Clara
Após desejar uma boa noite a Lincon, aqui estou eu, no quarto. Me viro de um lado para o outro na cama, mas o sono parece não querer vir. A ansiedade e a novidade da situação não me permitem relaxar.
Solto um suspiro profundo e me sento na cama. Olho para a janela ao lado e percebo que finalmente a chuva começou a ceder, revelando as estrelas que piscam no céu noturno.
Afasto a coberta, sentindo o frio envolver minha pele, e piso no chão gélido. Caminho até a janela e a abro, permitindo que o ar fresco da noite entre no quarto. O que sobrou da intensa chuva é apenas uma fina garoa, que parece sussurrar segredos na escuridão.
Olho para o céu, perdida em pensamentos. O que o destino me reserva? Será que esse sentimento entre mim e Lincon irá funcionar? A ideia me faz sentir uma mistura de esperança e incerteza, como se estivesse à beira de um abismo, prestes a dar um salto.
Se estivesse com meu celular aqui, provavelmente estaria conversando com a Bruna, contando a ela sobre a montanha-russa que virou minha vida. Um sorriso involuntário surge ao pensar na empolgação que ela teria, mas agora só restam as minhas dúvidas.
Então, um barulho ecoa pelo corredor da mansão, interrompendo meus pensamentos. Meu coração acelera. Será que Lincon está acordado? O que será que foi isso? A curiosidade se mistura ao receio.
Caminho lentamente até a porta do quarto, cada passo cuidadosamente calculado para não fazer barulho. Levo minha mão até a maçaneta e giro-a devagar, quase hesitante, querendo não chamar a atenção.
A porta se abre com um leve rangido, e me encontro no corredor escuro. A casa está silenciosa, mas sinto que a tensão no ar é palpável. A luz da lua penetra pela janela, criando sombras dançantes no chão.
Decido avançar, movendo-me cautelosamente pelo corredor, com o coração pulsando na boca. O que quer que tenha causado o barulho, eu preciso descobrir. Lincon pode estar precisando de mim, ou talvez seja apenas o eco da casa vazia.
Meus pensamentos giram em torno de todas as possibilidades enquanto sigo em frente, decidida a desvendar o mistério que se esconde na escuridão. Enquanto me aproximo da sala, a luz da lua continua adentrando através das grandes janelas, iluminando suavemente o caminho à minha frente. Mas meu coração quase para quando piso em algo viscoso no chão. O toque frio e pegajoso me faz parar instantaneamente, e o pânico se instala.
— Meu Deus, o que é isso? — susurro, a voz trêmula enquanto olho para baixo, tentando entender o que está se desenrolando diante de mim.
O rastro de sangue se estende pelo piso, formando um caminho que leva até a sala. O cheiro metálico no ar é inconfundível, e a adrenalina começa a correr nas minhas veias. A mente acelera, repleta de perguntas e imagens aterrorizantes. Onde está Lincon? O que aconteceu aqui? Com um esforço concentrado, respiro fundo para tentar acalmar meu coração acelerado.
Com cuidado, sigo o rastro, a cada passo sentindo a tensão aumentar. A luz da lua, antes reconfortante, agora parece criar sombras sinistras que dançam ao meu redor. Meu instinto grita para que eu volte, mas a preocupação por Lincon me empurra adiante.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Marcia Cristina Carneiro
Ágora como ele vai explicar prá esse sangue todo 8/01/25/
2025-01-09
1
Fátima Ramos
Será que foi à caça, assim é que ela vai ficar apavorada
2024-12-13
2
Ana Lúcia De Oliveira
sangue na sala?
2024-11-03
1