Alexia.
Assim que a geladeira Electrolux saiu da sala de Isaac, eu o olhei com seriedade. Ele fez um gesto para que eu me sentasse, mas preferi continuar em pé, me sentindo mais à vontade assim. Ele se serviu de um pouco de café e me ofereceu, mas eu recusei.
— Ele é competente no que faz, Alexia. É o investigador-chefe desta operação - ele disse, tentando aparentar tranquilidade. - Sei que sua parceira era a Lucy, mas...
— Eu deixei claro que não queria mais trabalhar com parceiros - respondi rapidamente, tentando não ser rude.
— Eu entendo, mas precisamos que você aceite trabalhar com o agente Lacerda. Tenho certeza de que vocês formarão uma excelente dupla.
Neguei, sem acreditar na situação. Contudo, decidi não entrar em conflito e aceitar que, a partir de agora, eu teria um novo parceiro. Minha parceira aqui nessa sede do FBI era a Lucy, mas quando eu trabalhava naa CIA – ha cinco meses atrás –, meu parceiro era um homem e depois dele eu nunca mais quis ter outro parceiro na vida.
O que me restou foi simplesmente aceitar. Levantei-me e saí da sala, indo em direção à minha sala que agora também recebia meu mais novo colega de trabalho. Ele estava sentado em sua mesa, mexendo no notebook.
— Precisamos ir até a área onde encontraram a última vítima. - ele disse com calma. - É necessário investigar alguns detalhes.
Eu o olhei com incredulidade, mas optei por não responder. Sentei-me à minha mesa e liguei o notebook, cravando a unha na carne da minha mão enquanto percebia seu olhar fixo em mim. Olhei de volta e vi que ele me observava com uma sobrancelha levantada.
— Você não ouviu o que eu falei?
— Ouvi, mas tenho coisas a fazer agora. Por que você não vai sozinho? - respondi com sinceridade.
— Olha... - ele começou, ajustando-se na cadeira. - Estou aqui para trabalhar, e não quero ter que lidar com mais um problema, como uma parceira que não se empenha.
O encarei com um olhar desafiador, balançando a cabeça em sinal de negação. No entanto, acabei me levantando, pegando minha arma e colocando-a no coldre. Ele fez o mesmo movimento.
Deixamos a sala e seguimos para o elevador em direção ao estacionamento. Entrei no banco da frente e ele se acomodou no volante. O cheiro dele tomou conta do carro. Droga! Por que aquele infeliz precisava ser tão bonito, atraente e... irresistível e... lambivél?
Esforcei-me para não me distrair, mas era impossível ignorar aqueles bíceps enormes, os braços repletos de veias salientes e as mãos musculosas segurando o volante. O relógio sofisticado em seu pulso apenas aumentava sua atratividade. A barba bem aparada, os cabelos castanhos e os olhos da mesma cor.
Meu Deus, por que estava olhando para ele?
Desviei o olhar para a janela do carro, tentando afastar esses pensamentos indesejados. Entramos em um bairro humilde, repleto de pessoas estranhas nas ruas. Fiquei atenta ao que estava à frente, já sentindo um certo receio.
Bruno lançou um olhar preocupado, mas se manteve em silêncio. Dois toques ressoaram no vidro do veículo, e ele abriu a janela do lado dele para que um homem magro, cheio de tatuagens, começasse a falar.
— E aí, parceiro? Aqui não é lugar pra quem é da sua laia.
— Viemos aqui para trabalhar. – ele responde, mostrando seu distintivo, o que faz os olhos do homem se arregalarem.
— Só você sobe. A moça fica.
— Ela vai! – retruca ele.
— Não, ela fica. Se não, nem você nem ela. Você decide: é você ou ela.
— Escuta, ela vai. Ou você vai até a delegacia explicar pessoalmente ao delegado por que não deixou a polícia realizar o trabalho dela. Você não é o dono do bairro. – ele disse, com uma veia na testa pulsando.
O homem do lado de fora se afastou do carro, lançou o cigarro no chão e olhou para o veículo com uma expressão carrancuda. A janela do carro foi fechada novamente, e seguimos adiante.
Finalmente, paramos exatamente onde havia uma faixa que a perícia tinha colocado. Saímos do carro, e eu e ele passamos por baixo da faixa para investigar o local.
— registre tudo que considerar importante para o caso. – a timbre profundo e cativante da voz dele ecoou, e eu apenas concordei.
Realizei minhas funções como uma verdadeira profissional. Tentei evitar conversas desnecessárias com ele, limitando-me ao essencial. Meu objetivo era manter nossos contatos restritos apenas ao que se referia ao trabalho.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Paty Helena
essa é nova " lambivel?"
2025-01-12
2
Fatima Maria
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 EU GOSTEI DA PALAVRA LAMBÍVEL . DEVE MUITO BOMMMMM PARA ELA DIZER ISTO.🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣😍😍😍
2024-11-14
1
Fatima Maria
AUTORA EU ESTOU AMANDO DEMAISSS. É UMA HISTÓRIA INTRIGANTE E GOSTOSA DE LER. TEM UM QUÊ!! QUE É DIFERENTE.
2024-11-14
1