Narrado por Terror
Terror
Naquela noite, o ar estava carregado de tensão e expectativa. Como sempre, o baile no Vidigal estava lotado, mas eu sabia que hoje seria diferente. Eu não sabia exatamente o porquê, mas havia algo no ar, uma eletricidade que fazia cada fibra do meu corpo ficar em alerta.
Eu estava conversando com Larissa, que grudava em mim como se eu fosse a última coca-cola do deserto, quando vi Gabi entrando com uma mulher que eu nunca tinha visto antes. Ela se destacava na multidão, não pela aparência, mas pela atitude. Havia algo em seu olhar, uma mistura de determinação e raiva, que me fez fixar a atenção nela.
Quando Gabi a apresentou como Lili, eu não consegui tirar os olhos dela. Havia algo de familiar naquele nome, algo que cutucava uma memória antiga, mas não conseguia lembrar exatamente do que. Ainda assim, o que mais me intrigava era a forma como ela me olhava. Não com medo, nem com admiração, mas com um desafio silencioso. Como se ela estivesse pronta para enfrentar qualquer coisa, inclusive a mim.
Eu tentei quebrar o gelo, mas ela se manteve firme, sem ceder. Era raro alguém me enfrentar assim, especialmente aqui, onde meu nome era lei. Foi quando Larissa, já incomodada com a presença de Lili, tentou colocar ordem na situação, e eu percebi que a coisa ia sair do controle.
Mas, o que realmente me pegou de surpresa foi a determinação com que Lili subiu até o camarote, ela procurava por algo ou alguém mais eu não sabia ainda quem era.
Eu não conseguia ver tudo claramente de onde estava, com PH na minha frente, mas então ouvi a voz de Lili ecoar pelo camarote, clara e carregada de desafio:
— Eu devia te chamar como, de papai?
PH congelou no lugar, o choque evidente em seu rosto. A sala inteira pareceu parar. Eu me virei para ele, a incredulidade estampada no meu rosto.
— Que porra tá acontecendo? Você sabia que tinha uma irmã? — perguntei, minha voz cortante.
— Não, eu não sabia… quem é ela, porra? — PH respondeu, mas sua voz falhava, trêmula.
E então, Lili despejou tudo. Não era uma simples acusação, era uma sentença. Ela não estava lá para qualquer tipo de reconciliação, e muito menos para provar algo ao Corvo. Não, ela estava ali para reivindicar sua herança, sua posição de poder. E, naquele instante, ela fez uma declaração que mudou tudo.
— Eu não vim aqui fazer uma reunião familiar e muito menos para provar algo pra você. Mas eu queria olhar nos seus olhos e te dizer obrigada por ter me abandonado na frente do morro do Barão. Ele foi um pai que você nunca nem em sonhos poderia ter sido. Eu estou clamando o nome de Herdeira do Jacarezinho, Herdeira do CV, então a partir de hoje você tem uma nova inimiga. E, se eu fosse você, não ficaria no meu caminho.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O impacto das palavras de Lili reverberou no ambiente como uma bomba. Todos ali sabiam que algo significativo acabara de acontecer, algo que poderia mudar o equilíbrio de poder em lugares que muitos ali nem sequer imaginavam.
Eu observava a cena, analisando cada detalhe, cada reação. Corvo, o homem que todos temiam, parecia vulnerável pela primeira vez em anos. E PH, normalmente tão confiante, estava perdido, tentando processar o que acabara de ouvir. E eu, bem, eu sabia que acabava de testemunhar o nascimento de uma força que poderia mudar tudo.
Lili não era apenas uma mulher qualquer, ela era a nova Herdeira do Jacarezinho, uma posição que não vinha apenas com poder, mas com um destino marcado por sangue e vingança. E eu? Eu estava mais do que disposto a ver como essa história se desenrolaria.
