Capítulo 14

Bruno.

Eu não fui para casa, mas pelo menos consegui identificar a pessoa que deletou as gravações da câmera de segurança do laboratório na noite em que as evidências foram manipuladas. Agora, eu e Hamilton estávamos interrogando o faxineiro.

Pois é. Fomos traídos por alguém que há algum tempo atrás implorava por essa posição. Mal sabíamos que estávamos lidando com infiltrados dentro do departamento do FBI. Se essa informação chegar à mídia, será uma grande humilhação.

O infeliz ainda se recusava a revelar quem estava por trás de tudo. No entanto, Peter teve uma ideia: levamos ele para o porão do departamento, que raramente é utilizado, reservado para situações mais críticas como essa.

Coloquei uma corrente na minha mão enquanto Peter o prendia na grade. Aproximei-me dele, exibindo um sorriso malévolo, deixando aflorar o meu lado mais sombrio.

— Então, vai me contar quem te mandou aqui para atrapalhar nosso trabalho?

— Nem em sonho. – ele respondeu com desprezo.

— Excelente.

Dou um soco forte em sua barriga, fazendo com que ele cuspisse sangue para longe. Ele grita com toda a força, mas seus gritos não chegam a ninguém. Peter aperta ainda mais os nós em seus pulsos, e ele me fulmina com um olhar cheio de fúria.

— Você acha que sabe tudo, mas não passa de um agente medíocre que só sabe se autoafirmar. Você é um profissional de merda. – ele disparou, me encarando com desdém.

Desferi um outro soco em seu estômago e, logo em seguida, mais um, fazendo-o berrear e se contorcer ainda mais intensamente. No começo, cheguei a sentir uma ponta de pena, mas agora só desejava que ele se danasse.

— Quero um nome, AGORA. Ou prometo que seu rosto vai ficar tão desfigurado que nem sua própria filha vai conseguir te reconhecer quando for te visitar na cedeia, seu imbecil.

Sabia que o medo havia se instalado nele, pois seus olhos se arregalaram. Lancei um olhar para Peter, e ambos trocamos um sorriso, cientes de que estávamos próximos de conseguir. Ele cuspiu no chão e me fixou com um semblante derrotado.

— Lionel Clark.

— Eu já imaginava que você se entregaria. – sorri, dando mais um soco nele. – Isso foi por ter me chamado de imbecil.

Ele gritou e eu retirei a corrente da minha mão enquanto Peter o liberava. Entramos no elevador e subimos. Ele foi para uma cela, e eu fui em direção à sala de Yuri.

No entanto, ele já não estava mais lá; a única pessoa de plantão era Alanes, então passei o nome para que ela pudesse procurar. Já ultrapassava das uma da manhã e eu estava cansado, pois havia passado o dia todo sentado.

...[...]...

Minha parceira estava estranha.

Estávamos de olho na casa do Lionel, prontos para agir assim que ele se mostrasse disposto a sair. Nossa intenção era pegá-lo em flagrante, evitando invadir seu lar, especialmente porque sua esposa estava grávida e não queríamos correr o risco de provocar qualquer problema para ela e o bebê.

Alexia parecia estar em outro mundo; eu queria indagar o que a afligia, mas tinha certeza de que sua resposta seria um “está tudo bem”. Quanta ilusão, conhecia-a muito bem para acreditar que ela estava se sentindo bem.

— Bruno... – ela disse, segurando o binóculo. – Ele está saindo.

— Vamos atrás dele.

Ele começou a andar pela calçada e eu dirigi o carro devagar, mantendo uma certa distância. Ao virar a esquina, ele entrou em um beco mais adiante. Observamos através do binóculo e vimos quando ele fez uma compra de drogas, já se preparando para sair.

Assim que ele deixou o beco, nós dois saímos do carro com as armas em punho, posicionando-nos em lados opostos da saída.

— Mãos para o alto! – gritou ela assim que ele apareceu.

— Porra. – ele murmurou levando a mão para a cintura mas eu pulei em seu pescoço o pulxando.

Alexia algemou o sujeito e usou a rádio para chamar a viatura da polícia a fim de capturar os outros traficantes. A responsabilidade deles já não era mais nossa; agora, nossa missão era interrogar aquele filha da puta.

Coloquei-o no banco de trás do carro, algemando uma perna ao banco e prendendo sua mão também. Um tempo depois chegamos no departamento.

— Você fica responsável pelo interrogatório. — disse ela, enquanto se dirigia para a cozinha.

— O que você vai fazer? – perguntei, franzindo a testa.

— Comer. Estou com fome. — respondeu, como se fosse algo muito simples.

— E o preso?

— Você faz o interrogatório. — ela disse, como se isso fosse uma tarefa fácil. Naquele momento, percebi que na última vez eu havia feito o mesmo com ela. — É tranquilo, Lacerda. Você não vai morrer por isso.

Ela soltou uma risadinha e correu para a cozinha. Eu então entrei na sala de interrogatório, sentando-me em frente ao sujeito, determinado a enganá-lo.

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Comments

Fatima Maria

Fatima Maria

OLHE SINCERAMENTE ALEXIA VC PRECISA DE TER UM EQUILÍBRIO. SE NÃO TIVER EQUILÍBRIO VC NÃO DAR PRA SER UMA AGENTE DO FBI. COM TUDO ELA SURTA. MISERICÓRDIA

2024-11-14

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