Lincon
Chego em casa a toda velocidade, o motor rugindo e os pneus derrapando na entrada da minha mansão. Mal estaciono na garagem e já saio do carro, apressado, passando pelos cômodos luxuosos com um único destino em mente: meu quarto. O peso do que fiz ainda me consome.
Ao chegar no banheiro, fecho a porta com força. O espaço amplo e moderno se torna um refúgio momentâneo. Com um gesto brusco, arranco as roupas, a água gelada da ducha logo se torna um alívio, jorrando sobre mim. Mantenho a cabeça baixa, deixando que o frio me envolva, e em um impulso de frustração, esmurro a parede.
— Não devíamos ter feito isso... não devíamos — murmuro, a voz rouca e baixa, como se a própria parede pudesse me ouvir.
Meu lobo, responde com uma voz profunda e insinuante:
"Foi em legítima defesa, Lincon. Você sabe disso. Mas confesso que adorei brincar. Foi uma bela caçada, não foi?"
Respiro pesadamente, tentando organizar meus pensamentos, ao dizer:
— Não, não foi uma bela caçada. Não podemos arriscar nossa identidade, desse jeito.
"Relaxa, estava escuro. Ninguém nos viu completamente, além daqueles três... mas, bem, eles já não estão mais aqui para contar suas versões."
Emudecendo, continuo me ensaboando. Minha mente vaga para a garota. Lembro-me do seu olhar, do jeito que ela parecia tão perto, e ao mesmo tempo, tão distante. E, no fim, a perdi de vista.
"Não fica assim. Iremos encontrá-la em breve. Seu assistente já deve ter enviado as imagens de hoje mais cedo da empresa. Vamos descobrir quem de fato ela é, Lincon."
Suspiro fundo, diante às palavras do meu lobo. Concluo o banho, pego uma toalha cinza e a enrolo na cintura, enquanto uso outra menor para secar o cabelo, ao sair do banheiro.
O apito do meu laptop chama minha atenção. Caminho até a poltrona e me sento, pegando o dispositivo com pressa. A tela brilha com o link que Marcelo me enviou. Com um clique, sou redirecionado para os arquivos das câmeras de segurança.
As imagens se desenrolam diante de mim, revelando o elevador onde a encontrei. Sigo seu caminho através das filmagens de cada andar da empresa, e logo meu cenho se franze ao vê-la conversando com a funcionária que, aparentemente, estava tirando selfies. Meu coração acelera ao perceber que ela, na verdade, estava escondendo a garota atrás de si.
"Eu disse, não disse? Ela estava realmente por perto, por isso sentimos o cheiro dela", murmura meu lobo, satisfeito.
— A funcionária... será mãe dela? — questiono, intrigado, uma nova possibilidade tomando forma em minha mente.
A conexão entre elas parece profunda, e a necessidade de entender essa relação cresce a cada segundo. Sem demora, fecho a página e sigo para os arquivos da minha empresa. A tensão dentro de mim se intensifica.
— Preciso saber quem é essa funcionária — digo rapidamente, digitando freneticamente.
Nos catálogos, a imagem dela aparece, acompanhada pelo seu nome. Com um rápido movimento, anoto seu número de telefone.
— E agora, o que faço? — sussurro, meu coração batendo rápido. — Não posso agir no impulso, ou vou parecer suspeito.
"Por que não vamos até o endereço dela? Podemos espionar, ver se a garota vive lá", sugere meu lobo, sua voz transbordando animação.
— E isso só complica ainda mais as coisas, não? — retruco, passando a mão pelos cabelos úmidos, tentando pensar com clareza. — A garota é filha da minha funcionária.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Marcia Cristina Carneiro
esse lobo é mais esperto que seu dono esse lobo vai meter ele em muita confusão 🤣🤣🤣8/01/25/
2025-01-09
2
Elenilda Soares
tua parte lobo é uma mal conselheira 😅😅😅😅😅😅
2025-01-26
0
Elba Anunciacao
Agora já era. Menos 3 ladrões. 😍😍😍
2025-02-27
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