Bruno.
Um mês depois...
Alexia era uma pessoa de poucas palavras. Nos últimos trinta dias em que estivemos trabalhando lado a lado, pude notar isso claramente; ela só trocava palavras comigo quando era realmente necessário. Dedicava-se intensamente ao estudo dos relatórios e preenchia uma parede com post-its, além de colar fotos das vítimas, dos veículos utilizados e das roupas envolvidas. Era como um verdadeiro mural de investigação.
Infelizmente, o caso não avançava. Estávamos cada vez mais longe de encontrar uma solução, enquanto aquele filho da mãe continuava a fazer mais vítimas. As pessoas estavam até receosas de saírem até a esquina de suas próprias casas. Um caos total.
Na quinta-feira, cheguei mais cedo à delegacia. Ao entrar na minha sala, levei um susto ao ver Alexia sentada em sua mesa, digitando algo no computador. Impressionante! Eram apenas seis e vinte da manhã.
— Bom dia! - cumprimentei, de forma cortês, enquanto tomava meu lugar.
— Bom dia!... - Ela finalizou a digitação e virou a cadeira em direção ao quadro atrás dela. - EUREKA! Eu sabia.
— O que foi?
— Eu analisei as filmagens da câmera de segurança do local onde a última vítima foi deixada. Depois, rastreei a placa, que me levou até o posto de gasolina onde foi abandonado. O fretista acenou para o homem encapuzado que saiu de dentro e, bum, não temos o assassino, mas um cúmplice ou testemunha à disposição.
Levantei da cadeira e me aproximei dela para conferir o que havia descoberto. Contudo, percebi que minha decisão tinha sido um tanto impulsiva. O aroma doce do seu perfume logo invadiu minhas narinas.
Se não estou equivocado, o tal perfume é de alguma linha feminina cara. Aquela mulher cheirava incrivelmente bem. Ela me mostrou as filmagens, aproximando a imagem do rosto do motorista.
— Envie essa imagem para o Yuri. - Ela se levantou e ficou a poucos centímetros de mim, era mais baixa, uns trinta centímetros. Dei um passo para trás e fiz um gesto para que ela conseguisse passar.
— Precisamos ir até o posto de gasolina. - Ela disse, engolindo em seco. - Posso ir sozinha...
— Nós somos parceiros. Eu vou com você. - declarei de forma firme.
Embora Alexia não tivesse tanta simpatia por mim, eu também não era fã de trabalhar em parceria. Sempre me virei sozinho, pois essa era a questão: eu não temia nada e não queria colocar a vida de ninguém em risco por causa das minhas decisões.
...[...]...
Estacionei no posto de gasolina e saímos do carro. Como sou um bom observador, meus olhos rapidamente se fixaram em uma mulher que nos encarava, com uma expressão que parecia questionar o que estávamos fazendo ali.
— Posso ajudar vocês? - ela indagou.
— Estamos em busca de Cleyton White. - respondeu minha parceira, avançando um passo à frente. - Você conhece?
— E... eu... bem...
A mulher saiu correndo e, trocando um olhar com a loira ao meu lado, começamos a perseguir a mulher. Ela não iria longe. Consegui alcançá-la e segurei suas mãos, impedindo que fizesse qualquer movimento.
— Você vai com a gente! - afirmei.
-— Por favor, a culpa é dele! Eu não fiz nada... Eu o vi fazendo isso uma vez, ele me fez prometer que não contaria a ninguém e me ofereceu um pouco de dinheiro. Por favor... eu não tenho culpa...
— Vamos conversar na delegacia. - disse a loira, enquanto abria a porta de trás do carro.
Coloquei a algema em seu pulso e ela se acomodou no banco de trás, já em lágrimas. Não tinha percebido, mas várias pessoas estavam observando a cena.
Sentei-me ao volante e esperei que Alexia colocasse o cinto de segurança para ligar os motores e sair dali o mais rápido possível.
Ao chegarmos, dois policiais a conduziram para dentro, enquanto Alexia se dirigiu a Isaac, e eu pedia que trouxessem água para a mulher. Em seguida, Alexia e eu entramos para entrevistá-la. Eu abri a porta e deixei que ela entrasse primeiro, depois fechei a porta atrás de mim.
— Certo. Vamos começar a conversa desde o ponto em que você se envolveu com Cleyton e com o indivíduo que tem sequestrado mulheres e crianças nos últimos dias - comecei, colocando uma pasta à sua frente.
— Oi? O que? Sobre o que estão falando? - a mulher nos olhou com uma expressão de ignorância.
— Não finja que não sabe de nada e não nos faça perder tempo - interveio a loira ao meu lado. - Temos consciência de que você está bastante envolvida nisso.
— Não... eu pensei que era por causa das lavagens de dinheiro - ela respondeu, engolindo em seco.
— Lavagem de dinheiro? - perguntei, surpreso. - Perfeito, mais um problema.
Deitei-me pesadamente na cadeira. Esforcei-me ao máximo para extrair informações dela; Cleyton e ela estavam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que já durava quase seis meses. No entanto, ela nos forneceu o endereço. Porém ficaria sob custódia.
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Atualizado até capítulo 37
Comments
Andreia Braga de Lima
gostei de lambivel .
conheço uns que são 🫣
2025-02-03
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Fatima Maria
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣ESTOU RINDO DO JEITO DOS DOIS, ATÉ NÃO SE ENROSCAR. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣😍😍
2024-11-14
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