Clara
Enquanto caminho em direção à área de lazer onde minha mãe me aguarda, meu coração ainda bate descompassado. A excitação que sinto é quase palpável, como se cada batida ressoasse em todo o meu ser.
Minhas pernas parecem bambas, e eu olho para os lados, ansiosa, certificando-me de que ninguém está me observando. Um olhar rápido para baixo revela a rigidez dos meus seios, algo que não consigo ignorar.
— O que foi isso? — murmuro para mim mesma, surpresa com a intensidade da sensação.
Nesse momento, minha mãe aparece à minha frente, o som dos seus saltos ecoando pelo corredor.
— Aí, está você! Já ia te ligar. Por que demorou? — pergunta, com um olhar avaliativo.
Quando abro a boca para responder, ela me interrompe, e sua expressão muda para uma combinação de preocupação e reprovação.
— Não acredito! Você veio sem sutiã, Clara? Está dando para ver perfeitamente que está sem! Seus seios estão rígidos!
Meu rosto se aquece ao ouvir suas palavras, e eu rapidamente coloco uma das mãos sobre o meu seios, tentando cobrir a situação.
— Ah, mãe, qual é? Para! Você sabe que eu odeio usar sutiã.
Ela avança, pegando o recipiente que contém seu almoço da minha mão com um gesto firme.
— É, mas já conversamos sobre isso. Em casa, tudo bem, mas quando você sair, precisa usar. Não sabe que tipo de tarado existe por aí.
Ouvindo suas palavras, minha mente divaga para o momento com aquele homem hipnotizante.
"Se for um tarado, como aquele do elevador...".
— Clara! Clara? Você está me ouvindo? — diz minha mãe, puxando-me de volta da minha reflexão.
Pisco rapidamente, tentando focar, ao dizer:
— O que foi, mãe?
Ela suspira, visivelmente frustrada, e se vira, andando rapidamente na minha frente.
— Vamos. Assim que eu almoçar, você pode voltar.
Sigo-a, os pensamentos ainda confusos e a adrenalina misturada com a expectativa. Quem é aquele homem? A pressão da situação parece me acompanhar, tornando cada passo mais carregado de significado.
Assim que adentramos a área de lazer, minha mãe escolhe uma mesa ao sol e eu a sigo, sentando-me ao seu lado. Ela começa a comer, enquanto eu pego meu celular e me distraio com um joguinho qualquer. A tranquilidade do momento, no entanto, é rapidamente interrompida.
E então, ele surge novamente. O homem que encontrei no elevador, desta vez com uma roupa mais casual, mas que ainda assim chama a atenção. Seu andar é confiante, e os cabelos bem arrumados são sedutores. Ele exala uma masculinidade que me instiga de formas que eu não consigo explicar.
Engulo em seco, sentindo meu coração acelerar. Minha mãe, percebendo meu silêncio, olha para mim com o cenho franzido e, pergunta:
— O que foi?
Mas eu nada digo. Ela segue meu olhar e, ao perceber o homem, observa-o com um interesse inesperado. Ele está conversando com um jovem de óculos, gesticulando com segurança. O magnetismo que emana dele é quase palpável, e um impulso irrefreável toma conta de mim.
Sem pensar, abro a câmera do meu celular e tiro uma foto dele. O estalo do flash ressoa pelo ambiente quase vazio, como um tiro. Ele se vira na mesma fração de segundo, e num reflexo rápido, me jogo no chão, me escondendo atrás da minha mãe.
Ela fica em pânico ao ver o olhar do homem e, depois de um breve momento de hesitação, sorri nervosamente, levantando seu celular como se estivesse tirando uma selfie.
— Olá, senhor Lincon — diz ela, acenando de forma descontraída.
Meus olhos se arregalam ao ouvir o nome. Ele acena levemente com a cabeça e se vira novamente, seguido do jovem. Assim que me levanto, sinto um tapa no meu braço.
— Ai, mãe! Doeu! — digo, esfregando o local.
Ela me lança um olhar furioso, a tensão entre nós palpável, enquanto diz ríspida:
— Você não é mais criança, Clara! Pelo amor de Deus! O que deu em você? Quer que ele me mande embora?
Então, as lembranças desta manhã voltam à minha mente. Ela mencionou que Lincon estava voltando de férias, e meu coração acelera com a revelação.
— Ele é seu chefe? — pergunto, a incredulidade evidente na minha voz.
Ela me olha ainda mais confusa, seus olhos arregalados.
— Sim! E por que raios você tirou uma foto dele?
Um sorrisinho nervoso surge nos meus lábios.
— Ele é gatinho, mãe... quer dizer, gatão, não é?
Ela balança a cabeça, claramente desapontada.
— Onde eu errei com você, Clara? Onde? Ele é bem mais velho que você, menina! Toma juízo!
Dou de ombros, tentando manter a calma.
— Não exagera, mãe. Ele nem é tão velho assim. E outra, eu curto caras mais velhos mesmo.
A minha resposta a deixa ainda mais irritada, mas a adrenalina da situação faz meu sangue ferver. Olho para a foto que tirei dele e amplio a imagem, como se quisesse absorver cada detalhe.
O nome dele brilha em minha mente, como se me convidasse a explorar mais sobre ele. Com um sorrisinho travesso, penso:
"Certamente quero saber mais sobre você, senhor Lincon. Me aguarde."
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 73
Comments
Marcia Cristina Carneiro
nada ver esse negócio de idade 8/01/25/
2025-01-09
0
Luci Honório
atração é amor não tem idade
2025-03-20
0
mandinha
kkkkkk sempre o flash para nos entregar kkkkk
2024-12-23
1