Ponto de vista de Adrian...
Estávamos apenas no início de nossa jornada, mas as coisas já começavam a desandar. Além de ter que lidar com o príncipe, que insiste em agir como se fosse o centro do universo. Agora tínhamos a árdua tarefa de localizar a outra santa, cuja presença parecia essencial para seguirmos em frente. Respirei fundo, buscando clareza em meio ao caos, e me dirigi até onde Lili se encontrava.
Ela parecia profundamente abalada após testemunhar a magia da Aurora. Ver o estado em que ela se encontrava me causava uma dor tão forte que eu só pensava em protegê-la . No entanto, naquele momento, minha prioridade era manter a calma e a racionalidade, pois era o único caminho para lidarmos com a situação.
Decidi agir. Ordenei que alguns soldados iniciassem as buscas. Eles partiram imediatamente, seguindo os rastros deixados por Aurora, acompanhados por Louis e Valenor.
— Como você está se sentindo? — perguntei, ajudando Lili a se levantar com cuidado.
— Ainda estou um pouco assustada, mas vou ficar bem. Acho que devemos ajudar a procurá-la. Liz disse que não conseguiríamos sem ela e que eu seria capaz de ajudá-la — respondeu Lili, esforçando-se para soar confiante.
— Entendido. Então, vamos — concordei, chamando os soldados para nos acompanharem na busca.
A escuridão da floresta era densa e opressora, mas minha magia de fogo iluminava o caminho o suficiente para avançarmos. Fui surpreendido quando Lili, demonstrando um domínio admirável.
Ela criou uma pequena esfera de luz brilhante que ampliou nossa visão, tornando o ambiente menos ameaçador. Caminhamos por alguns minutos antes de encontrarmos o grupo liderado pelo príncipe Louis.
— Isso é culpa sua! Você a pressionou demais! — gritou Louis, furioso, avançando em direção a Lili. Imediatamente, me coloquei entre eles.
— É melhor você se acalmar, ou pode acabar perdendo a única chance de salvá-la — disse, minha voz firme, o que fez Louis recuar, ainda com o olhar carregado de raiva.
— Ele não está totalmente errado, Adrian. Ela estava assustada, e eu deveria ter sido mais gentil — admitiu Lili, sua voz baixa, enquanto dava um passo à frente e segurava minha mão com delicadeza.
— Agora não é o momento de discutir responsabilidades. Precisamos encontrá-la antes que alguma fera corrompida a alcance — interveio Valenor, com sua habitual sensatez, trazendo a conversa de volta ao foco.
Louis, visivelmente abalado, assentiu e seguimos com a busca. Não demorou muito para localizarmos Aurora. Provavelmente, devido à escuridão, ela não havia se afastado tanto. Quando nos aproximamos, pude notar alguns arranhões em seus braços e rosto. Lili e Louis foram os primeiros a alcançá-la.
— Desculpem... Fiquei com medo e acabei dando trabalho para vocês. Acho que não sou capaz de ajudar — disse Aurora, lágrimas escorrendo de seus olhos enquanto abraçava os próprios joelhos.
— Claro que é capaz! Você é a santa — insistiu Louis, segurando suas mãos com uma determinação quase desesperada, ajudando ela a se levantar.
— Mas... minha magia os destrói. Eu não quero machucá-los, não posso fazer isso — rebateu Aurora, sua voz embargada.
— Liz me contou que, se trabalharmos juntas, podemos combinar nossas magias. Assim, eles não irão morrer — disse Lili, aproximando-se suavemente. Ela segurou as mãos de Aurora com um olhar gentil e encorajador. — Então, deixe-me curá-la. Podemos tentar, mas só se você quiser.
— Você realmente acredita que eu consigo? — questionou Aurora, sua voz tremendo, mas agora com uma centelha de esperança. — E... quem é Liz?
O momento era revelador. A Aurora, que antes demonstrava uma postura arrogante semelhante à de Louis, agora parecia vulnerável e genuinamente preocupada.
Enquanto Lili a curava, elas começaram a conversar sobre como poderiam combinar suas magias. Fiquei impressionado ao ver o quanto Lili havia aprendido em tão pouco tempo; magia de luz já era difícil, mas feitiços de cura exigiam um nível de habilidade ainda maior.
Deixamos as duas em seu momento. Era evidente que Liz, a pequena fada de Lili, estava orientando-as como elas poderiam unir forças.
Enquanto isso, montamos guarda ao redor delas. Apesar de claramente incomodado pela crescente proximidade entre Lili e Aurora, Louis manteve o foco e ajudou a proteger o perímetro.
O príncipe Louis sempre foi uma figura controversa. Ele possuía uma reserva considerável de mana, mas seu controle era fraco, e sua habilidade com a espada deixava a desejar. Talvez, se gastasse menos tempo buscando bajulação e mais treinando, tivesse alcançado um potencial maior. Mas parecia que ele não tinha interesse em superar essas limitações.
Seguimos em direção ao centro da floresta, desta vez seguiamos um caminho diferente, guiados pelas instruções de Liz. Embora a fada fosse invisível para nós, Lili nos transmitia suas orientações com precisão.
Quanto mais nos aproximávamos, mais feras corrompidas surgiam, tornando nosso avanço uma batalha constante. Lili e Aurora caminhavam lado a lado, explicando que estavam unindo suas energias para criar um equilíbrio entre seus poderes de santas.
O plano funcionava. Enquanto formávamos uma barreira defensiva, as duas canalizavam suas magias. As criaturas eram ferozes, e mesmo os mais experientes entre nós lutavam para evitar ferimentos. O som de garras chocando-se contra espadas ecoava pela floresta, misturando-se com os grunhidos animalescos. Enquanto os magos aí comando de Valenor, nos davam apoio mais distantes.
Então, uma luz intensa envolveu Lili e Aurora. Por um instante, as feras pararam, como que enfeitiçadas, e a névoa negra que as corrompia começou a dissipar-se. A hostilidade deu lugar à calma, e, uma a uma, as criaturas recuaram, fugindo para o interior da floresta.
Assim seguimos, até finalmente chegarmos ao local que Lili falou ser o certo, encontramos um pilar de pedra adornado com desenhos antigos. Gravado nele, um poema se destacava:
O perdão é o caminho
As duas santas, a solução
Trabalhar juntos é necessário
Encontrar o amor e trazer a união
Quando Aurora e Lili tocaram o pilar, imagens inundaram nossas mentes, como se estivéssemos conectados a uma visão compartilhada. Na cena, dois homens, semelhantes ao príncipe Julius e ao príncipe Eduard (que era quase idêntico a Louis, mas com longos cabelos), travavam uma batalha implacável.
Suas espadas se chocavam com uma força que ressoava dentro de nós. Nos extremos opostos, duas mulheres elegantemente vestidas, parecidas com Lili e Aurora, observavam com expressões tensas.
A visão foi interrompida pela chegada de uma horda de feras corrompidas, tantas que causavam arrepios só de olhar. Reagi rapidamente, ordenando aos guerreiros que assumissem suas posições. Precisávamos proteger as santas a qualquer custo.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Claudia
Úall que capítulo foi esse 👏👏👏👏👏♾🧿
2024-11-22
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