A tensão no ar era espessa, quase sufocante. Cada palavra que saía da boca de Lili parecia encher o espaço com uma energia elétrica, um poder que eu só havia sentido poucas vezes na vida. Era como se ela estivesse tomando posse do ambiente, cada olhar, cada gesto, uma declaração silenciosa de que ela pertencia àquele lugar, que aquilo tudo era dela por direito.
PH continuava paralisado, a boca ligeiramente aberta, incapaz de articular qualquer resposta. E o Corvo, aquele filho da puta que nunca demonstrava qualquer fraqueza, estava com a mandíbula travada, os olhos estreitados em uma mistura de raiva e, talvez, um toque de arrependimento. Mas Lili não precisava de mais nada dele. Ela já havia dito o que precisava ser dito, e estava claro que não havia volta.
— Você tem culhões, garota. — Eu finalmente disse, rompendo o silêncio que se estendia por tempo demais. Minha voz saiu mais calma do que eu esperava, quase apreciativa. — Mas sabe que entrar nesse jogo é muito mais do que só reivindicar um nome, certo?
Ela me lançou um olhar que quase me fez sorrir. Era um olhar de quem já estava preparada para tudo, mesmo que ainda estivesse descobrindo o que isso realmente significava. Lili não respondeu imediatamente, e eu podia ver a engrenagem girando em sua mente, avaliando, calculando o próximo movimento. Ela sabia que essa era uma jogada de xadrez e que cada peça movida poderia ter consequências mortais.
— Eu sei exatamente no que estou me metendo. — Ela finalmente respondeu, a voz firme, sem hesitação. — E se você ou qualquer outra pessoa pensa que pode me parar, é melhor pensar de novo.
Corvo bufou, finalmente se recompondo, mas ainda não havia dito uma palavra. PH, por outro lado, começou a balançar a cabeça, como se estivesse negando uma realidade que ele não queria aceitar.
— Isso é loucura. — PH murmurou, quase para si mesmo. — Você não tem ideia de quem está se metendo, garota.
Lili sorriu, um sorriso que não alcançou os olhos.
— Talvez você também não tenha. — Ela respondeu, antes de se virar, pronta para sair do camarote como se tivesse acabado de concluir um simples negócio.
Eu dei um passo à frente, bloqueando sua saída por um momento. Não porque eu queria impedi-la, mas porque queria ver até onde ela iria com essa banca.
— Você está em território do PCC agora. — Eu disse, não como uma ameaça, mas como um lembrete. — E o CV não tem lugar aqui. Então, me diz, como você planeja sair daqui sem um arranhão?
Ela me olhou direto nos olhos, sem piscar.
— Da mesma forma que entrei — respondeu, sua voz firme. — Sabendo exatamente quem eu sou e o que vim buscar.
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Atualizado até capítulo 82
Comments
Wandira Melo
eita que essa lili parece minha esposa kkkk,,, tipo assim minha mãe não gosta da minha esposa porque ela é negra ( gostosa, maravilhosa e mãe das minhas 4 filhas e o amor da minha vida). mas teve uma vez que fui comemorar o aniversário da minha mãe é sofri um acidente de carro minha foi aproveitou que minha esposa não estava e me levou pra casa dela só pra que mi há esposa não podesse me ver mas a minha esposa é uma mulher de culhões e foi na casa da minha mãe entrou me tirou da cama onde estava e disse pra minha mãe que ela até poderia ser mãe mas ela verá minha esposa, e que está escrito na Bíblia que deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua esposa então tornando-se um, me levou cuidou de mim,, e estamos juntos a 23 anos eu sou louco apaixonado pela minha esposa pense numa mulher de fibra, linda, negra, maravilhosa e só minha kkkk.
2024-11-06
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Elayne Faria
uhuuuu a dona da porra toda Terrorzinho /Determined/
2024-12-04
1
Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves
ué terror você está achando que a Lili é uma mulher qualquer kkk você vai aprender na marra que vocês mexeram com a mulher errada
2024-10-03
2