, um plano começou a se formar em sua mente.

Uma manhã, ao ser levado para o pátio, o palhaço viu uma oportunidade. A roda de presos se formou ao seu redor, e ele, alheio ao perigo, acendeu um cigarro e começou a fumar tranquilamente. Os outros detentos, alimentados pela raiva e sede de vingança, começaram a insultá-lo, lembrar-lhe dos crimes hediondos que cometera. Gritos de indignação ecoavam, mas ele permaneceu impassível, como uma rocha em meio à tempestade.

Os insultos não o afetavam; antes, pareciam alimentá-lo. A fumaça do cigarro subia em espirais, cobrindo seu semblante de uma aura sinistra. Ele parecia desfrutar do espetáculo, da atenção que atraía mesmo na adversidade. Os detentos, enfurecidos, cuspiram nele e o golpearam, mas o palhaço não se deixou intimidar. Levantou-se, aceitando seu destino com um sorriso que misturava loucura e satisfação.

Quando um dos presos mais atrás passou uma faca improvisada para o que estava diante dele, ele apenas sorriu. Não houve tentativa de fuga ou desespero. Ele aceitou que a morte poderia ser a única saída dessa vida que tanto desprezava, o cárcere. Com um movimento rápido, o homem grande à sua frente cravou a lâmina em sua barriga diversas vezes, nenhum dos políciais presentes no pátio se importaram com a brutal cena.

Estranhamente o palhaço não esboçou dor; em vez disso, deixou um sorriso macabro se expandir em seus lábios enquanto o sangue jorrava de si, vermelho e vibrante.

Ele caiu ao chão, cercado por risos e gritos de triunfo. A ironia não escapou dele; a vida que se esvaía em seus últimos momentos estava repleta de uma felicidade condensada. A sensação de ver o mundo se desfazer em sua frente não trouxe arrependimentos, mas sim um prazer profundo que o acompanhou até o último suspiro.

Enquanto os envolvimentos da briga se dissipavam e a cena se tornava caótica, o palhaço assassino cumpriu sua última performance. A expressão de felicidade em seu rosto, mesmo manchada de sangue, deixava claro que ele não tinha remorsos por suas ações. Ele partiu deste mundo como viveu: entre risos e sangue, criando uma marca indelével em todos que vivenciaram seu terror.

A história do palhaço assassino se tornou uma lenda urbana, um conto sussurrado entre gerações. Seu legado, feito de dor, sofrimento e uma total ausência de empatia, perdurou, transformando-o em um ícone sombrio que permanecerá gravado nas memórias de todos que enfrentaram a escuridão de uma noite dominada pelo riso distorcido de um assassino.

O mistério em torno de sua existência continua a assombrar, fazendo com que muitos reflitam sobre a natureza do mal e a fragilidade da humanidade diante de tais horrores. Ele pode ter sido capturado, mas sua essência cruel sempre encontrará um jeito de ressurgir nas mentes inquietas que ainda temem o riso do palhaço assassino.

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